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A Bela e a Onça

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A duquesa de Cambridge, Catherine Elizabeth Middleton, e a duquesa da Cornuália, Camilla Parker Bowles, em carruagem a caminho da cerimônia que marca o aniversário oficial da rainha Elizabeth 2ª

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A imagem da semana – Vulcão Eyjafjallajokull – Islândia

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Foto: Olafur Eggertsson/Reuters

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abril 15th, 2010 at 11:18 pm

Fernando Lugo: O bispo ‘coelho’

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Lugo, El Matador: De bobo esse bispo não tem nada. Essa terceira mulher da imagem é um espetáculo. Atola negão!

Terceira a pleitear paternidade diz que associação de mulheres foi formada para encaminhar pedidos

Damiana Morán, a terceira mulher que afirmou ter um filho com o presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, disse na quarta-feira, 22, que ele é pai de pelo menos seis filhos bastardos e que foi formada uma associação de mulheres para encaminhar os casos de suposta paternidade. À medida que os escândalos de paternidade em série se alastram, a oposição prepara uma ação criminal por "estupro" contra o presidente, e seu vice, o liberal Federico Franco, ameaça romper com ele.

"Formamos uma equipe de trabalho que se encarregará de administrar todos os casos de paternidade. Até o momento tenho a informação de que existem seis casos", afirmou a militante de esquerda. Damiana afirmou ter um filho de 1 ano e 4 meses com o presidente. Ao contrário das outras duas mães, no entanto, ela disse que não entraria com ação de reconhecimento da paternidade nem exigiria pensão alimentícia.

Damiana contou, segundo a AFP, que a ideia de formar a associação surgiu de conversar mantidas com responsáveis da Secretaria da Criança e do Adolescente e da Secretaria da Mulher, dependências do Estado com caráter ministerial. O grupo buscará evitar que a situação "seja manipulada politicamente" por inimigos do presidente. Reuters

Leis mais aqui.

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abril 23rd, 2009 at 10:53 am

Deu na GloboNews: Unesco lança biblioteca digital mundial em Paris

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O site da Biblioteca Digital Mundial oferece – de graça – acervo de livros, manuscritos, mapas, áudios, vídeos e fotos de vários países, entre eles o Brasil. Busca pode ser feita em sete idiomas.

A surpreendente biblioteca digital de Paris: Em português você viaja na história de 8.000 a.C. até os dias atuais

O link para acessar a Biblioteca Digital Mundial está aqui.

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abril 21st, 2009 at 12:31 pm

Coisa de inglês: Milionário abandona mansão ‘mal-assombrada’ de R$ 12 milhões

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Um empresário milionário de Nottinghamshire, na Grã-Bretanha, afirmou que teve que abandonar sua mansão de 52 quartos por causa de fantasmas.

A mansão Clifton Hall foi comprada por 3,6 milhões de libras (cerca de R$ 12 milhões) pelo empresário Anwar Rashid, que entregou o imóvel de volta ao banco.

Rashid alegou que a família conviveu durante oito meses com figuras misteriosas na casa, além de encontrar manchas de sangue nas roupas de cama.

O empresário chamou especialistas paranormais e decidiu parar de pagar as prestações da hipoteca da casa.

“Lamento pela beleza (da mansão), mas por trás da fachada, está mal-assombrada”, afirmou. “Os fantasmas não nos querem lá e não podemos lutar contra eles porque não podemos vê-los.”

Batidas nas paredes

Rashid, de 32 anos, e sua mulher, Nabila, de 25, se mudaram para a mansão, cujas fundações mais antigas datam do século 11, com as filhas de sete, cinco e três anos de idade e o filho de um ano e meio.

Segundo o empresário, as experiências sobrenaturais na casa começaram no dia em que eles se mudaram, desde batidas nas paredes até figuras fantasmagóricas pela casa.

