Abobado

Archive for the ‘Ronaldo Caiado’ tag

Essa é a democracia do governo petralha – Vagabundo Renan Calheiros silencia galerias para votar calote fiscal da Dilma

leave a comment

SEM LIMITES NA TRUCULÊNCIA
A mando de Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, segurança do Senado aplica gravata em idosa de 79 anos que se manifestava contra a votação do PLN 36, que joga no lixo a Lei de Responsabilidade Fiscal

A serviço do Palácio do Planalto, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu silenciar as galerias do plenário da Câmara dos Deputados para tentar aprovar a manobra fiscal proposta pelo governo para maquiar o descumprimento do chamado superávit primário — a gestão de Dilma Rousseff não conseguiu cumprir a meta de economia para pagar juros da dívida neste ano. O projeto deverá ser analisado nesta quarta-feira após a aprovação de vetos presidenciais que estão na pauta.

A sessão desta quarta-feira começou acalorada, a exemplo do tumulto que marcou a tentativa de votação desta terça, marcada por uma briga entre seguranças da Polícia Legislativa, manifestantes contrários ao projeto do governo e congressistas de oposição que tentaram impedir que a confusão terminasse em pancadaria nas galerias. Durante a tentativa de esvaziar o espaço destinado ao público, a Polícia Legislativa utilizou uma arma taser, que dá choques elétricos, em um jovem. Uma idosa de 79 anos foi imobilizada por um segurança com uma ‘gratava’. No grupo, havia moradores de Brasília e manifestantes de São Paulo. Parte dele havia feito uma vigília em frente ao Congresso contra a aprovação do projeto que poderia ser batizado de “lei de irresponsabilidade fiscal”. Diante do tumulto provocado por sua decisão truculenta, Renan suspendeu a sessão, reaberta na manhã de hoje.

Desde ontem, o Palácio do Planalto está em alerta: o Congresso encerrará suas atividades em vinte dias e a aprovação do projeto de lei, custe o que custar, é prioritária para fechar as contas. Não por acaso, a presidente Dilma Rousseff editou um decreto presidencial no qual promete a liberação de 444 milhões de reais em emendas parlamentares — recursos para pequenas obras em redutos eleitorais — se a manobra fiscal passar.

Nesta quarta, com as galerias fechadas, cerca de cinquenta pessoas foram barradas e permanecem na entrada do Congresso Nacional. A cena é rara no Parlamento brasileiro: a presença de pessoas nas galerias é uma prática comum desde a redemocratização do país, mesmo em votações controversas. Três micro-ônibus e uma viatura da Polícia Militar estão a postos no acesso à Casa.

A sessão teve início às 10 horas. Mais de uma hora e meia depois, o quórum ainda estava abaixo do necessário — 257 deputados e 42 senadores. O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), conclamou os colegas da base para tentar agilizar o atropelo: “Peço que os parlamentares que estão nos gabinetes venham ao Plenário. E recomendo que não peçam a palavra: o importante é votar”, disse. O pedido foi atendido por volta das 12 horas, quando Renan determinou o início do processo de votação.

Por volta das 13 horas, na primeira votação do dia, um requerimento de encerramento de discussão, foram registrados 297 votos de deputados — o quórum mínimo é de 257. O pedido foi aprovado com 282 votos sim, 9 votos não e 6 a favor. O baixo número de votos contrários se deve à obstrução de partidos oposicionistas, que não votaram para tentar impedir a formação de quórum.

A oposição ocupou a tribuna para criticar o governo: “Debatemos um tema de enorme importância para a sociedade vendo as galerias fechadas à população. É uma violência ao próprio Regimento desta Casa”, disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG). “A presidente coloca essa Casa de cócoras. Para o governo, cada parlamentar desta Casa tem um preço. Os senhores que votarem a favor da manobra fiscal valem 748.000 reais”, afirmou, em referência ao decreto presidencial.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), eleito senador neste ano, alfinetou Renan Calheiros: “O senhor não é o presidente da presidente Dilma Rousseff. É o presidente do Congresso”.

