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Adeus, Renatão

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Delegado Renato Hendges morre em Florianópolis

Morreu na madrugada desta quarta-feira aos 65 anos o delegado aposentado da Polícia Civil de Santa Catarina Renato Hendges. No começo deste ano, Renatão, como era conhecido, anunciou a aposentadoria da função depois de 48 anos, sendo 34 deles na Divisão Antisequestros. Ele tratava um câncer.

O ex-delegado foi internado na tarde de terça-feira no Hospital Caridade em Florianópolis para tratar uma infecção pulmonar. A morte dele ocorreu às 4h40min desta quarta, segundo a unidade hospitalar. O velório ocorrerá na Academia de Polícia (Acadepol), em Florianópolis.

Atuação homenageada

A atuação do delegado foi reconhecida no começo deste mês pelo governo do Estado. Renatão, como era conhecido, faleceu na madrugada desta terça-feira, às 4h40min, por complicações de uma infecção pulmonar.

O delegado recebeu a medalha Anita Garibaldi no último dia 2 de abril, na Casa d’Agronômica, residêncial oficial do governador Raimundo Colombo. Segundo informações da assessoria de imprensa do governo do Estado, Renatão formou-se pela Universidade Regional de Blumenau (Furb), em 1980.

Foi comissário de polícia em 1974 em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Depois, tornou delegado na mesma cidade, em 1983. A partir de 1990, assumiu a titularidade da Divisão Antisequestro da Deic.

Além da medalha Anita Garibaldi, recebeu pelo menos outras seis menções honrosas em Santa Catarina.

Histórico

Foram mais de três décadas de trabalho de Renatão, pelo menos 30 anos casos de sequestros resolvidos somente em Santa Catarina — além de outros Estados brasileiros. Com a saída do policial mais experiente da Polícia Civil catarinense, foi dissolvida a equipe da divisão.

Alguns policiais o acompanhavam há décadas. O grupo alcançou resultados impressionantes: esclareceram todos os sequestros praticados no Estado, libertando vítimas de cativeiros e prendendo quadrilhas — algumas internacionais e que causaram pânico em todo o Brasil entre as décadas de 1980, 1990 e 2000.

Diário Catarinense

Written by Abobado

abril 16th, 2014 at 8:57 am

Como a pilantra Ideli Salvatti usa a máquina do governo para fazer politicagem

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No comando das Relações Institucionais, ela é uma das responsáveis pela liberação de verbas para o Congresso. Os deputados de seu Estado, Santa Catarina, estão felizes com seu desempenho. Só eles
 

É muita vagabundagem: A Ideli Salvatti e o secretário da Agricultura João Rodrigues (PSD). Ela entrega um trator em Chapecó, Santa Catarina

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, parecia à vontade ao desembarcar, mais uma vez, de um jato da Aeronáutica em Joinville, Santa Catarina. Era sexta-feira, dia 7 deste mês, e Ideli pousava como ministra em sua base eleitoral — onde agiria, em seguida, como candidata às vésperas de campanha. Enquanto o pau cantava em Brasília, com deputados do Blocão fazendo fila no gabinete de Ideli, ela participava de uma cerimônia de entrega de terrenos do governo federal a famílias pobres da região. Também lançava ali o programa Minha Casa Minha Vida. Uma semana antes, Ideli estivera em Santa Catarina com o mesmo propósito eleitoral. Entregara tratores, motoniveladoras e caminhões a prefeituras do Estado. Anunciara que, em breve, o governo duplicará a principal rodovia federal de Santa Catarina. Quase toda semana é assim. Em Brasília, Ideli, a ministra que deveria controlar a base aliada do governo no Congresso, diz “não” a deputados em busca das benesses do poder: emendas parlamentares, indicação de cargos na Esplanada, participação em eventos eleitoreiros do governo — tudo o que poderia lhes dar voto neste ano. De volta a Santa Catarina, Ideli diz “sim” a si mesma e concede-se as vantagens que nega aos outros em Brasília. Ela ainda não sabe se concorrerá a uma vaga de deputada ou senadora pelo PT. Se perder, não será por falta do maior cabo eleitoral que ela tem nestas eleições: seu gabinete no Planalto.

