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Serra ensina para o petralha Fernando Haddad a diferença entre Kit Gay e combate ao preconceito

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Serra, em entrevista ao SPTV de ontem, esclarece definitivamente sua convicção no "combate ao preconceito e a discriminação" e relembra as posições de Dilma quanto ao Kit Gay que Fernando Haddad queria distribuir para crianças das escolas públicas.

Não vote em candidato de partido mensaleiro e corrupto. PT nunca mais!

Malafaia não cai no truque primário do PT-SP e de parte da imprensa e separa alhos de bugalhos, dizendo, como sempre, o que pensa — concordem ou não com ele

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Tentaram envolver o pastor Silas Malafaia numa trapaça óbvia, comparando o material produzido pela Secretaria de Educação de São Paulo contra várias formas de preconceito ao kit gay do MEC, elaborado na gestão Haddad. Reportagem publicada pela Folha Online não hesitou: afirmou que “Serra distribuiu” (sic) material semelhante ao kit gay. Nota: a Folha nunca atribuiu o material do MEC a Haddad pessoalmente.

Como o pastor Malafaia gravou um vídeo em apoio à candidatura Serra, começou uma cobrança para que, acreditem!, retirasse o seu apoio ao tucano — que é dele, pessoal, não da sua igreja. Igreja não vota, como ele mesmo destacou. E ele gravou um novo vídeo dizendo o que pensa e reafirmando o apoio a Serra, deixando claro que não concorda com todos os aspectos do material preparado pela Secretaria de Educação. Eu também não concordo, diga-se. As minhas restrições são diferentes das dele. Ocorre que estamos entre aqueles capazes de tolerar a divergência — o que não é verdade no mundo petralha.

No vídeo, Malafaia faz referência ao senador Lindberg Farias (PT-RJ) a partir dos 50 segundos. Esclareço do que ele está falando reproduzindo parte de uma post que escrevi aqui no dia 5 de abril deste ano.

Comecemos pelo lead, pela notícia do dia, porque o início dessa história está lá atrás, em junho do ano passado. O Setorial LBGT (lésbica, gays, bissexuais e transgêneros) do PT divulgou nesta quinta uma nota de repúdio ao senador do partido Lindberg Farias (RJ). O que ele fez? Num discurso em plenário, solidarizou-se com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que está sendo acusado de homofobia pelo Ministério Público Federal. Mas o que fez, afinal de contas, o pastor? Então agora é preciso recuar a junho do ano passado.

O tema da marcha gay de 2011, em São Paulo, a maior do país, fazia uma óbvia provocação ao cristianismo: “Amai-vos uns aos outros”. Nem eles nem os cristãos são ingênuos, não é? O “amar”, no caso, assumia um conteúdo obviamente “homoafetivo”, como eles dizem. Como provocação pouca é bobagem, a organização do movimento espalhou na avenida 12 modelos masculinos, todos seminus, representando santos católicos em situações “homoeróticas”.

Tratava-se de uma agressão imbecil a um bem, destaque-se, protegido pela Constituição. Na época, escrevi:

Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! (…) Você deixaria seu filho entregue a um professor que achasse São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que visse São Sebastião e não resistisse a o apelo ‘erótico’ de um homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?

Ah, sim: a proposta então, não sei se levada a efeito, era distribuir 100 mil camisinhas que trouxessem no invólucro a imagem dos “santos gays”. A hierarquia católica fez um muxoxo de protesto, mas nada além disso. Teve uma reação notavelmente covarde. O sindicalismo gay reivindique o que quiser! Precisa, para tanto, agredir a religião alheia? Embora, por óbvio, não seja católico, Malafaia reagiu em seu programa de televisão. Afirmou: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha!” Ele acusou os promotores do evento de “ridicularizar os símbolos católicos”. Teve, em suma, a coragem que faltou à CNBB!