Veja Online

Petrolão: ‘A água está chegando ao pescoço’

leave a comment

Advogado da Petrobras avisou o Planalto dos riscos de a estatal continuar contratando obras sem licitação apesar das sucessivas advertências do Tribunal de Contas da União sobre irregularidades

Na semana passada, VEJA mostrou que mensagens eletrônicas encontradas pela Polícia Federal nos computadores do Palácio do Planalto revelavam que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff tiveram, em 2009, a oportunidade de interromper a ação dos corruptos que atuavam no coração da Petrobras — e a desperdiçaram. Chefe da Casa Civil do governo Lula, Dilma recebeu do então diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, um e-mail alertando para o risco de que obras sob sua responsabilidade fossem paralisadas por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). Cérebro da quadrilha que desviou bilhões dos cofres da companhia, Paulo Roberto estava preocupado com a ação dos auditores que começaram a farejar pistas da existência do cartel de empreiteiras que superfaturava contratos na estatal. Para impedir que o dinheiro parasse de jorrar no bolso dos corruptos, o diretor sugeriu que o governo agisse politicamente para neutralizar as denúncias do tribunal. E assim foi feito. Logo depois de receber a mensagem, Dilma se pôs a criticar a iniciativa do TCU, e Lula vetou a decisão do Parlamento de interromper as obras suspeitas, entre elas a de construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Na esteira da apuração da reportagem, VEJA perguntou à presidente, que também comandava o Conselho de Administração da Petrobras na ocasião, se era comum um diretor desconsiderar a hierarquia, dirigir-se diretamente ao Palácio do Planalto e tomar a liberdade de oferecer sugestões políticas para um problema administrativo. Dilma não respondeu. A presidente também não explicou por que o governo, em vez de atuar para sanar as irregularidades apontadas pelo tribunal, fez exatamente o contrário. Depois da publicação da reportagem, Dilma Rousseff preferiu, em nota oficial, atacar o mensageiro. Ela acusou VEJA de manipulação. A revista só relatou fatos produzidos pelos governos de Lula e Dilma. Não foi VEJA que colocou Paulo Roberto Costa na Petrobras com o objetivo de montar um esquema de corrupção para obter recursos a ser entregues a políticos e partidos aliados do governo. Não foi VEJA que colocou o doleiro Alberto Youssef a serviço do esquema de Costa na Petrobras. Quem disse que Lula e Dilma sabiam de tudo foi Youssef. VEJA apenas revelou a fala do doleiro. Portanto, não adianta esbravejar contra o mensageiro, quando é a mensagem que fere.

Em 29 de maio de 2007, o então advogado da estatal junto ao TCU, Claudismar Zupiroli, enviou um e-mail à então secretária ­executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Ele relatou sua preocupação com o fato de o TCU estar no pé da Petrobras pelo uso abusivo de um decreto que permite gastos sem licitação na estatal. Zupiroli informa que há um “voa barata” entre os gestores da Petrobras, que estavam “com medo do recrudescimento do tribunal em cima deles”, por causa das contratações sem licitação. Editada em 1998 no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, a norma foi idealizada com uma finalidade nobre: agilizar a contratação de serviços prioritários e urgentes a fim de evitar que a estatal perdesse competitividade no mercado. Nas mãos de Paulo Roberto Costa e de outros diretores corruptos da estatal, no entanto, o decreto passou a ser usado indiscriminadamente para dispensar a licitação em praticamente todas as obras, servindo de biombo para acobertar as maiores atrocidades patrocinadas com o dinheiro público.