Deputados e senadores morrem de inveja de Ideli. Falta-lhes, no entanto, um tratorzinho comprado com dinheiro público para tirar fotos. Parte da culpa, segundo eles, é da própria Ideli. Sem a canetada da Secretaria de Relações Institucionais, os R$ 15 milhões do Orçamento que cada parlamentar pode indicar anualmente para realizar obras, comprar equipamentos, pagar cursos e festas ficam congelados ou sofrem cortes significativos. “Mal conseguimos ser atendidos por ela”, diz um deputado federal do PMDB de Minas Gerais. “Até agendar uma audiência com um assessor da Ideli é difícil.” Já virou rotina no Congresso reclamar de Ideli. Alguns até relevam — dizem que Dilma não dá autonomia suficiente a ela. Segundo eles, Ideli ouve, promete e não tem como entregar. Na busca desesperada pela sobrevivência, alguns deputados fazem o impensável. Até ficam em Brasília no final do ano para tratar com Ideli. Enquanto a maioria dos colegas deixou a capital antes de 18 de dezembro do ano passado, para voltar só em fevereiro, o deputado Júlio César, do PSD do Piauí, resistiu. Com a promessa de Ideli de liberar uma emenda de R$ 1 milhão, foi ao gabinete dela nos dias 27, 30 e 31 de dezembro. Passou algumas horas na porta. Não conseguiu ser recebido por ela nem pelo secretário executivo, Claudinei do Nascimento. Desiludido, Júlio César partiu de Brasília na tarde de 31 de dezembro. Passou o Réveillon sem a emenda.

Inconformados em não ser recebidos nem por funcionários de segundo escalão, revoltados por não poder contar com o dinheiro das emendas num ano em que têm de conquistar eleitores, deputados da base aliada fizeram um levantamento para averiguar se havia dinheiro sobrando — e onde o governo investia. Descobriram que, em dezembro, mês em que o caixa do governo está mais tranquilo, o ministério de Ideli autorizou os ministérios do Turismo, das Cidades e da Agricultura a investir mais recursos no Maranhão, na Paraíba e em Minas Gerais — não por acaso, os Estados de origem, respectivamente, dos antigos ministros do Turismo, das Cidades e da Agricultura. E, claro, para a Santa Catarina de Ideli. No Ministério do Turismo, quase 13% dos recursos destinados a projetos de infraestrutura turística foram para Santa Catarina. Em valores: R$ 61 milhões, mais do que receberão outros Estados com forte vocação turística, como Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

No Ministério das Cidades, Santa Catarina abocanhou 10% das verbas — praticamente um empate com São Paulo, Estado com sete vezes a população catarinense. A cidade mais aquinhoada foi Brusque, que receberá quase R$ 10 milhões para duplicar estradas. O prefeito de Brusque, Paulo Eccel, é aliado de Ideli dentro do PT catarinense. O Ministério da Agricultura aprovou mais recursos para Santa Catarina do que para Estados também com forte tradição agrícola, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O tratorzinho de Ideli é tão poderoso que colheu até a oposição. “Não posso ser injusto com a Ideli. Ela tem atendido a nossos pedidos”, afirma Marco Tebaldi, único deputado federal catarinense filiado ao PSDB, rival do PT no cenário nacional. “Fazemos uma oposição responsável.” No final de 2013, Ideli intercedeu no Ministério da Saúde por um pedido dos deputados — entre eles Tebaldi — para construir um hospital especializado no atendimento às mulheres em Joinville. O Ministério da Saúde garantiu a obra.

As incursões catarinenses são um prazer para Ideli, mas causam problemas. No ano passado, a oposição denunciou Ideli à Comissão de Ética da Presidência da República pelo uso de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. Equipada para resgatar vítimas de acidentes nas estradas, a aeronave foi usada para levar Ideli a inaugurações e anúncios de repasses federais no interior do Estado. A Comissão de Ética arquivou o caso. O Ministério Público Federal pretendia denunciar Ideli por improbidade administrativa e exigir que ela devolvesse R$ 35 mil aos cofres públicos. Na semana passada, arquivou a investigação por julgar que não houve irregularidade.