“Quando encontramos manchas de sangue no cobertor do bebê, minha mulher disse que era o bastante”, disse. “Nem ficamos na casa naquela noite.”

Os investigadores paranormais não conseguiram resolver o problema.

A família deixou a mansão em agosto de 2007, e Rashid parou de pagar a hipoteca em janeiro de 2008. O Banco Yorkshire finalmente retomou o imóvel na última quinta-feira.

Anwar Rashid tem uma fortuna de 25 milhões de libras (cerca de R$ 83 milhões). O empresário tem uma rede de casas de repouso e um hotel em Dubai, além de 26 propriedades.

“Quando as pessoas me falavam sobre fantasmas, eu não acreditava”, afirmou. “Mas, agora, depois de ter vivido isso, tenho que dizer a qualquer novo proprietário (da casa) que é mal-assombrada.” BBC Brasil

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setembro 22nd, 2008 at 8:50 pm

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Asqueroso: Brasil descarta reconhecer governo imposto por golpe na Bolívia

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O governo brasileiro não vai reconhecer um governo que assuma o poder na Bolívia por meio de um golpe de Estado, disse nesta quinta-feira o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

“O Brasil não reconhecerá o governo que queira substituir um governo democraticamente constituído”, disse Garcia, admitindo a preocupação do governo brasileiro com a crise boliviana.

Esta semana, a oposição intensificou os protestos em cinco dos nove departamentos (Estados) da Bolívia e os choques com a polícia deixaram quatro mortos. Um incêndio no gasoduto do consórcio Transierra – da qual fazem parte a Petrobras, a Andina-Repsol e a francesa Total -, causou uma redução de 10% no envio de gás ao mercado brasileiro.

Segundo o assessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da Bolívia, Evo Morales, sobre a crise política que provocou ataques de manifestantes a um gasoduto, ameaçando o fornecimento de gás para o Brasil.

Lula também manteve contatos com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, e há a expectativa de uma conversa ainda nesta quinta-feira com Michelle Bachelet, do Chile.

Segundo o assessor, o Grupo de Países Amigos da Bolívia (Brasil, Colômbia e Argentina), pode enviar seus diplomatas a La Paz para tentar intermediar as negociações entre o governo de Evo Morales e a oposição. Garcia também informou que a Força Aérea brasileira está preparada para levar imediatamente o secretário-executivo do ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, para a Bolívia.

“Quando há situação de agravamento, as pessoas podem sofrer duas tentações. Levar o enfrentamento às últimas conseqüências. Essa é a pior solução. E a outra possibilidade é que, as partes entendam que só há um caminho, o da negociação”, ponderou.

“Atos terroristas”

Marco Aurélio Garcia classificou de “terroristas” os ataques às instalações para o transporte de gás para o Brasil. “Compreendo que atos terroristas, como foram os atentados às instalações de gás, dificultam esse diálogo, mas mantemos a esperança que esse diálogo possa ser restabelecido em determinado momento”, afirmou.

“Não estou caracterizando a oposição boliviana como terrorista. São atos terroristas e espero que sejam condenados pelos prefeitos da Media Luna, região em conflito com o governo central. Esses atos são intoleráveis”, acrescentou.

No entanto, o assessor para assuntos internacionais da presidência descartou ajuda militar para a Bolívia e negou que o tema tenha sido tratado com Morales. “Ajuda militar não está sendo analisada pelo governo brasileiro, mas apenas medidas de natureza diplomática”, garantiu Garcia.

Segundo ele, o presidente Morales disse que as Forças Armadas da Bolívia foram deslocadas para proteger as instalações de gás, mas há a preocupação de confronto com os manifestantes. Garcia disse ainda que Morales mostrou-se pessimista na conversa com o presidente Lula em relação à retomada do diálogo com a oposição. Agência Estado

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setembro 11th, 2008 at 11:03 pm

Isso vai dar côsa: Estados Unidos retaliam Morales e expulsam embaixador da Bolívia no país

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gustavo_guzman

Em retaliação ao presidente Evo Morales, o governo dos Estados Unidos decidiu hoje expulsar do país o embaixador da Bolívia no país, Gustavo Guzmán. A medida, alegou o Departamento de Estado norte-americano, seguiu os princípios diplomáticos internacionais, segundo os quais um país pode reagir a ações hostis de um país com medidas semelhantes.