É da natureza dos corruptos não se intimidar diante de leis e decretos que dificultam sua ação. Assim, não se pode ver na dispensa de licitação a única causa da transformação das obras da Refinaria Abreu e Lima no maior assalto aos cofres públicos já registrado na história do Brasil. De 2,5 bilhões de dólares, o custo da refinaria saltou para 20 bilhões. Uma parte considerável desse dinheiro foi desviada pelo esquema de corrupção liderado por Paulo Roberto na Petrobras. No relatório de 2009, o TCU alertava para a existência de superfaturamento. Informava que os negócios suspeitos eram planejados em uma sala secreta, localizada no 19º andar do edifício-sede da Petrobras. Era lá que Paulo Roberto dava expediente como diretor de Abastecimento. Dali ele redigiu a mensagem a Dilma Rousseff sugerindo a bem-sucedida intervenção do governo para que nada fosse investigado.

Zupiroli também achou por bem advertir Erenice: “Cresce a corrente dos que se recusam a assumir cargos de responsabilidade, como cresce a disposição daqueles que acham que devem ligar ‘o f.’ no sentido de aplicar a Lei de Licitações, independentemente das consequências. A água está chegando ao pescoço”. Não há registro de que a principal conselheira de Dilma tenha tomado alguma providência no sentido de ao menos averiguar se havia algo errado. O que se viu foi que as contratações sem licitação continuaram a todo o vapor. O primeiro e-mail revelado por VEJA mostrou que o Planalto foi acionado por Paulo Roberto Costa para não deixar o TCU interromper as obras e, claro, a dinheirama sem licitação. A mensagem do advogado, bem mais explícita e eloquente, mandara o mesmo recado dois anos antes. Na semana passada, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) apresentou requerimento pedindo a convocação de Dilma e Lula para prestar esclarecimentos na CPI mista da Petrobras. “A presidente disse que está disposta a aprofundar toda a investigação. Nada mais justo do que ela ir à CPI para esclarecer, em primeiro lugar, a acusação do doleiro e, agora, a ligação com esse diretor corrupto.” O parlamentar também quer que o ex-presidente e sua sucessora expliquem como a quadrilha conseguiu se instalar na Petrobras sem que o governo percebesse. Quadrilha que, segundo os depoimentos colhidos pela polícia, também ajudou a financiar a própria campanha presidencial de Dilma em 2010 e alimentou o caixa do PT e de seus aliados.

Veja Online

A ditadura contagia

leave a comment

Ao cancelar o registro para exercício da medicina pela cubana Ramona Matos Rodríguez, que veio ao Brasil no programa Mais Médicos do governo federal, o Ministério da Saúde exibiu mais uma violação dos direitos individuais dos profissionais da saúde "importados" da ilha caribenha para clinicar no País. Esta portaria do Ministério da Saúde institucionaliza uma situação de "dois pesos e duas medidas", que contraria a igualdade dos cidadãos perante a lei, essencial na democracia.

Há dois anos, o governo brasileiro vinha negociando com a ditadura dos irmãos Castro a vinda de médicos de Cuba para suprir deficiências de pessoal para a saúde pública em nossos grotões. Sob desconfiança generalizada, a equipe de Dilma Rousseff tentou manter tais tratativas sob sigilo. Mas, enfim, seguindo a prioridade do marketing da administração petista, anunciou o programa Mais Médicos para preencher vagas em postos de saúde dos ermos do interior com profissionais estrangeiros, a grande maioria deles cubanos. Empreendido na gestão do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, candidato do PT, partido da presidente, ao governo do maior Estado da Federação, São Paulo, o plano já mostrou ser uma eficiente forma de conquistar votos nas eleições de outubro, seja para a reeleição de Dilma, seja para a pretensão de fazer de Padilha sucessor do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, também candidato à reeleição. A população, antes desassistida, do interior mais remoto do Brasil recebeu esses estrangeiros de braços abertos, a ponto de suprir as carências causadas pela baixa remuneração do corpo médico (só no caso dos cubanos) com alimentos e outros mimos. Isso, contudo, não tem sido suficiente para prover uma qualidade de vida compatível com a expectativa destes médicos. A presença de outros estrangeiros, em muito menor número e gozando de condições mais dignas de trabalho, bastou para chamar a atenção dos ilhéus para a cruel discriminação por eles sofrida aqui. Dos 6.658 participantes, 5.378 vieram da ilha caribenha. Os 1.280 de outros países são minoria.