O episódio não tirou o ímpeto de Ideli de viajar. Em janeiro, ela dedicou cinco dias seguidos a Santa Catarina: recebeu título de cidadã honorária, visitou obras, encontrou prefeitos, prometeu mais dinheiro e acenou com uma visita da presidente Dilma Rousseff. Por meio de sua assessoria de imprensa, Ideli afirma ter cumprido, em 2013, agendas similares em todos os Estados. Diz que a aprovação de recursos repassados pelos ministérios para municípios não sofre interferência de sua Pasta. Ideli não sabe se será candidata na eleição deste ano. “Não há definição”, afirma sua assessoria. Ela gostaria de ser candidata ao Senado, mas o PT catarinense não quer apoiá-la. Existe a alternativa de ser candidata a deputada federal. A opção mais arriscada é tentar permanecer como ministra, já que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, invade sua seara. Por via das dúvidas, Ideli segue entregando tratores, inaugurando e indo a Santa Catarina. O spa político catarinense é irresistível.

ÉPOCA Online

Maneca Dias e PDT sob suspeita

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Os catarinenses conhecem: Maneca Dias, um dos maiores chupins da política de Santa Catarina. Nunca trabalhou na vida e a Dilma coloca esse picareta como ministro do Trabalho. Faz sentido!

A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) inquérito e pediu autorização para investigar desvio de recursos do Ministério do Trabalho (MT) pelo ministro Manuel Dias, acusado de participar de esquema que empregava militantes do Partido Democrático Trabalhista (PDT) como "fantasmas". No relatório, a PF reproduziu depoimento em que o ex-presidente da Juventude do partido em Santa Catarina John Sievers repetiu denúncia que fez em entrevista ao Estado. Segundo Sievers, em 2008, quando era presidente do diretório catarinense do PDT, foi remunerado para trabalhar na Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Tijucas e Itajaí-Mirim (ADRVale), de Brusque (SC), administrada por pedetistas e aquinhoada com R$ 11 milhões em contratos federais. Mas, segundo ele, prestava serviços à Universidade Leonel Brizola, órgão partidário para formar militantes. "Quem me passou (as orientações) foi o Manuel (Dias). Meu salário foi pago através da ADRVale", contou.

De acordo com reportagem publicada no Estado, outros filiados ao PDT confirmaram que constavam da folha de pagamento da ONG sem nunca ter trabalhado para ela. Auditoria da Controladoria-Geral da União concluída em outubro listou 38 filiados do PDT entre os beneficiários de pagamento da ADRVale. A maioria deles não comprovou ter prestado serviços à entidade e pertence aos quadros do partido em Santa Catarina, comandado há anos por Dias. Este, que negou tudo, garantiu: "Nunca me envolvi em corrupção". E atribuiu a acusação a "fogo amigo".

Em socorro do colega de governo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lembrou o óbvio: investigado não é automaticamente culpado. "A Polícia Federal cumpriu seu papel nos termos da lei. A Constituição é muito clara quando diz que ninguém é culpado sem prévia sentença judicial. O fato de haver uma investigação não atinge em momento algum a situação de qualquer cidadão brasileiro", disse. É óbvio. Mas omitiu o fato de que só suspeitos são investigados.

Fato é que o denunciante entregou à PF extratos bancários e lhe contou que, depois do acerto feito com o ministro na sede do PDT em Florianópolis, ele recebeu de R$ 800 a R$ 1.335 mensais entre fevereiro e outubro de 2008, para ser "vigilante" e "assistente" da ONG. Nunca, contudo, prestou esses serviços: de fato, viajava para cidades do interior catarinense a serviço da escola do partido, à época comandada por Dias.

Dúvidas sobre má conduta de dirigentes do PDT no comando do Ministério do Trabalho não são propriamente novas. Nomeado por Lula e mantido por Dilma, Carlos Lupi, presidente do partido, foi acusado de ter cobrado propinas para autorizar registros de sindicatos e cometido irregularidades em contratos do MT com ONGs. E foi demitido. Substituído por 11 meses no Ministério pelo correligionário Brizola Neto, que não segue sua orientação, porém, Lupi voltou a dominar o MT, ao indicar em março para o posto Manuel Dias, de seu grupo político e secretário-geral do partido fundado por Leonel Brizola, mas hoje controlado por seu ex-ministro. Preocupada com a possibilidade de não se reeleger (de preferência no primeiro turno), Dilma Rousseff não achou prudente se arriscar a perder o tempo do PDT na propaganda eleitoral, a presença dos líderes pedetistas em seu palanque e seu apoio aos projetos do governo nas votações do Congresso.

