Abobado

Archive for the ‘Política’ Category

A foto de Lula com Maluf

leave a comment

A foto que incomodou Luiza Erundina e chocou o país, do ex-presidente Lula ao lado de Paulo Maluf para fechar um acordo político de apoio ao candidato petista à prefeitura paulistana (o nome dele pouco importa a essa altura), é simbólica de um momento muito especial da infalibilidade política de Lula.

Sua obsessão pela vitória em São Paulo é tamanha que ele não está mais evitando riscos de contaminação como o que está assumindo com o malufismo, certo de que tudo pode para manter ou ampliar o seu poder político.

O choque causado por esse movimento radical pouco importará se a vitória vier em outubro. Mas se sobrevier uma derrota, a foto nos jardins da mansão daquele que não pode sair do país porque está na lista dos mais procurados pela Interpol será a marca da decadência política de Lula, que estará então encerrando um largo ciclo político em que foi considerado insuperável na estratégia eleitoral.

Até o momento, as alianças políticas com Maluf eram feitas por baixo dos panos, de maneira envergonhada, como a negociação em que o PSDB paulista fechava um acordo com o PP em busca de seu 1m30s de tempo de propaganda eleitoral.

A própria Erundina disse, candidamente, que o que a incomodara foi o excesso de exposição do acordo partidário.

Maluf, do seu ponto de vista, agiu com a esperteza que sempre o caracterizou, mas com requintes de crueldade.

Ao exigir que Lula fosse à sua casa para selar o acordo, e chamar a imprensa para registrar o momento glorioso para ele e infame para grande parte dos petistas, ele estava se aproveitando da fragilidade momentânea do PT, que tem um candidato desconhecido que precisa ser exposto ao eleitorado para tentar se eleger.

Lula, como se esse fosse o último reduto eleitoral que lhe falta controlar, está fazendo qualquer negócio para viabilizar a candidatura que inventou.

Já se entregara ao PSD do prefeito Gilberto Kassab, provocando um racha no PT talvez tão grande quanto o de agora, e acabou levando uma rasteira que já prenunciava que talvez o rei estivesse nu.

Agora, quem lhe deu a rasteira foi uma dupla irreconciliável, que Lula tentou colocar no mesmo saco sem nem ao menos ter se dado ao trabalho de conversar antes: Luiza Erundina, que um dia foi afastada do PT por ter aceitado um ministério no governo de coalizão nacional de Itamar Franco, agora se afasta do PT malufista.

E Maluf, que vinha minguando como força política, viu a possibilidade de recuperar a importância estratégica em São Paulo no pouco mais de um minuto de televisão que o PP detém por força de lei.

A sucessão de erros políticos que Lula parece vir cometendo nos últimos meses — a escolha de Haddad, o encontro com Gilmar Mendes, a CPI do Cachoeira, o acordo com Maluf — só será superada se acontecer o que hoje parece improvável, uma vitória de Fernando Haddad.

No resto do país, o PT está submetendo os aliados a seus interesses paulistas, fazendo acordos diversos para garantir em São Paulo uma aliança viável.

A foto de Lula confraternizando com Maluf tem mais um aspecto terrível para a biografia do ex-presidente: ela explicita uma maneira de fazer política que não tem barreiras morais e contagiou toda a política partidária, deteriorando o que já era podre.

As alianças políticas entre Lula, José Sarney, Fernando Collor e Maluf colocam no mesmo barco políticos que já estiveram em posições antagônicas fazendo a História do Brasil, e hoje fazem uma farsa histórica.

Em 1989, José Sarney era presidente da República depois de ter enfrentado Paulo Maluf no PDS. Ante uma previsível vitória do grupo de Maluf derrotando o de Mario Andreazza, Sarney rompeu com partido que presidia, ajudou a fundar a Frente Liberal (PFL) e foi vice de chapa de Tancredo.

Na campanha presidencial da sucessão de Sarney, Lula disse o seguinte dos hoje aliados Sarney e Maluf: “A Nova República é pior do que a velha, porque antigamente era o militar que vinha na TV e falava, e hoje o militar não precisa mais falar porque o Sarney fala pelos militares e os militares falam pelo Sarney. Nós sabemos que antigamente se dizia que o Adhemar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão (sic), mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz”.

Na mesma campanha, Collor não deixou por menos: chamou o então presidente Sarney de “corrupto, incompetente e safado”.

Durante a campanha das Diretas Já, Lula se referiu assim a Maluf: “O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente da República. Daremos a nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente”.

Maluf e Collor tinham a mesma opinião sobre o PT até recentemente. Em 2005, quando Maluf foi preso e Lula festejou, recebeu a seguinte resposta: “(…) se ele quiser realmente começar a prender os culpados comece por Brasília. Tenho certeza de que o número de presos dá a volta no quarteirão, e a maioria é do partido dele, do PT".

Já em 2006, em plena campanha presidencial marcada pelo mensalão, Collor disse que foi vítima de um “golpe parlamentar”, do qual teriam participado José Genoino e José Dirceu, “enterrados até o pescoço no maior assalto aos cofres públicos já praticado nessa nação”.