Primeira médica a pedir para se desligar desse programa, Ramona, que trabalhava em Pacajá (PA), deixou o trabalho em 3 de fevereiro, alegando haver desistido do projeto após ter tomado conhecimento de que ganha muito menos do que colegas de outras nacionalidades, embora, por convênio firmado entre Cuba, o Brasil e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), seu salário seja de R$ 10 mil mensais. Conforme informou ao líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), a quem pediu abrigo para ficar no País, ela, na verdade, recebia o equivalente a R$ 400 por mês, menos que o salário mínimo, de R$ 724.

O Ministério da Saúde reconheceu que, além de Ramona e de Ortelio Guerra, que fugiu do Recife para os Estados Unidos, as prefeituras para cujos postos foram enviados comunicaram o desaparecimento de mais três cubanos. E é provável que a onda de deserções esteja apenas começando. Segundo a organização Solidariedade Sem Fronteiras, que, em Miami, ajuda médicos cubanos que querem desertar, de sete a oito cubanos a serviço na Bolívia, na Nicarágua e principalmente na Venezuela lhe telefonam por semana. Pelos cálculos da entidade, já fugiram pelo menos 5 mil médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos numa década.

A situação dos cubanos no Brasil não é menos degradante do que nos países citados. Além da indignidade de pagar à ditadura dos Castros a parte do leão, ficando os trabalhadores com praticamente um troco como remuneração pelo serviço prestado, o governo brasileiro se submete a exigências da ditadura cubana, como a proibição de médicos cubanos saírem das cidades onde trabalham sem autorização. É também o caso do cancelamento do registro de Ramona, que clinicava aqui para contribuir para as divisas de Cuba e o marketing eleitoral dos companheiros brasileiros. Agora, por ordem do Ministério da Saúde, sempre que um médico cubano faltar ao trabalho, sua ausência deve ser comunicada à polícia. Pelo visto, a ditadura cubana é contagiosa.

Editorial do Estadão

Mais uma mentira petralha desmascarada – Médica cubana diz que sabia que viria para o Brasil desde 2012

leave a comment

Informação contraria o governo brasileiro, que apresentou o programa Mais Médicos como uma resposta às manifestações de junho de 2013

A médica cubana Ramona Rodríguez, que abandonou o programa Mais Médicos, afirmou que começou a se preparar para vir ao Brasil em novembro de 2012, quando o Ministério da Saúde de Cuba anunciou a parceria com o governo brasileiro. Desde então, ela passou por dois cursos de português e um específico para as enfermidades brasileiras. Os detalhes do contrato de trabalho, porém, só foram conhecidos três dias antes de desembarcar em Brasília, em outubro do ano passado.

A informação de que Ramona planejava trabalhar no Brasil há mais de um ano contraria o governo brasileiro, que jamais detalhou o formato de contratação dos cubanos e apresentou diversas versões sobre a vinda de profissionais estrangeiros. Em maio do ano passado, o ex-ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota chegou a anunciar a vinda de 6.000 cubanos, mas o governo brasileiro negou e disse que a prioridade seria trazer médicos portugueses e espanhóis. Três meses depois, os primeiros cubanos chegaram. O Mais Médicos foi apresentado aos brasileiros como uma resposta às manifestações de junho pela melhora na saúde pública do país.

“O ministério cubano nos chamou em novembro de 2012. Disseram que nós tínhamos de fazer um curso de português, de doenças tropicais e de tipos que não estão em Cuba. Anunciaram que iam fazer um programa para levar médicos para o Brasil e que todos os interessados poderiam participar”, disse Ramona. A cubana apresentou certificado de conclusão do curso “Preparação colaboração para o Brasil”, datado de fevereiro de 2013, de 224 horas-aula.