Se autorizar a PF a investigar Dias e o MT, o STF contribuirá para eliminar e punir a prática daninha à democracia de nomear para cargos de alta importância na cúpula do Executivo dirigentes partidários que, em troca, apoiam o governo na eleição e nas votações de seu interesse no Legislativo. No caso específico do Ministério do Trabalho, afrouxar critérios para permitir a participação de novos sindicatos na divisão do imposto sindical e fazer contratos com ONGs para sustentar militantes contribui para manter a máquina partidária pedetista em funcionamento. Se as denúncias ora feitas contra Dias e o PDT forem confirmadas, então, muita coisa será esclarecida sobre essa barganha espúria.

Editorial do Estadão

Governo eficiente é assim: Após falar de prazos, Dilma entrega obra do PAC com três anos e meio de atraso

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Ampliação do Porto de São Francisco do Sul (SC) deveria ter sido entregue em 2010, mas revisão do projeto atrasou andamento; no dia anterior, presidente falou sobre ‘dor de cabeça’ em descumprir datas
 

Incompetência sem limite: Reparem na seta o que foi ampliado no Porto de São Francisco. Três anos e meio para fazer uma obra mixuruca. É tempo de sobra para constuir um porto inteiro!

A presidente Dilma Rousseff inaugura nesta quarta-feira, 27, em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que devia ter ficado pronta em fevereiro de 2010. Executada pelo Exército, a ampliação do berço 201 do Porto de São Francisco do Sul custou R$ 35 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram bancados pelo governo federal e o restante, pelo próprio porto. Em entrevista a rádios nessa terça, Dilma disse que uma das maiores "dores de cabeça" do Palácio do Planalto é "justamente cumprimento de prazos".

"Cumprimento de prazo é algo muito importante quando a gente olha um país como o Brasil que precisa urgente de várias obras. Então, a gente tem feito um grande esforço nessa direção. Por que a gente fica preocupada com o atraso? Porque o atraso significa você atrasar o atendimento às necessidades da população ou compromissos assumido (sic)", afirmou Dilma nessa terça ao falar com repórteres de emissoras de rádio do Ceará.

A ampliação do berço 201 do Porto de São Francisco do Sul foi tocada pelo 10º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro. Na época em que Dilma ainda era ministra-chefe da Casa Civil, o governo pretendia concluir a obra até 28 de fevereiro de 2010.

Em janeiro de 2012, uma ata de reunião extraordinária do conselho de autoridade portuária do porto alertou para a demora no cumprimento do cronograma. Um dos conselheiros questionou a "prolongada demora", alegando que o atraso é "muito representativo para a comunidade portuária".

Correção

Procurada pela reportagem, a assessoria do Exército informou que "prima pela correção na execução orçamentária, com licitações bem estruturadas e rigoroso acompanhamento técnico, logístico e administrativo, o que pode gerar, até mesmo, uma economia de recursos na execução das obras".

"O Exército tem conseguido maior permanência nas obras, mesmo com eventuais atrasos por força de problemas técnicos. Se por um lado o tempo tende a se prolongar, por outro há a certeza do término da obra com a solução desses problemas", disse a assessoria. "O que seria um problema de atraso, acaba se transformando em solução para melhor continuidade da obra."

De acordo com o Exército, após a realização de testes de sondagem no Porto de São Francisco do Sul, houve a necessidade da revisão do projeto da obra para melhorar a capacidade de suporte de 15 estacadas, "permitindo a conclusão dos trabalhos de modo a propiciar a segurança esperada para esse tipo de empreendimento".

O Porto de São Francisco do Sul é o sétimo do País em movimentação total de cargas. A ampliação do berço 201 deve representar um aumento de 2 milhões de toneladas/ano na capacidade de movimentação do porto. O objetivo das autoridades é aumentar o fluxo de matéria-prima para regiões de produção agrícola nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná.

"O investimento foi necessário para modernizar a infraestrutura e melhorar as condições operacionais do porto", informou a Secretaria de Portos. Segundo o governo, o Porto de São Francisco do Sul "busca aperfeiçoamento para facilitar as manobras dos navios acima de 300 metros de comprimento, atento às tendências mundiais do mercado".