“Em resposta a uma ação desmotivada e de acordo com a Convenção de Viena [acordo do século 19 que rege a diplomacia internacional], informamos oficialmente o governo da Bolívia da nossa decisão de declarar o embaixador boliviano nos Estados Unidos, Gustavo Guzmán, persona non grata”, informou o Departamento de Estado em nota.

Hoje (11), o governo brasileiro reiterou o apoio ao governo de Evo Morales. O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o Brasil não irá tolerar “uma ruptura do ordenamento institucional boliviano”.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu uma intervenção na Bolívia em caso de golpe. Chávez disse que apoiará qualquer movimento armado, caso a oposição derrube o governo de Morales.

Até o momento, os conflitos na Bolívia já deixaram oito mortos e 20 feridos.

Ontem (10), o presidente boliviano, Evo Morales, decidiu expulsar o embaixador norte-americano no país vizinho, Philip Goldberg. O chefe de Estado alegou que o diplomata atuava de forma antidemocrática e conspirava contra a unidade do país.

Ao anunciar a retirada do embaixador, Morales, afirmou ainda que a decisão representa uma homenagem à “luta histórica do povo boliviano contra o modelo neoliberal e contra toda forma de ingerência estrangeira”.

Hoje mais cedo, o Departamento de Estado tinha emitido comunicado em que considerava um erro grave a expulsão de Goldberg. O governo dos Estados Unidos alegou que o ato de Morales prejudicou as relações entre os dois países e terá impacto principalmente no auxílio fornecido pelos norte-americanos no combate ao tráfico de drogas e em projetos de desenvolvimento. Folha Online

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setembro 11th, 2008 at 10:40 pm

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Sete anos depois: Obama e McCain fazem trégua e homenageiam vítimas de 11 de Setembro

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Em uma semana marcada por ataques e réplicas, os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, fizeram uma trégua em memória às vítimas dos atentados terroristas de 11 de Setembro e apareceram juntos pela primeira vez desde que foram oficialmente nomeados.

No sétimo ano da tragédia, que deixou quase 3.000 mortos, Obama apelou à renovação do “espírito de serviço e sentimento de objetivo comum” dos cidadãos e das equipes que trabalharam no resgate às vítimas.

Em declaração escrita, Obama disse que “no 11 de Setembro, os americanos de todo o país se uniram para estar com as famílias das vítimas, doar sangue, oferecer sua caridade e rezar pelo país”.

Deixando os ataques políticos de lado, o democrata lembrou ainda que os “terroristas responsáveis pelo 11 de Setembro ainda estão soltos e devem ser levados à justiça”. Obama defende um aumento das tropas de combate americanas no Afeganistão, onde, segundo ele, estão os verdadeiros responsáveis pelos atentados. Ele diz ainda que a Guerra do Iraque distraiu os americanos do objetivo central na guerra contra o terror.

“Devemos vencer as redes terroristas, defender a pátria americana, defender os valores americanos que tanto prezamos, buscam um novo momento de liberdade entre nós e todo o mundo”, completou Obama, em comunicado.

O republicano McCain também aproveitou o momento para lembrar do heroísmo dos americanos. Desde Shanksville, Pensilvânia, onde caiu um doa aviões seqüestrados pelos terroristas, “nenhum americano deveria jamais duvidar do heroísmo que ocorreu sobre os céus deste campo em 11 de setembro de 2001”.

“Pensava-se que os terroristas do vôo 93 da United [Airlines] poderiam tentar lançar o avião contra o Capitólio”, lembrou McCain, sobre a tentativa frustada pelos americanos.