Apesar de toda a preparação, Ramona afirmou que não sabia detalhes sobre o contrato no Brasil. “Da nossa vida não falavam nada. Tivemos uma reunião em janeiro de 2013, com representantes do Ministério da Saúde de Cuba, quando nos falaram sobre o projeto. Disseram que iam visitar os postos brasileiros e avaliar se eles teriam condições. Todos perguntaram quanto ganharíamos, mas não tinham autorização para falar”, afirmou Ramona.

Somente três dias antes de vir para o Brasil Ramona assinou o contrato com a Sociedade Mercantil Comercializadora de Serviços Cubanos, onde estava previsto o pagamento de 1.000 dólares por mês — 400 dólares pagos diretamente a ela e outros 600 dólares a serem depositados em uma conta em Cuba. Ramona, porém, não teve acesso a nenhuma conta e disse acreditar que não vai reaver esse dinheiro. Ela quer que o Mais Médicos a reembolse em cerca de 36.000 reais — diferença entre o que os profissionais do programa receberam, no valor de 10.000 reais mensais, e o que ela recebeu nos últimos quatro meses.

Ramona fugiu da cidade paraense de Pacajá no último sábado alegando ter sido “enganada” pelo governo brasileiro. Ao chegar a Brasília, ela procurou a embaixada americana. Os Estados Unidos possuem um programa que abriga médicos desertores. Ramona também entrou em contato com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos principais opositores ao Mais Médicos no Congresso.

Após passar uma noite no gabinete da liderança do DEM na Câmara dos Deputados, a cubana agora está morando no apartamento do deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). Ela recebeu o refúgio provisório e nesta sexta-feira vai retirar a carteira de trabalho. A Associação Médica Brasileira ofereceu emprego à cubana.

Veja Online

MP dos Portos: Baixaria é a tônica da votação na Câmara

leave a comment

Ronaldo Caiado: ‘Garotinho é chefe de quadrilha e faz parte do chiqueiro’

Pela segunda vez no dia, a Câmara dos Deputados interrompeu as discussões da medida provisória que regulamenta o setor portuário do país. A votação foi suspensa depois de um novo embate entre parlamentares com direito a trocas de acusações.

A MP deve ser votada hoje na Câmara pois perde a validade na próxima quinta-feira (16) e o governo corre para aprová-la antes da data. Se não for votado até lá pelos plenários da Câmara e do Senado, a MP deixa de vigorar.

A discussão na Câmara começou após discurso do líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), com ataques ao deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), também líder do seu partido. No discurso, o deputado do DEM chamou o colega de "chefe de quadrilha" que "deveria estar preso", acusando-o ainda de fazer "pacto com porcos".

A fala de Caiado foi uma resposta ao discurso de Garotinho que, minutos antes, recomendou ao PSDB que telefonasse para o empresário Daniel Dantas para ter mais informações sobre a "MP dos porcos", insinuando interesses do empresário na medida provisória que regula o setor de portos.

Garotinho havia feito a insinuação ao rebater o discurso do líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), cobrando da Casa explicações de Garotinho sobre as negociações em torno do texto final da MP. Sampaio anunciou que não votaria a medida enquanto não fosse esclarecido as acusações do colega.

Na semana passada, em outro discurso polêmico, o líder do PR disse que as sugestões de mudanças apresentada pelo PMDB atendia a interesses econômicos. Na ocasião, apelidou o acréscimo ao texto como "emenda Tio Patinhas", apelidando a medida como "MP dos Porcos".

