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Aldo Rebelo: O exército de um homem só

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Aldo Rebelo havia passado as últimas quarenta e oito horas enfrentando, solitariamente, toda a máfia ambiental e toda a quadrilha do partido da trambicagem, resistindo bravamente contra mudanças inaceitáveis no Código Florestal. Seu argumento mais forte sempre foi o de que não colocaria mais de 4 milhões de pequenos agricultores para fora das suas terras e que, por isso, não aceitaria mudanças em pontos básicos do seu relatório. Basta ler as declarações de Aldo Rebelo para verificar a coerência dos seus argumentos. Estão em todos os veículos de comunicação para serem vistos e revistos.

O homem que adentrou aquele plenário, na última quarta-feira, depois de dois anos de trabalho, de mais de 100 audiências públicas e de 48 horas de duras e solitárias negociações com a máfia ambiental e com a quadrilha do partido da trambicagem, era uma homem tranqüilo, sereno, convicto, mas fisicamente em frangalhos. Dentro do plenário, a maior responsável pela criminalização dos pequenos agricultores do país: Marina Silva. Uma personagem antidemocrática, que durante praticamente dois mandatos petistas, como ministra do Meio Ambiente, impediu que o Congresso sequer discutisse meio ambiente, legislando por medidas provisórias, instruções normativas, decretos e outros instrumentos. Dois dias antes, esta personagem antidemocrática havia levado 14 ONGS para dentro do gabinete da Casa Civil para pedir, exigir, determinar que o Código Florestal não fosse votado. Que o Legislativo fosse amordaçado e ultrajado pelo Executivo.

É importante que se tenha em mente a ordem dos fatos ocorridos naquela noite. Dois partidos queriam suspender a sessão: o PV e o PSOL, cujos requerimentos foram rejeitados. O governo havia anunciado que  o acordo estava fechado. Quando a votação iria começar, Marina Silva disparou um twitter afirmando, nas entrelinhas, que Aldo Rebelo havia fraudado o relatório, negociando um texto com o governo e entregue outro para ser votado. Uma “pegadinha”, como ela mesmo escreveu. Ato contínuo, Paulo Teixeira, líder do PT, junto com Cândido Vaccarezza, líder do governo, foram à tribuna para corroborar as acusações de Marina Silva e pedir que a sessão fosse encerrada, sem votação.Tudo combinado nos mínimos detalhes, deflagrado imediatamente após um telefonema recebido por Vaccarezza, direto do Planalto.

Aldo Rebelo, acusado de fraude, pega o microfone e faz a sua defesa. Comprova que não fraudou o relatório, brandindo a única versão de onde constavam as assinaturas dos líderes do governo que participaram da negociação. Profundamente ofendido, relembra que, em 2004, quando Ministro da Articulação Política, "evitou" o depoimento do marido de Marina Silva, acusado pela Polícia Federal, com amplo noticiário na imprensa, de depor na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.  Usou o termo “evitou”, obviamente no sentido de que “negociou” com os membros da Comissão a não aprovação de um requerimento que seria feito neste sentido. Relatou tudo isso, claramente emocionado, em pouco menos de um minuto. O final todos conhecem. Graças a uma orquestração conjunta entre Marina Silva e os líderes do governo, de lançar suspeitas infundadas sobre o relator, a sessão foi suspensa, mesmo que o projeto do Código, segundo cálculos mais pessimistas, tivesse ali 350 votos assegurados para ser aprovado.

Os desdobramentos são nojentos. A máfia ambiental e a quadrilha do partido da trambicagem iniciaram uma campanha midiática contra Aldo Rebelo. Ricardo Noblat,  um blogueiro conhecido pelo seu isentismo, produziu um post , colocando a seguinte questão: “Aldo foi leviano ou prevaricou?” É o mesmo blogueiro que fez uma enquete perguntando se os Estados Unidos estavam certos ou errados em "assassinar" Bin Laden. Ou seja: condenação sem direito de defesa. Deu o grito para que o corporativismo midiático passasse a entender que o crime não foi a mentira em plenário ou um suposto contrabando de mogno, mas sim um ato político, de um Ministro da Articulação Política, que expressa uma prática política no Brasil. Quantas vezes tucanos impediram depoimentos em CPIs paulistas, com a intervenção direta de governadores? Quantas vezes petistas evitaram depoimentos em CPIs no Congresso, com a intervenção direta de ministros? Aldo Rebelo não escondeu nenhum fato. A denúncia do contrabando de mogno estava sendo investigada pela Polícia Federal. A denúncia estava nas manchetes dos jornais. Ele agiu  como "líder do governo" para evitar um desgaste político para a então Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Se Aldo fosse ministro da Justiça ou delegado da Polícia Federal e impedisse as investigações, aí sim, estaria prevaricando.