“Eles, e possivelmente eu, devemos nossas vidas aos passageiros que se armaram com o valor e o amor necessários para negar seu terrível triunfo a nossos depravados e odiosos inimigos”, disse, em breve discurso próximo ao Marco Zero, onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center.

McCain –ex-piloto da Marinha e prisioneiro da Guerra do Vietnã (1964 a 1975)– afirmou ainda ter sido “testemunha de atos de grande coragem e sacrifício por amor aos Estados Unidos, mas nenhum tão grande como o destas boas pessoas que compreenderam a gravidade do momento, entenderam a ameaça e decidiram lutar ao custo de suas vidas”.

“A única forma que temos de agradecê-los é tentarmos ser tão bons americanos quanto eles foram. Podemos não estar a sua altura, mas temos que honrar o esforço”, disse.

Aparição

Os dois presidenciáveis apareceram juntos no Marco Zero de Nova York. Em pleno centro de Manhattan, os dois surgiram protegidos por um forte esquema de segurança. Eles ofereceram um tributo silencioso e uma coroa de flores em memória às vítimas.

McCain e Obama aparecerão juntos também em um fórum sobre serviço e compromisso público organizado pela Universidade de Columbia, no fim da tarde.

Além da trégua nos discursos, os dois presidenciáveis decidiram suspender todas as propagandas de televisão nas quais se atacam, um ato em respeito às vítimas do pior atentado da história dos EUA. Folha Online

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setembro 11th, 2008 at 8:39 pm

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Opinião do Estadão: Escalada de violência na Bolívia

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Há duas semanas, grupos que se opõem a Evo Morales bloqueiam estradas e ocupam prédios públicos. Chegaram a impedir que o helicóptero que transportava o presidente da Bolívia pousasse em várias cidades que ele pretendia visitar. Na segunda-feira, ocuparam os postos de alfândega e imigração nas fronteiras com o Brasil e a Argentina e tomaram vários escritórios da empresa estatal de petróleo e coletorias federais. Ontem, sabotaram gasodutos, provocando a interrupção parcial do fornecimento do combustível para o Brasil e total para a Argentina.

Nos cinco Departamentos (Estados) da “meia-lua” – Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca – pratica-se o que chamam de “desobediência civil”, mas já assume ares de franca e violenta rebeldia contra o governo central. Foi essa a resposta do Conselho Nacional Democrático, que reúne as autoridades regionais e os dirigentes cívicos dos cinco Departamentos, ao decreto baixado pelo presidente Evo Morales, no final de agosto, convocando para o dia 7 de dezembro referendos para a aprovação da nova Constituição e para a substituição de dois governadores que foram destituídos no referendo de 10 de agosto.

Evo Morales interpretou mal os resultados daquela consulta popular. Com seu mandato confirmado por cerca de 67% dos eleitores, entendeu isso como um sinal de que a maioria da população apóia as drásticas mudanças institucionais que ele pretende fazer, dando autonomia aos povos indígenas – mas não aos Departamentos -, ampliando a intervenção do Estado na economia, instituindo a reeleição para a presidência e criando conselhos comunais que se sobrepõem aos sistemas legislativo e judiciário tradicionais.

Sentindo-se politicamente forte, repetiu o que fizera quando definiu a forma de aprovação da nova Constituição, votada num quartel, sem a presença da oposição: atropelou a Constituição e as leis vigentes. Em primeiro lugar, porque a Constituição determina que referendos só podem ser convocados pela Assembléia; em segundo, porque, por lei, só pode haver um referendo no ano e este já fora realizado.