"Se o PSDB quer obstruir, obstrua, mas por outro motivo. Não vamos aceitar isso", disse Garotinho. "Agora, o PSDB conhece bem Daniel Dantas, se querem saber detalhes, se está com tanta ansiedade, pegue o telefone e ligue para Daniel Dantas". Segundo ele, o empresário tem interesses no porto de Santos e por isso estaria interferindo na medida.

Partidos da oposição protocolaram na Corregedoria da Casa um pedido de esclarecimentos sobre as suspeitas levantadas por Garotinho. Ele, no entanto, disse que só fala se for chamado pelo Conselho de Ética da Casa.

Sampaio retrucou e disse que só conhece o empresário porque o investigou. Os ânimos se acirraram quando o líder do DEM, que também foi citado por Garotinho, reagiu.

"Garotinho não pode ser chamado de Excelência. Tem que ser chamado de chefe de quadrilha", afirmou. "Acha que pode subir e achincalhar toda Casa? Chefe de quadrilha tem que estar na cadeia. Se fosse presidente, ia mandar prendê-lo. Não podemos admitir esse tipo de comportamento nessa Casa. Daqui para frente, vai ser daí para pior [o tratamento]." Editoria de arte/Folhapress

Garotinho rebateu dizendo que não se importa com as avaliações de Caiado sobre ele e que o colega falava "besteiras". "Não me ofende dizer que tenho cheiro de porcos. Não me interessa seu conceito a meu respeito".

Ele ainda provocou Caiado dizendo que o deputado do DEM virou as costas para o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), que teve o mandato cassado no ano passado após ser flagrado em conversas com o empresário Carlinhos Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

"Eu não finjo que não conheço Demóstenes. Eu não virei as costas para Demóstenes Torres depois de ter andado de braços dados com ele."

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), lamentou a discussão. "O povo brasileiro não quer isso do Parlamento. Estou impressionado com a cena que se repete, lamentável."

A discussão sobre a MP dos Portos foi retomada pouco tempo depois com novos discursos de deputados no plenário da Casa.

Faixa

Logo após Alves lamentar a discussão entre Garotinho e Caiado, o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) invadiu a mesa onde fica o presidente com uma faixa indicando que o governo não quitou R$8,3 bilhões com emendas parlamentares ao Orçamento da União na área da saúde. "Isso não pode", gritou o deputado.

A segurança tentou imobilizar o deputado e o próprio Alves tentou conter o colega, que foi retirado do plenário por outros deputados.

Folha Online

Congresso cria CPI para investigar repasses de verbas ao MST

leave a comment

Ivan Valente: Em sessão do Congresso o "valente" do PSOL votou contra a criação da CPMI do MST

O requerimento que pede a instalação da segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi lido na manhã desta quarta-feira no plenário do Congresso Nacional.

De acordo com o requerimento, o foco da investigação será o repasse de recursos que seriam feitos pelo governo federal a entidades ligadas ao movimento.

Para que a investigação realmente aconteça, será necessária a manutenção das assinaturas de pelo menos 171 deputados e de 27 senadores. Os parlamentares têm até a meia-noite para aderir ou desistir da iniciativa. Para ela, foram recolhidas 185 assinaturas na Câmara e 35 no Senado.

No final de setembro, um requerimento com os mesmos moldes foi protocolado e lido na Casa. Foram recolhidas 183 assinaturas na Câmara e 34 no Senado. Um movimento [de governistas], no entanto, resultou na desistência de 15 deputados e inviabilizou a investigação.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a instalação da comissão é uma maneira de criminalizar os movimentos sociais e será em vão. “O que está acontecendo de verdade é a criação de uma CPI contra a reforma agrária no Brasil, a favor do agronegócio, a favor da monocultura”, defendeu.

O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), classificou o discurso de Valente como ultrapassado e afirmou que ele não condiz com o perfil do setor primário. Caiado comparou a tentativa de boicotar a instalação da comissão a uma “busca de defender o indefensável”. Portal G1

Leia mais aqui.

Written by Abobado

outubro 21st, 2009 at 3:37 pm