No entanto, o objetivo foi alcançado. Como o apoio da mídia “isenta”, politicamente correta, a máfia ambiental e a quadrilha do partido da trambicagem, que patrocinaram uma das noites mais imundas da política brasileira, usando truques sujos para impedir o exercício da democracia, a pauta foi invertida. Aldo Rebelo passou a ser um vilão. Um criminoso. Contrabandear um caminhão de mogno ou mentir diante da opinião pública para gerar tumulto no plenário da Câmara passaram a ser crimes menores. Na internet, espalharam-se campanhas de #ForaAldo, inclusive patrocinadas por representantes da oposição nas redes sociais. Uma vergonha!

O resultado disso tudo? Leiam os jornais dos últimos dias. A máfia ambiental voltou a comandar a agenda, com o apoio da mídia isenta e politicamente correta. O quadrilha do partido da trambicagem voltou a atacar e diz que não há prazo para aprovar o Código Florestal. Marina Silva teve o desplante de informar que, amanhã, vai à Procuradoria Geral da República pedir para que as denúncias sejam investigadas. Fez isso em vídeo onde aparece com olheiras, cercada de porta-retratos da família, com a cara de santinha do mogno oco. Uma pobrezinha e indefesa, atacada pelos poderosos ruralistas. Na imprensa, ninguém questionou a sua posição antidemocrática e os efeitos da sua acusação sem provas contra Aldo Rebelo. Tampouco Marina Silva, a pura, a santinha do mogno oco, teve a humildade de pedir desculpas por ter faltado com a verdade em relação a Aldo Rebelo.

Aldo Rebelo, por sua vez, recolheu-se ao silêncio. É o exército de um homem só a lutar contra forças muito poderosas e agora também contra o fogo amigo. Contra o inimigo nas próprias trincheiras. Contra uma militância ingênua da oposição que anda pedindo a sua cassação em vídeos nas redes sociais. Sem dúvida alguma, a máfia ambiental e a máfia do partido da trambicagem conseguiram o seu objetivo: vitimizar Marina Silva e satanizar Aldo Rebelo. É fácil engambelar gente tão pura e tão ingênua, que ainda segue palavrinhas de ordem de cachorros velhos muito espertos que são mestres em fazer jornalismo prevaricador, cheio de parentes pendurados nas tetas públicas, dando guarida a todo o tipo de canalhas.

Como diz Ciro Siqueira, do blog Código Florestalo episódio da ultima quarta feita enterrou as chances de construção de uma lei ambiental com a participação de quem tem que obedecê-la. Os verdes agora usarão o quase martírio de Madre Marina de Xapuri para destruir tudo que foi feito até agora.A mesma turma que passou os últimos vinte anos dizendo que o Código Florestal vigente era a melhor lei do mundo, a mesma turma que teve a chance de alterá-lo quando foi governo e não o fez, agora deve assumir as rédeas da elaboração. Eles não têm votos, são minoria no Congresso e fazem oposição ao governo, mas vão regurgitar as regras para um dos setores que sustenta o país. A imprensa que cobre o assunto usou o destempero da última quarta como se fosse uma borracha sobre os problemas de aplicação da lei ligados aos pequenos agricultores e ao custo social de destruir áreas agrícolas para recuperar Reserva Legal. Aquilo que motivou o exercício de mudança do Código Florestal desapareceu como se nunca tivesse existido.É pouco provável que possamos reverter essa situação apesar de termos força para isso. Coturno Noturno

Minc volta a criticar produtores rurais

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Minc na Câmara: Não podemos jogar a agricultura familiar nos nos braços da minha querida amiga Kátia Abreu

Pouco depois de dizer que queria se encontrar com a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e que a ecologia e a agricultura precisam se entender, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, voltou a carga contra os produtores rurais nesta tarde. "Podem ameaçar, mas não vão transformar nossos biomas em latifúndio, em monocultura. Não vamos deixar essa turminha destruir nossos biomas", disse o ministro a uma plateia de funcionários do Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), durante evento na sede do órgão em comemoração à semana do Meio Ambiente.