Pois é. O Ministério Público viu na sua fala incitamento à violência!!! Ah, tenham paciência, não é? O sindicalismo gay tem de distinguir um “pau” que fere de um “pau” metafórico — ou “porrete”. Alguém, por acaso, já viu católicos nas ruas, em hordas, a agredir pessoas? Isso não acontece em nenhum lugar do mundo! O contrário se dá todos os dias: o cristianismo, nas suas várias denominações, é a religião mais perseguida do mundo, especialmente na África e no Oriente Médio. E, no entanto, não se ouve um pio a respeito. A “cristofobia” é hoje uma realidade inconteste. A homofobia existe? Sim! Tem de ser coibida? Tem! Mas nem as vítimas desse tipo de preconceito têm o direito de ser “cristofóbicas”!

É evidente que “baixar o pau” ou “porrete”, na fala do pastor, acena para a necessidade de uma reação da religião agredida — legal, se for o caso. É uma metáfora comuníssima por aí afirmar que alguém decidiu pôr outrem “no pau”, isto é, processá-lo: “Fulano pôs a empresa no pau”, isto é, “entrou com um processo trabalhista”. Os cristãos, no Brasil, não agridem ninguém. Mas são, sim, molestados, a exemplo do que se viu há dias numa manifestação contra o aborto. Faziam seu protesto de modo pacífico, sem agredir ninguém, quando o ato foi invadido por um grupo de abortistas. Estes queriam o confronto, a agressão. Ganharam uma oração.

A ação contra Malafaia, na verdade, tem um alcance maior. Ele é um dos mais notórios críticos da tal lei que criminaliza a homofobia — e que, de fato, avança contra a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Os que cultivam os valores da democracia não precisam, no entanto, concordar com o que ele diz para reconhecer seu direito de deixar claro o que pensa.

Vejam como autoritarismo e hipocrisia se cruzam nesse caso. Os agressores — aqueles que levaram os “santos gays” para a avenida — se fazem de vitimas e, em nome da reparação a um suposto agravo, querem punir um de seus críticos. É um modo interessante de ver o mundo: os sindicalistas do movimento gay acham que, em nome da causa, tudo lhes é permitido. E aqueles que discordam? Ora, ou o silêncio ou a cadeia!

É assim que pretendem construir um mundo melhor e mais tolerante.

Encerro

A ação contra Malafaia não foi nem julgada. Foi apenas extinta, tão absurda era ela, pois se tratava de uma óbvia agressão à liberdade de expressão. A propósito: quem agrediu um bem protegido pela Constituição — valores religiosos — foi o movimento gay. Malafaia apenas havia exercido um outro bem protegido pelo Artigo 5º: o direito de se expressar.

Quanto a questão do dia, dizer o quê? Tentaram tratar Malafaia como um ingênuo, procurando forçá-lo a retirar o apoio a Serra ao igualar alhos com bugalhos. Mas ele não caiu no truque e estabelece as devidas distinções.

Por Reinaldo Azevedo

‘Haddad segue as lições do José Dirceu", diz Serra

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Tucano ataca o adversário petista citando o ex-ministro condenado pelo STF

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou nesta sexta-feira que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é o fundador do "esquema pega-ladrão" e lembrou que seu adversário na eleição paulistana, o petista Fernando Haddad, é companheiro de partido do político condenado por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do mensalão.

"José Dirceu, quando atacado, ataca o outro. Esse é o esquema do pega-ladrão, que ele fundou no Brasil; ele bate carteira, sai correndo e grita: ‘pega-ladrão, pega-ladrão’", disse Serra. "O Haddad apenas está seguindo as lições de Dirceu, de quem é companheiro e camarada e a quem defende e considera inocente", atacou o tucano. "Haddad está virando a cada dia um pouco mais do José Dirceu."

Serra criticou a atuação do adversário no Ministério da Educação e citou as investigações no Tribunal de Contas da União (TCU), que apontam indícios de fraude em licitações no sistema de segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "O que aconteceu com o Enem na gestão do Haddad é uma das maiores calamidades na história da Educação do Brasil. Ele não conseguiu fazer durante três anos o Enem e, além de fracassar rotundamente, há agora licitações viciadas e que são investigadas pelo TCU", disse.

Serra visitou o Catavento Cultural e Educacional com os netos Gabriela e Antônio e partiu, em seguida, para a paróquia Nossa Senhora de Aparecida, na zona leste de São Paulo.