Estadão Online

É muita sacanagem – Pescadores artesanais estão impedidos pelo Ibama de pescar tainha em Santa Catarina

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Pescadores artesanais de Florianópolis autuados pelo Ibama: A ‘Ambiental’ é muito eficiente quando multa pequenos pescadores. Os grandes barcos que praticam a pesca predatória nunca são incomodados. É muita patifaria!

O problema começou no primeiro dia da temporada da tainha, dia 15 de maio, quando Eugênio Zilto Pereira recebeu uma multa de R$ 1.400 por ter a rede de cerco dentro do seu barco. Alessandro Queiróz, que coordena o núcleo de biodiversidade do Ibama/SC, um dos órgãos fiscalizadores, explica que o pescador não possuía autorização para usar tal rede.

Eugênio diz que possui apenas autorização para pesca com rede de emalhe (ou rede de espera). Neste tipo de rede, os peixes que nadarem ali ficam presos. O problema, justifica o pescador, é que a tainha não é pega desta forma.

Rede licenciada não serve para tainha

O pesquisador e professor da Univali, Paulo Schwingel, explica que a rede de emalhe inviabiliza a pesca artesanal. Para ele, foi um erro de interpretação da portaria que regulamenta a atividade, o que pode trazer um prejuízo gigantesco para os pescadores artesanais.

São três tipos de pesca: a amadora (feita na praia), a industrial e a artesanal. Apenas a artesanal não está autorizada a usar as redes de cerco. Neste tipo de pesca, o barco cerca o cardume para capturá-lo.

Segundo o pescador Idail dos Passos Machado, que trabalha há 53 anos nesta atividade, é a primeira vez que impedem este tipo de rede, que justifica ser a única maneira para pegar tainha.

— Eles dão a autorização para pescar tainha, mas não deixam usar a rede de cerco. Estão enganando o pescador — pretesta Idail.

Ele possui um barco, onde ajudam e trabalham outras seis pessoas. Ele justifica que a pesca é pouca, e em 2013 quando a safra parece estar boa, está se impedindo o pescador de exercer sua atividade. Todos os que estavam ontem no Ministério da Pesca são, assim como Idail, artesanais.

Lei não é nova, mas interpretação sim

A instrução normativa 171/2008 é a que está causando todo o problema. Segundo o presidente da federação de pescadores artesanais de Santa Catarina, Ivo da Silva, conta que apesar da normativa ter cinco anos, resolveram dar nova interpretação. Ele fez um pedido ao Ministério da Pesca para que reveja esta interpretação a fim de acabar com o problema. A resposta deve ser dada nesta sexta-feira, às 9h, em reunião na sede da Superintendência do Ibama em Santa Catarina.

No ano passado, Paulo Rogério da Silveira foi autuado no fim da temporada por estar usando rede de cerco. Como possuía peixe no barco, a multa chegou a R$ 69.800. Ele não conseguiu pagar até agora e está recorrendo na justiça.

Hora de Santa Catarina

Written by Abobado

maio 16th, 2013 at 9:43 pm

Roubalheira petralha: Ministério do Esporte repassa R$ 17 mi a entidade mesmo após alertas da CGU

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Pasta do governo federal recebeu relatório da Controladoria-Geral da União sobre irregularidades no Programa Segundo Tempo em 2008; mesmo assim, contas de ONG catarinense ligada ao PC do B foram aprovadas e novos convênios, realizados
 

Derrotados: Ideli (PT) e João Ghizoni (PCdoB), em campanha no ano de 2010 para o Governo de Santa Catarina e Senado, respectivamente. O que o Instituto Contato tem com isso? Em breve vocês saberão

Alertado pela Controladoria Geral da União (CGU) em 2008 sobre esquema que envolvia montagem e direcionamento de licitações, superfaturamento na compra de materiais e descumprimento de obrigações pactuadas em contratos com fornecedores, o Esporte aprovou mesmo assim a prestação de contas final de parceria firmada com a ONG dois anos antes. Além disso, celebrou mais dois contratos, no valor de R$ 20 milhões, que também viriam a ser lesados. A constatação é de relatório da própria CGU, concluído no fim de 2011, ao qual o Estado teve acesso.