Os governos dos seis dos nove Departamentos que se opõem a Evo Morales reagiram imediatamente, anunciando que em seus territórios não será realizado o referendo convocado pelo presidente. Como o Estado de Direito é uma ficção na Bolívia – os governadores de Beni, Pando, Tarija e Santa Cruz, por exemplo, realizaram referendos sobre a autonomia departamental ao arrepio da lei -, ninguém pensou em recorrer à Corte Suprema ou ao Tribunal Nacional Eleitoral. Os dirigentes do Conselho Nacional Democrático decidiram apoiar a decisão dos governadores da “meia-lua” e mobilizar a “resistência cívica”.

O presidente Evo Morales – que havia reconhecido que o decreto de convocação do referendo de dezembro, se não era legal, era legítimo – retaliou à sua maneira. Cortou os repasses aos Departamentos da parte que lhes cabe das receitas dos hidrocarbonetos. Esse “castigo” afetou as finanças tanto dos Departamentos produtores de petróleo e gás como dos mais pobres. Segundo as autoridades de Beni, por exemplo, na semana passada o Tesouro local não dispunha de mais de 20 mil bolivianos para atender a seus compromissos financeiros.
A sabotagem nos gasodutos e a ocupação das aduanas, dos escritórios da YPFB e das coletorias foram a resposta dos movimentos cívicos.

Nos últimos dois anos, na Bolívia não há lei a respeitar nem instituições que funcionem regularmente. O país está à mercê do arbítrio de um presidente que insiste em instituir uma forma de governo sui generis, baseado numa ideologia nacional-indigenista anacrônica e irresponsável, e um regime autoritário, à semelhança do que seu mentor Hugo Chávez vem praticando na Venezuela.
A oposição, por sua vez, não tendo instituições às quais apelar, está compreensivelmente reagindo nos termos em que Evo Morales colocou a disputa: com atos de arbítrio, a mobilização dos movimentos cívicos e políticas de fatos consumados.

A escalada é crescente, sem que haja, de parte a parte, disposição para negociar soluções de compromisso. O impasse caminha para um desfecho violento.

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setembro 11th, 2008 at 9:24 am

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EUA e Paquistão adotam guerra aérea na caça a Bin Laden, diz jornal

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As buscas frustradas ao líder terrorista Osama bin Laden desde o 11 de Setembro de 2001, levaram os Estados Unidos e o Paquistão a rever a estratégia que estão aplicando na “guerra ao terror” e abordar novas técnicas, informou uma matéria do jornal “Washington Post” nesta quarta-feira.

Segundo a reportagem, as Forças Armadas dos dois países – que atuam em conjunto no combate ao Talebã no Afeganistão – decidiram intensificar os ataques usando os aviões espiões não-tripulados modelo Predator.

O número de ataques a míssil realizados por aeronaves como essa no Paquistão mais do que triplicaram este ano e autoridades paquistanesas reportaram 11 ataques, contra apenas 3 em 2007. “Os ataques são parte de um novo esforço dos EUA para destruir o comando central da Al Qaeda, que teve início no ano passado e ganhou incentivo extra com a aproximação do fim do mandato do presidente George W. Bush, segundo oficiais americanos e paquistaneses envolvidos nas operações”, afirmou o jornal.

Desde dezembro de 2001, quando o Exército dos EUA enfrentaram militantes do Talebã em Tora Bora (Afeganistão) e Bin Laden escapou da CIA (a agência de inteligência americana), as autoridades dos dois países não conseguiram rastrear o paradeiro do chefe da Al Qaeda.

Autoridades americanas e paquistanesas afirmaram ao “Washington Post” que agora eles estão concentrando suas buscas em uma lista de outros líderes da organização terrorista, que foram mais localizados recentemente, “na expectativa de que suas pegadas possam levar a Bin Laden”.

No entanto, como a CIA e as forças especiais americanas não podem operar livremente no Paquistão, a busca por Bin Laden e seus comandantes está cada vez mais se dando por ar. Os aviões Predator, equipados com câmeras que transmitem vídeos ao vivo via satélite, lançaram mísseis contra quatro alvos apenas em agosto. Desde janeiro, os ataques aéreos foram responsáveis pelas mortes de dois importantes líderes da Al Qaeda, pelos quais eram oferecidas recompensas de US$ 5 milhões de dólares.