Haddad

Fernando Haddad reagiu nesta sexta-feira às críticas feitas pelo pastor da Assembleia de Deus Silas Malafaia, apoiador de Serra. Ele afirmou que o rival tucano tenta criar uma "cortina de fumaça" para desviar o debate sobre a gestão de Gilberto Kassab (PSD), seu aliado.

Em vídeo distribuído nesta quinta-feira, Malafaia voltou a relacionar Haddad ao kit anti-homofobia, apelidado de "kit gay" por setores evangélicos. Segundo Malafaia, Haddad "deu grana para ativistas gays fazerem esse lixo moral para ensinar homossexualismo (nas escolas)". O material acabou vetado pela presidente Dilma Rousseff a pedido da bancada evangélica.

Após participar de missa na Obra Social Dom Bosco de Itaquera, zona leste, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, comandada pelo padre Rosalvino Morán Viñayo, Haddad afirmou que não assistiu ao vídeo de Malafaia, mas disse ter certeza de que Serra estaria por trás da iniciativa. Na última terça-feira,após se reunir com o tucano, Malafaia disse que ia "arrebentar" o petista.

"Tudo isso aí é o Serra. Ele fez isso com a Dilma (na campanha presidencial de 2010), ele vai fazer isso comigo. Ele tem um exército na rede social que promove o ódio. É a mesma estratégia de 2010. Só que deu errado. O que ele (Serra) tinha que entender é que esse tipo de prática vai dar errado", afirmou o petista.

Haddad estava acompanhado do candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, que o apoia no segundo turno.

Mais tarde, em outra agenda de campanha , na zona leste, o petista afirmou que Serra (PSDB) vai "mobilizar as trevas" para tentar vencer a eleição. "Acho que ele está fora de si, ele vai mobilizar as trevas como ele fez em 2010. Tudo que ele pode fazer para ofender a presidente Dilma (Rousseff) ele fez. É uma pessoa que está completamente fora do tom e isso não é o que a cidade quer", disse. Sobre as investigações do TCU em contratos do MEC, disse que "não há novidades". "Eu já tinha determinado a abertura de auditoria para saber o que havia acontecido. Quem encaminhou a auditoria para os órgãos de controle foi eu. Por enquanto, não tem novidade", afirmou.

Veja.com com informações da Agência Estado

Silas Malafaia responde a Fernando Haddad

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Atualização do dia 12/10/2012

Como vocês viram, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, dá uma dura dura resposta ao candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad. Mas não só a ele, não. Na prática, também fala a setores importantes da imprensa paulistana. Por quê?

Alguns líderes religiosos, Malafaia entre eles, têm declarado seu apoio à candidatura do tucano José Serra — assim como outros escolheram Haddad. Mas o petista não teve dúvida: acusou o adversário de estar “instrumentalizando a religião”. É a ladainha de sempre dos partidários do PT: quando recebem apoio, isso é motivo de júbilo; pelos mesmos motivos, demonizam seus adversários. E com a ajuda da imprensa, sim.

Malafaia lembra o óbvio: todos os setores da sociedade têm o direito e até o dever de se expressar. Por que os crentes não podem? Há uma diferença entre uma igreja ter um partido político e seus fiéis e líderes expressarem uma opinião política. A verdade insofismável é que se pretende censurar o voto dos religiosos, como se essas pessoas não pertencessem à sociedade brasileira. Podem votar, desde que caladas. Um debate dessa natureza não existe em nenhum lugar do mundo democrático. Imaginem se, nos EUA ou na Itália, alguém a tanto se atreveria.

No Brasil, confunde-se o laicismo — e o estado, felizmente, é laico! — com ateísmo oficial e obrigatório. Não! O Brasil não é a Coreia do Norte, em que o único culto permitido é aos tiranos.

Os petistas e esses setores da imprensa não se incomodam — e se regozijam com o fato — quando setores cristãos, católicos ou evangélicos, se alinham com o PT. Malafaia lembrou, como vocês viram, que ele foi o representante dos evangélicos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo Lula, de quem já foi eleitor. Naquele tempo, claro!, os petistas o consideravam um grande cara. Agora, quando ele não apoia Haddad em São Paulo, então é só um fundamentalista!