O ministro voltou a falar também da senadora Kátia Abreu, que é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo ele, o Ibama tem de dar um tratamento diferenciado aos pequenos produtores rurais para que eles não se aproximem dos grandes produtores. "Não podemos jogar a agricultura familiar nos braços dos grandes produtores, nos braços da minha querida amiga Kátia Abreu, porque eles usam os pequenos como massa de manobra para passar o rodo na legislação ambiental e para renegociar dívidas milionárias", disse. Estadão Online

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junho 4th, 2009 at 4:59 pm

Opinião no Estadão: Desmatamento, não Produção, sim

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Kátia Abreu: ‘É hora de quebrar o monopólio usurpado por um grupo de falsos anjos da natureza’ 

Kátia Abreu

Um estatuto ambiental equilibrado, eficiente e prático é indispensável à segurança jurídica da atividade agropecuária e à sua própria responsabilização perante a sociedade. Tal segurança e responsabilização, porém, tornam-se inviáveis se mantida a legislação vigente, impossível de ser cumprida, pois impede a produção de alimentos em 71% do território nacional. Isso num país onde, infelizmente, 23 milhões de pessoas ainda passam fome, segundo dados da ONU.

A saída, portanto, ao alcance de um gesto de boa vontade geral, sem ranhetices, preconceitos ou radicalismos, é buscar o consenso e a aplicação de soluções simples, como a do artigo 24 da Constituição, que estabelece a competência da União para fixar as normas gerais (e a aprovação de um novo Código Florestal moderno e vigoroso é a oportunidade perfeita para isso) e os Estados se encarregarão de aplicá-lo conforme as situações regionais específicas.

Aliás, é hora de quebrar o monopólio usurpado por um grupo de falsos anjos da natureza que pretende decidir o que pode e não pode em matéria de meio ambiente, recusando verdades científicas e laudos insuspeitos da Embrapa, referência essencial do desenvolvimento sustentado da agropecuária brasileira. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), que presido, dispensa quem investe no confronto e insiste no diálogo para ajudar a construir um Brasil com mais comida, meio ambiente, diversão e arte.

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Kátia Abreu é senadora (DEM-TO)

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junho 3rd, 2009 at 11:45 am

Minc: Se Kátia fosse presidente faria ‘Bolsa-Latifúndio’

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Carlos Minc, que chama agricultor de "vigarista", acha que é dono do Brasil. Viadinho!

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou hoje que se a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) fosse presidente da República, implantaria não o programa Bolsa-Família, e sim "o Bolsa-Latifúndio". A senadora, que é presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entrou com representação na Justiça contra Minc, acusando-o de crime de responsabilidade por ter chamado os ruralistas de "vigaristas".

Em entrevista, Kátia Abreu afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria demitir o ministro do Meio Ambiente. "Quanto a pedir minha destituição… um pequeno problema, porque o presidente do Brasil é o presidente Lula. Se fosse ela – a Kátia Abreu -, a gente não teria o Bolsa-Família, mas a Bolsa-Latifúndio. Quanto à minha manutenção no cargo de ministro, felizmente, é o presidente Lula que resolve isso, e ele já resolveu, e fico até o fim do governo." Agência Estado

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junho 2nd, 2009 at 9:24 pm

Lula repreende Minc e Stephanes por bate-boca

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Minc e Stephanes discutiram publicamente sobre assuntos que discordam (Foto: Marcello Casal Jr./Abr)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repreendeu nesta segunda-feira os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, por causa do bate-boca que os dois travaram publicamente neste fim-de-semana.

Lula determinou que eles parem de brigar e resolvam as divergências internamente. Os dois ministros discordam principalmente sobre dois assuntos: um é a plantação de cana na região conhecida como Planalto Pantaneiro, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Outro conflito é a revisão do Código Florestal. A lei estabelece que na região de mata atlântica, por exemplo, cada propriedade rural tem que proteger uma área de 20%. É a chamada reserva legal. Minc e Stephanes não se entendem sobre uma eventual redução desse percentual ou uma compensação pelo uso de toda a propriedade.

A briga tornou-se pública com uma entrevista do ministro da Agricultura ao jornal O Globo deste domingo. Stephanes diz que não aceita o rótulo de líder dos ruralistas. ClicRBS

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janeiro 26th, 2009 at 10:19 pm