O setor de inteligência do órgão, responsável pelo controle interno do governo, confirmou o repasse de dinheiro do Instituto Contato a uma rede de empresas fantasmas, cujos sócios têm relações de parentesco entre si. Ao analisar as atividades da entidade no Esporte, concluiu tratar-se de um "vultoso esquema de desvio de recursos públicos em andamento em Santa Catarina, a reboque do Programa Segundo Tempo".

Iniciado em 2006, o primeiro convênio do Instituto Contato, cujos dirigentes são filiados ao PC do B, assegurou repasses de R$ 4 milhões à entidade para instalar núcleos do programa, que oferece oficinas de esportes a jovens fora do turno escolar. A CGU constatou fraudes em licitações e contratos da ONG com fornecedores numa fiscalização entre fevereiro e março de 2008, cinco meses antes do fim da vigência da parceria.

As empresas JG Comércio e Linha Direta foram as únicas participantes de pregão lançado pela ONG para comprar alimentos, ao custo de R$ 2,4 milhões, e tinham ex-sócios em comum. Esta última teria apresentado atestado forjado para comprovar capacidade técnica. Contratada, segundo a CGU, a Linha Direta deixava de entregar os lanches nos núcleos do Segundo Tempo e, em alguns casos, distribuía produtos em vias de vencer.

Licitações para a compra de material esportivo teriam sido direcionadas. Como o Estado mostrou na quarta-feira, segundo a CGU, as próprias autoridades do Esporte serviram de intermediárias entre o Instituto Contato e empresas subcontratadas na execução de convênios do Programa Segundo Tempo.

De acordo com relatório de fiscalização, a "aproximação" entre a entidade e a Guarani Comércio e Distribuição de Materiais Esportivos, contratada para fornecer kits e capacitação para aulas de tênis, foi feita antes mesmo da abertura de licitação para definir o processo de compra. Um dos sócios da empresa figura como "testemunha" no termo do convênio, assinado um ano antes da contratação.

O contrato com a Guarani, de R$ 344 mil, teria sobrepreço de R$ 157 mil. A especificação dos itens teria sido feita para direcionar a licitação à empresa. Para vigiar o cumprimento do convênio, o Ministério do Esporte e o Instituto Contato designaram um homem que constava da folha de pagamentos da ONG, ou seja, era ao mesmo tempo fiscal e fiscalizado.

Apesar das constatações, o ministério – administrado por quadros do PC do B, assim como o Instituto Contato – firmou outro convênio com a entidade, de R$ 13,8 milhões, com vigência iniciada após a fiscalização da CGU, em 31 de dezembro de 2008. Um terceiro convênio, de R$ 6,2 milhões, foi pactuado em dezembro de 2010. Nos dois casos, o valor liberado foi de praticamente R$ 17 milhões – exatos R$ 16,9 milhões -, a título de instalar núcleos do Segundo Tempo.

Fraudes

Com a aprovação da prestação de contas, a primeira parceria passou a constar como "adimplente" no Portal da Transparência do governo. As fraudes, no entanto, se repetiram. "Evidenciamos a ocorrência de falhas, muitas das quais configurando reincidência", destaca a CGU em seu relatório.

Nos convênios de 2008 e 2010, a Guarani voltou a ser contratada, para o fornecimento dos mesmos kits e de aulas de capacitação. Porém, em vez de abrir disputa entre interessados, como na primeira ocasião, a ONG fez as compras por "inexigibilidade de licitação", argumentando que os produtos eram únicos no mercado. Os novos contratos somaram R$ 1,056 milhão.

De acordo com a CGU, não havia justificativa para dispensar a concorrência e os preços praticados foram excessivos. "A contratação deveria ter sido realizada por meio de procedimento licitatório, não devendo existir descrição excessiva dos materiais, evitando o direcionamento à empresa Guarani", diz o relatório.

A CGU também cita a MLH Comercial Ltda., empresa contratada para fornecer lanches nos núcleos do Segundo Tempo. Segundo os auditores, ela não detalhou nas notas fiscais os produtos que vendeu. A empresa tem como sócio o empresário e ex-assessor parlamentar José Renato Fernandez Rocha, o Zeca. Trata-se do pivô do esquema que desviou 90% dos recursos do Segundo Tempo em contrato de R$ 4,65 milhões com a JJ Logística Empresarial, conforme revelou João Batista Vieira Machado, dono da empresa, em entrevista publicada pelo Estado no domingo.