Kit gay

O pastor Malafaia diz o óbvio: é preciso, sim, combater a homofobia nas escolas — aliás, é preciso combater todas as formas de preconceito, inclusive, digo eu, aquele que existe contra os alunos inteligentes e estudiosos. Mas era isso o que fazia o kit gay? Não! Aquilo caracterizava, de fato, apologia de uma prática sexual, dirigida a crianças e adolescentes. O material foi produzido por ativistas, não por educadores.

A grande imprensa, como vocês viram, sempre se negou a ler o que está escrito lá e a prestar atenção aos textos dos filmes. Finge, em razão de seu engajamento, que todos os críticos daquele lixo educacional são homofóbicos, o que é uma piada.

Como Haddad não quer ser confrontado com a sua própria biografia — e como seus porta-vozes no jornalismo pretendem preservá-lo de si mesmo —, então o debate sobre o kit gay só é feito por intermédio do ataque aos religiosos, especialmente aos evangélicos.

Em 2010, essa mesma imprensa e esse mesmo PT impuseram censura a um setor da Igreja Católica, que foi perseguido pela Polícia Federal porque tentou, vejam que grande crime!, recomendar aos católicos que não votassem em candidatos favoráveis ao aborto. Para escândalo da verdade e dos fatos, a opinião de Dilma, favorável à LEGALIZAÇÃO do aborto, foi tratada por certo jornalismo como mero boato. Até hoje, há delinquentes que sustentam que tudo não passou de uma invenção do PSDB, de uma “agressão” de… Serra! Eleita presidente, Dilma escolheu para ministra das mulheres uma senhora que confessou ter sido aborteira e que militava numa ONG que defendia que as grávidas aprendessem, elas mesmas, a fazer o próprio aborto. Como se a eliminação do feto se confundisse com a higiene íntima.

Mas isso tudo já é história.

O movimento de censura está de volta. Malafaia reage a ele. E faz muito bem. Será que a imprensa “progressista” tolera a livre expressão do pensamento? Ou ela só seria tolerável desde que alinhada com a metafísica influente nas redações? Malafaia não tem nada a aprender com certo jornalismo em matéria de liberdade de expressão, mas esse jornalismo tem o que aprender com Malafaia. Ou alguém tente me provar que estou errado segundo a Constituição da República Federativa do Brasil.

Por Reinaldo Azevedo

Malafaia declara apoio a Serra

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Líder evangélico atacou Haddad por elaboração de ‘kit gay’ como material didático

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, declarou apoio ao candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra. Ele justificou sua posição com críticas ao petista Fernando Haddad, que é atacado por grupos evangélicos pela criação do ‘kit gay’ – material didático de combate à homofobia elaborado a pedido do Ministério da Educação durante a gestão de Haddad.

"Povo de São Paulo! Gostaria de me omitir nesta eleição, mas não podemos deixar que Haddad, autor do kit gay, vá para o 2º turno. Vote em Serra!", escreveu o pastor, no Twitter.

Malafaia é um dos principais críticos da união de casais homossexuais no segmento evangélico. Ele também ataca com frequência a elaboração do "kit gay" e responsabiliza diretamente Haddad pela criação do material. Em abril, ele havia dito ao Estado que se manteria neutro no 1.º turno, mas adiantou que faria campanha contra o petista caso ele avançasse na disputa.

No 2.º turno da eleição presidencial de 2010, Malafaia havia declarado apoio a Serra contra Dilma Rousseff (PT), em meio a uma polêmica sobre o direito ao aborto que influenciou a disputa.