Os méritos da abordagem aérea, porém, também são alvo crescente de debate nos EUA e Paquistão, já que o número de mortes de civis tem crescido justamente em conseqüência desses ataques. “Aumentar os ataques e errar são coisas diferentes”, disse ao jornal um membro do Exército paquistanês, que preferiu não ter sua identidade revelada.

Caça a Bin Laden

Bin Laden, 51, era um dos principais terroristas procurado pelo governo dos EUA desde 1998, quando ele anunciou uma fatwa pregando ataques contra americanos e liderou atentados em duas embaixadas dos EUA na África.

Líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, autor dos atentados às torres do World Trade Center nos EUA em 11 de setembro de 2001

Sete anos depois dele ter arquitetado os ataques do 11 de Setembro, a inteligência americana acredita que Bin Laden use disfarces, esteja escondido na fronteira do Afeganistão com o Paquistão e evite o uso de aparelhos de comunicação que possam ajudar a rastrear sua localização.

O governo dos EUA oferece uma recompensa de US$ 25 milhões pela entrega de Bin Laden. No entanto, o chefe da Al Qaeda conta com apoio de líderes locais das regiões tribais fronteiriças do Afeganistão.

Seis dias depois de cerca de 3.000 pessoas terem morrido no 11 de Setembro, Bush prometeu capturar Osama bin Laden “vivo ou morto” e declarou “guerra mundial contra o terrorismo”.

Outro grande obstáculo ao sucesso da Guerra no Afeganistão foi o início da Guerra no Iraque, em 2003. Com duas frentes de combate, os EUA tiveram de alocar recursos e reduziram sistematicamente sua presença no Afeganistão desde o início de 2002. Atualmente, 31 mil soldados americanos estão no país.

Batalhão extra

Nesta terça-feira, o presidente Bush anunciou sua última tacada estratégica para as tropas no Oriente Médio: a retirada gradual de 8.000 soldados do Iraque até fevereiro, de um total de 146 mil alocados no país, e uma brigada adicional de combate no Afeganistão.

Apesar de a violência no Iraque ter diminuído, a situação no Afeganistão se complicou gradualmente e o movimento talebã recobrou forças, principalmente no sul do país. De acordo com o anúncio de Bush, uma brigada que seria enviada ao Iraque em novembro mudará de destino e será deslocada ao Afeganistão, onde os EUA mantêm 31 mil homens atualmente.

“Os terroristas estão aumentando seus esforços na frente onde esta luta começou, a nação do Afeganistão”, declarou Bush, que acrescentou que ‘o sucesso no Afeganistão é básico para a segurança dos EUA e de nossos aliados’.

Os dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, criticaram nesta terça-feira (09) o plano do presidente americano, George W. Bush, de enviar um batalhão de reforço para a guerra no Afeganistão. Ambos consideraram a medida insuficiente.

“De acordo com o plano do presidente Bush, continuamos tendo quatro vezes mais soldados no Iraque do que no Afeganistão, e não possuímos um plano exaustivo para fazer frente à atuação da Al Qaeda no noroeste do Paquistão”, destacou Obama.

O republicano McCain concordou e afirmou que são necessárias mais tropas no Afeganistão. Mas elogiou o anúncio de redução militar no Iraque, que segundo ele, “demonstra o sucesso de nossos esforços no país”.

O aumento de soldados no Afeganistão será, de fato, pouco significativo. Dois batalhões americanos deixam o país em novembro e serão substituídos pela unidade extra que Bush citou em seu discurso, o que significa que o número de tropas no Afeganistão deverá, na realidade, se reduzir este ano. O envio do batalhão extra em janeiro irá representar um aumento líquido de tropas, mas de apenas 1.000 a 1.200 homens. Folha Online

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setembro 10th, 2008 at 9:45 pm

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