"Era tudo roubo", disse o empresário, informando ter visto Fernandez Rocha repassando maços de dinheiro em Brasília, Rio e Santa Catarina. "O dinheiro vinha do Esporte para a ONG, que passava para cá. Daqui sacava o dinheiro e mandava de volta a Brasília e Santa Catarina."

A MLH recebeu R$ 1,35 milhão em quatro depósitos feitos pelo Instituto Contato entre janeiro e agosto de 2010. Nesse período, Fernandez Rocha ainda era secretário parlamentar no gabinete do deputado federal Dr. Paulo Cesar (PSD-RJ).

Estadão Online

Adeus, meu grande e fiel amigo!

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Written by Abobado

março 7th, 2012 at 3:09 pm

Vejam vídeo em que Ideli Salvatti aparece como vivandeira, estimulando a mobilização de policiais militares. E aí, Dilma, não vai ficar “horrorizada”?

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Todos sabemos, e já o provei com imagens e banda sonora, que Jaques Wagner (PT), governador da Bahia, era um notório insuflador de greves de policias militares no seu estado. Afinal, um adversário seu estava no poder, certo?

Peço que vocês vejam este vídeo de janeiro de 2009. Embora eu não precisasse dizer o nome da estrela — não há diferença de voz nem de cabelo —, cumpro o dever jornalístico: trata-se da então senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que disputaria o governo de Santa Catarina no ano seguinte, sendo derrotada. Como prêmio, levou o Ministério da Piaba (também conhecido como “da Pesca”). Depois assumiu o das Relações Institucionais, em lugar de Luiz Sérgio, que ficou com a piaba…

O busílis é o seguinte: em dezembro de 2008, um movimento de PMs e bombeiros tomou conta dos quartéis de Santa Catarina, acusando o governo de não cumprir uma lei que dizia respeito à organização da Segurança Pública — a 254. Nem vou entrar nesse mérito agora. O fato é que, à mobilização, seguiram-se processos administrativos, punições etc. Todo mundo acabou anistiado em 2011.

É disso que fala Ideli em 2009 a lideranças de policiais militares ligadas à Anaspra (Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais). À esquerda do vídeo, vocês vêem ninguém menos do que Marco Prisco, o líder da greve na Bahia. Ora, em 2009, Ideli estava à vontade para se comportar como vivandeira porque o governador do Estado era Luiz Henrique (PMDB), hoje senador. Embora formalmente integre um partido da base, ele pertence ao grupo dos peemedebistas independentes.

Notem como a fabulosa promete que vai mobilizar o Ministério da Justiça — cujo titular era o ínclito Tarso Genro, que hoje enfrenta a mobilização da PM gaúcha. Chamo a atenção de vocês para a fala de Ideli a partir dos 42 segundos. Ela relata que o “Coronel Eliésio” — refere-se ao então comandante-geral da PM em Santa Catarina, Eliésio Rodrigues — havia concedido uma entrevista à CBN. Transcrevo suas palavras:

“Estava o coronel Eliésio dando entrevista e falando, falando, falando… Eu até comentei, fiquei positivamente impressionada porque o Mário Motta [jornalista que fazia a entrevista] foi muito pra cima dele, cobrando: ‘Muito bem, tem hierarquia, tem disciplina, mas como é que reivindica sem afrontar… Como é que pede? Se não cumpre a lei, reclama como? Coloca como?’ Ele se espremeu bastante. Mas o ideal seria alguém de vocês estar lá falando, né? Não apenas o jornalista estar fazendo as cobranças (…)”.

Repararam, né? Ideli trata o coronel com certo menoscabo — “falando, falando, falando” — e acha divertido ver o comandante da PM sendo apertado pelo jornalista. Mas Ideli quer é que os próprios militares cheguem à imprensa. Para ela, valores como disciplina  e hierarquia podem ficar em segundo plano diante de “reivindicações”. Ela avança.

“Eu acho muito importante a gente colocar, ter alguns eventos que possa (sic) permitir que a posição de vocês também venha a público, que eles não fiquem falando sozinhos. Acho que vocês estão corretíssimos de fazer movimentos buscando apoio popular, fazer abaixo-assinados.”