Malafaia tem atuação religiosa no Rio, mas sua influência se estende a alas da Assembleia de Deus em São Paulo. Na eleição carioca, o pastor declarou apoio à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Estadão Online

Serra: "Julgamento do mensalão condena governo Lula"

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Tucano afirmou que ex-presidente está "aflito" com a decisão do STF e, por isso, evita o assunto e se concentra em falar mal dos outros
 

.José Serra em encontro com militantes do PSDB. Candidato diz que o ex-presidente Lula se "especializou em falar dos outros"

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, disse nesta segunda-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está "aflito" com o julgamento do mensalão e não tem coragem de chamar a imprensa para falar sobre o assunto. “Com o mensalão, o governo dele está condenado. Não é uma conspiração, como eles afirmaram naquele manifesto", disse o tucano.

"Conspirações como as que derrubaram Getúlio Vargas e Jango foram conspirações da direita com os militares. No caso do Lula, quem está tomando as medidas, condenando, é o Supremo Tribunal Federal. É o começo do fim da impunidade no Brasil."

O tucano rebateu as críticas feitas por Lula em um discurso no sábado, durante um comício do candidato Fernando Haddad (PT). O ex-presidente disse que o tucano "deveria se aposentar". Serra revidou: “É Lula que já está aposentado há muito tempo. Ele está aflito com a coisa do mensalão. Ele não enfrenta o assunto, então se especializa em falar mal dos outros“, disse Serra.

"Vem Lula, depois de oito anos de vida pública, me atacar em praça em pública? Isso é uma baixaria. Lula sabe perfeitamente que eu tenho energia física e intelectual para enfrentar qualquer desafio na vida pública. Ele sabe disso”, afirmou o tucano. Serra fez as declarações após uma caminhada de campanha pela Lapa, na zona oeste de São Paulo. Ele visitou uma tradicional rua de comércio da região e conversou com lojistas.

Veja Online

Opinião do Estadão: Toma lá dá cá

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Nesse nada edificante episódio da nomeação de Marta Suplicy para o Ministério da Cultura é difícil saber quem fica pior na foto: a presidente Dilma, que não teve o menor escrúpulo de ceder à pressão de Lula e tratar uma pasta que deveria ter importância estratégica como mera moeda de troca num cambalacho político-eleitoral; a própria Marta, cuja máscara de mulher de princípios caiu quando chegaram em seu preço e ainda teve a insolência de fazer cara de surpresa; ou Fernando Haddad, que não se poupou do papel ridículo: "Quem conhece a presidente Dilma sabe que com ela não existe esse tipo de toma lá dá cá".

Negar evidências incômodas e salvar aparências convenientes é como que impulso natural dos políticos, que por deformação profissional usam as palavras menos para revelar do que para dissimular a verdade. Mas nada consegue escamotear o fato de que entregar a Cultura à astuciosamente rebelde Marta foi a maneira que Lula encontrou, e "sugeriu" à presidente da República que colocasse em execução, de matar dois coelhos com uma só cajadada: comprar o apoio da ex-prefeita à candidatura de Fernando Haddad e minar o aval do PR à de José Serra, presenteando com uma cadeira no Senado um dos líderes dessa legenda, o vereador paulistano Antonio Carlos Rodrigues, suplente de Marta.

Não é de hoje que Dilma Rousseff se rendeu à pressão do lulopetismo e entregou-se por inteiro às práticas que fazem a má fama da chamada classe política. Não há por que, portanto, estranhar que tenha cumprido com tanta presteza a determinação de seu mentor. Não foi a primeira nem será a última vez.

Não se pode deixar passar em branco, no entanto, a circunstância de que nesse cambalacho eleitoral serviu como moeda de troca um Ministério que deveria ser tratado com mais respeito por qualquer governo que leve a sério o pleno desenvolvimento do país a longo prazo. Cultura, porém, está claro que é a última das prioridades para o petismo, cujo líder máximo entende que fazer apologia da ignorância é uma maneira de proteger os pobres da sanha predadora das elites perversas. Não há outra explicação – além, é claro, da habitual incompetência gerencial – para o fato de que os mais importantes projetos que Lula anunciou ainda como presidente, como a nova Lei Rouanet e o tão decantado Vale-Cultura, permaneçam até hoje em sono profundo nas gavetas federais.

Marta Suplicy, por seu turno, está cada vez mais parecida com ela mesma. Galgou o primeiro plano da política ao eleger-se prefeita de São Paulo em 2000, derrotando Paulo Maluf no segundo turno. Ao longo de quatro anos de administração, marcada por obras importantes da área social, construiu com dedicação e esmero a imagem de uma autossuficiência arrogante que acabou lhe valendo elevados índices de rejeição entre os paulistanos. Como consequência, logrou a proeza de não se reeleger: foi derrotada por José Serra, em 2004. Em 2006 perdeu para Aloizio Mercadante nas prévias do PT para escolha do candidato a governador. Em 2008 perdeu para Gilberto Kassab a eleição para prefeito de São Paulo. Em 2010 elegeu-se senadora.

No ano passado Marta estava mais uma vez empenhada em sua candidatura à Prefeitura paulistana quando Lula interveio para impor o nome de Fernando Haddad. A reação da senadora não poderia ter sido pior: fez beicinho e todos os tipos de malcriações, que chegaram ao clímax quando Lula abraçou Maluf nos jardins da casa deste. Era a própria imagem da indignação diante de uma manobra política "inaceitável". Tudo jogo de cena: lá está ela hoje tomando posse no Ministério da Cultura e fazendo comício e passeata em São Paulo ao lado de Haddad e de seus companheiros malufistas.

Finalmente, Fernando Haddad. Levado pela mão, de um lado, pelo chefão, e de outro pela presidente que promete "sintonia" com a futura administração paulistana, desfruta de um por enquanto débil movimento ascendente nas pesquisas de intenção de voto e finge não ver o que até as pedras sabem: "Se tivesse a ver com a minha campanha, (a nomeação de Marta) teria sido feito muitos meses antes. Quem conhece o estilo da presidenta Dilma sabe que não é assim que ela funciona". Então, tá.

No país dos petralhas, Lobato vai para a cadeia, e a pornografia infantil, para a sala de aula. Vejam o que a gestão Fernando Haddad liberou para crianças de 10 anos

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No país dos petralhas, Monteiro Lobato vai para a cadeia, e uma variante do que considero pornografia infantil vai para a sala de aula. Já tratei do assunto aqui num post de 1º de fevereiro do ano passado. Mas é preciso voltar ao tema. Leiam isto:

“Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também?

“Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro.”

“Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso.”

“Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou “tira a mão daí que é feio”. Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema”.

O que é isso? São trechos de “Mamãe, como eu nasci?”, que está na lista de livros do MEC, aprovado pelos aloprados que estavam sob o comando deste impressionante Fernando Haddad. Segundo o Ministério da Educação, é recomendado para alunos na faixa dos 10 anos. O livro, claro!, é ricamente ilustrado. Já foi o tempo em que a molecada se cotizava pra comprar gibi de sacanagem. O pênis, a vagina, o clitóris e a ereção foram estatizados, entenderam? O livro é ricamente ilustrado, como se percebe no vídeo.

Como a gente nota, 64 anos depois de sua morte, Monteiro Lobato está sendo julgado pelo Tribunal Politicamente Correto do Santo Ofício, e a pornografia infantil recebe a chancela do MEC. Não é de estranhar que esse mesmo ministério tenha preparado os kits gays, certo? Eles ensinam, por exemplo, que ser bissexual traz vantagens comparativas no cotejo com a heterossexualidade — que a patrulha politicamente correta chama “heteronormatividade”. A imprensa jamais indagou Fernando Haddad sobre o assunto e ainda tacha de reacionário quem o faz.

Notem que o texto, além de tudo, incita crianças de 10 anos à desobediência. Os pais seriam os desprezíveis “adultos”, com suas proibições.

Como escrevi no ano passado, fico cá me perguntando como a civilização chegou até aqui sem a ajuda desses libertadores sexuais. Se, sem eles, tivemos Leonardo, Michelangelo, Schopenhauer e Beethoven, imaginem o que vai acontecer, agora que a masturbação foi estatizada e pode ser tratada por professores convertidos em animadores sexuais…

Ninguém mais vai querer pintar, fazer música ou esculpir. A humanidade passará a eternidade a brincar com o pingolim e a escarafunchar a borboletinha, num estado de gozo permanente.

Peço cadeia ou médico pra essa gente?