Ideli não está contente, como se vê. Ela quer mobilização popular. E lembra a vantagem de que gozam profissionais da saúde, da educação e da segurança no que respeita a mobilizações:

“E nós, né?, temos esta vantagem. Quer dizer, estes três setores estão, segurança e educação ainda mais do que a saúde, a gente está muito espalhado. A gente tem como fazer isso em vários locais ao mesmo tempo, em vários municípios. Então eu acho muito importante vocês estarem dando conta mesmo desta coisa aí de puxar a opinião pública a favor de vocês.”

Encerro
Este é o PT. Dois anos depois, a presidente Dilma Rousseff, que fez Ideli sua ministra, viria a se dizer “horrorizada” com os eventos da Bahia. Diante da crise, a hoje ministra sumiu do mapa, não quis dar as caras, desapareceu. O negócio dela, agora, são as “relações institucionais”, né? Das não-institucionais, como insuflar os quartéis, ela cuidava quando senadora e pré-candidata do PT ao governo do Estado.

Aí dizem algumas almas simples: “Acho que você é muito severo com o PT”. Não! Sou apenas justo. Até porque a severidade supõe uma aposta na mudança de conduta daquele que é alvo da reprimenda. E tentar corrigir um petista não é uma tarefa fácil nem difícil. É apenas uma tarefa inútil.

Por Reinaldo Azevedo

Ajudem meu cachorro Pimenta

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Meu cachorro Pimenta (um pastor com 10 anos) está com problemas nas patas traseiras faz algum tempo.
Estão ficando atrofiadas.

A princípio imaginei que ele tivesse se machucado em alguma briga na rua, mas constatei que a coisa é bem pior.

Já administrei anti-inflamatório por minha conta, mas não adiantou nada.

Ele não sente dor mas está muito triste porque tem dificuldade de caminhar, correr, enfim…

Onde moro o veterinário não vem em casa e o cachorro não entra em carro de jeito nenhum.
Tenho receio de que fique aleijado.

Vejam o filme e, se puderem me ajudar indicando algum medicamento ou mesmo o tipo de doença que o está acometendo para que eu possa informar ao veterinário, agradeço de coração.

Vou na "cidade" amanhã (dia 14/02/2012) levar o filme para que o médico possa avaliar, mas a opinião de vocês é muito importante.

Utilizem o espaço destinado aos comentários que eles chegam rapidinho na minha caixa de e-mail.

Valeu!

Jorge Oliveira

@abobado

Written by Abobado

fevereiro 14th, 2012 at 1:07 am

As últimas palavras que troquei com o Mosquito

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Fazia tempo que o Mosquito não estava legal.

Depois da decretação da prisão dele e da condenação no processo do Marcondes, ele simplesmente não tava atinando mais nada.

No dia 07 de dezembro conversamos pelo Twitter onde, claramente, ele manifestava a intenção de dar fim à vida. Conversamos bastante e eu tentei demover ele das “idéias”. Mas parecia que ele tava determinado.

Observem que ele pede “reza por mim”.

Que eu saiba o Mosquito era ateu. E foi isso, podem acreditar, o que me deixou mais aflito.

Nesse mesmo dia 07, enviei dois tuites pra o Sérgio Rubim (Canga) transcrevendo parte do que ele tinha me dito (segunda imagem), onde eu manifestava minha preocupação com o comportamento do Amilton.

No dia 09 de dezembro, voltamos a conversar, mas ele não seguiu meu conselho ou recomendação de procurar um médico que pudesse prescrever um remédio pra controlar a sua ansiedade. Pediu que o ajudasse a deletar todo o conteúdo do Tijoladas do Mosquito. Foram ao todo 1.380 postagens que colocamos no lixo do blog. O conteúdo ficou zerado!

Imaginei que com o blog fora do ar temporariamente (pois esta era a nossa intenção) ele fosse ficar um pouco mais calmo. Engano meu. Continuou com a mesma “nóia”, como pode ser observado nas mensagens diretas que trocamos.

Eu estava na Laguna e não consegui falar com ele por telefone porque o meu celular estava com problemas.

Perdi um grande amigo e no momento é só o que tenho a dizer.

Jorge Oliveira

Written by Abobado

dezembro 14th, 2011 at 2:49 pm