A escola brasileira, que pode censurar Monteiro Lobato, também não gosta, como é sabido, de matemática e língua portuguesa. Precisamos é de cidadãos que, à falta de um bom argumento, metam a mão na genitália — e em público, que é para demonstrar desprezo pelas convenções burguesas. Afinal, Freud nos ensinou que a civilização nasce justamente do gozo sem censura, certo? Ou teria sido o contrário?

Eis aí mais uma conquista da educação brasileira sob a gestão deste espetacular Fernando Haddad, o homem novo!

Por Reinaldo Azevedo

Kit Gay nas escolas públicas: Jair Bolsonaro tem razão. O que falta pra essa gente é relho e vergonha na cara!

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Assistam o vídeo e tirem suas conclusões

A cara-de-pau de Haddad e uma pergunta: por que um programa que chegará a todos os estudantes tem de ser elaborado só por militantes gays?

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Governo se borra com ameaças das bancadas Católica e Evangélica na Câmara e suspende Kit Gay

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Fernando Haddad, o ministro cut-cut da Educação, é realmente uma figura singular. Poucas pessoas erram tanto no governo e têm aquela suave cara-de-pau para fazer de conta que nada aconteceu. Numa cerimônia de assinatura de um termo de compromisso para a construção de 138 creches — é a chamada “inauguração de papel” —, a presidente Dilma Rousseff comentou a suspensão do kit anti-homofobia: “O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”.

A fala está quase correta e quase concorda com tudo o que este blog tem escrito a respeito. O único termo fora do lugar aí é “opção”. Ninguém escolhe nada. Se escolhesse, por razões óbvias, não haveria nenhuma dificuldade. Mas essa não é agora a questão.

Como se não fosse ele o responsável pelo material que seria distribuído nas escolas, Haddad afirmou:
A presidenta entendeu que esse material não combate a homofobia. Não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que ele pretende, que é o combate a violência. (…) Os vídeos poderão ser integralmente refeitos”.

É mesmo, dedé? Na quarta, dia 18, este senhor se encontrou com deputados cristãos e afirmou que o material seria reavaliado. Patrulhado pelos “sexopatas”, recuou no dia seguinte. Teria visto o conjunto da obra e achado tudo muito adequado. Essa gente acha que deputado existe para levar um pé no traseiro. E ponto!

A questão relevante é a seguinte: inexistem EDUCADORES, com expertise técnica, para avaliar o que está sendo produzido. Quem coordenou os trabalhos foi a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), órgão ligado ao MEC, mas quem se encarregou da produção foram a Global Alliance for LGBT Education (Gale), uma fundação holandesa; a Pathfinder do Brasil, associada à Pathfinder Iternational, dos EUA; a Reprolatina, entidade brasileira que trabalha em parceria com a Universidade de Michigan, e duas outras ONGs ligadas à militância homossexual: a Ecos – Comunicação em Sexualidade e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Ora, se vão discutir a questão da sexualidade nas escolas — com enfoque no combate à chamada “homofobia” (ainda que existisse algo assim identificado) —, há de se supor que o tema seja de interesse geral. O material chegará a 100% dos alunos, certo? ENTÃO ME DIGAM: SE É ASSIM, POR QUE ELE TEM DE SER PREPARADO APENAS POR PESSOAS LIGADAS À MILITÂNCIA HOMOSSEXUAL? A educação dos brasileiros é, agora, um assunto privado dos educadores e militantes gays?

Não! Eu não estou defendendo que se forme um grupo misto de gays e héteros para elaborar o material. Escola não é corporação de ofício — ou de pessoas que usam assim ou assado o seu “regalo”. Quem tem de cuidar dessa questão são educadores. E, para começo de conversa, a militância tem de ficar do lado de fora da sala, ora essa! Militante é para fazer agitação política. Essa condição não torna ninguém especialista em coisa nenhuma.

E para encerrar:  até agora, a chamada “grande imprensa” não disse uma linha sobre a “matemática homoafetiva” de um dos filmes. Tudo bem, né? Afinal, era coisa do Ministério da Educação…

Por Reinaldo Azevedo

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