E garantiu: “Quadrilha quem montou foi ele (Lula)”, citando ainda Luiz Gushiken, Antonio Palocci, Paulo Okamotto, Duda Mendonça, Jorge Mattoso e Fábio Luiz Lula da Silva, o filho do presidente.

Merval Pereira – O Globo

Para eleger o novo, Lula junta no palanque do PT a ex-prefeita que expulsou no século passado e um velho conhecido da Interpol

leave a comment

“Luiz Inácio Lula da Silva tem como princípio não ter princípio, tanto moral, ético ou político”, começa o brilhante artigo de Marco Antonio Villa. Homens assim se dispensam de compromissos com o que dizem, berram as estrondosas colisões entre a prática e o discurso da metamorfose malandra. Villa demonstra que tem sido assim desde 1975. Não poderia ser diferente na temporada eleitoral deste ano.

No Programa do Ratinho, por exemplo, Lula invocou no critério da certidão de nascimento para justificar a escolha do candidato do PT à prefeitura de São Paulo. “Por que o Fernando Haddad?”, levantou a bola o apresentador. Decidido a acentuar a suposta vantagem dos 51 anos do ex-ministro da Educação sobre os 70 do adversário tucano José Serra, o palanqueiro oportunista aposentou sem anestesia a companheira Marta Suplicy.

“Convivi com a Marta durante trinta anos”, informou. “Era o momento da gente apresentá uma coisa nova pra São Paulo. A população votará no novo porque quer mudança em São Paulo”. Convidado a subir ao palco pelo apresentador, o candidato recitou com muita aplicação o palavrório ditado pelo principal slogan da campanha: “Um homem novo para um tempo novo”. E concordou com o chefe: o eleitorado de São Paulo quer ver pelas costas quem já administrou a cidade.

Nesta sexta-feira, Haddad fingiu que nunca esteve no Programa de Ratinho, nem sabe quem é o marqueteiro da campanha, para comunicar oficialmente (sem ficar ruborizado) que a candidata a vice é a deputada federal Luiza Erundina. Indicada pelo PSB, Erundina foi prefeita de 1989 a 1992. Vai completar 78 anos em novembro. E ambos se enfiaram na mesma saia justa quando os jornalistas perguntaram se estão satisfeitos com a aliança, costurada por Lula e Dilma Rousseff, que colocou no colo da dupla Paulo Maluf e seu PP.

Hoje com 80 anos, o novo aliado foi prefeito entre 1969 e 1971, nomeado pelo governo militar, e voltou a ocupar o cargo de 1993 a 1996. Quase conseguiu quebrar São Paulo. Escolheu Celso Pitta para completar a obra de destruição e nunca mais conseguiu vencer uma disputa majoritária. Em troca do apoio a Haddad e Erundina, a afilhada de Lula acaba de doar-lhe um cofre (disfarçado de “Secretaria”) no Ministério das Cidades. Terá de gastar o lucro por aqui: a Interpol mantém o nome de Maluf na lista dos mais procurados em todo o mundo. A partir de segunda-feira, poderá encontrá-lo no palanque do PT.

Como só sabe falar do novo, Haddad perturbou-se quando instado a explicar o súbito apreço pelo antigo pesadelo. Um repórter quis saber como se sentirá ao lado de Maluf. Resposta transcrita do vídeo gravado pelo UOL: “Olha… veja bem… quando você faz uma composição política, você tem que ter o princípio. Se você olhar cada partido individualmente, você vai fazer… é… a tua avaliação sobre… é… A, B, ou C”. Nem Dilma Rousseff chegou a tanto.

Lula não compareceu à festa que juntou duas gerações do PT. Uma é que expulsou Erundina porque aceitou ser ministra do presidente Itamar Franco. Outra é que topa qualquer negócio, até com Maluf. O partido virou rebanho. Lula continua o mesmo. O repertório de vigarices é cada vez maior. Quando não sabe o que dizer, ele agora se recolhe ao Sírio Libanês, perde a voz por dois dias e reaparece com cara de quem não tem nada com isso. Nunca teve.

Augusto Nunes

Uma nova direita, por que não?

leave a comment

‘Nunca é recomendável se atirar com ímpeto nas novas concepções de mundo. Primeiro, porque os radicais, apesar de ridicularizarem os nossos usos e costumes e questionarem as nossas instituições, nunca se mostraram capazes de construir algo melhor do que o que antes existia. As mudanças devem sempre existir, mas na forma de aperfeiçoamentos, jamais de ruptura. As pessoas têm de entender que o "novo" não é necessariamente melhor que o "velho".’

João Mellão Neto – O Estado de S.Paulo

A resistência da opinião pública à direita se explica: a direita foi a principal força civil a sustentar a ditadura. E os militares, no período, jamais respeitaram os direitos humanos e as garantias individuais de ninguém.

Por causa disso, um fenômeno raro na maior parte do mundo ocorreu no Brasil: nas últimas eleições presidenciais os principais concorrentes eram dois candidatos assumidamente esquerdistas. Cada um deles foi apoiado por uma constelação de partidos menores cujo único ponto em comum é a inclusão das palavras social e socialista em suas siglas. Até os mais empertigados empresários, no País, alegam ser dotados de "consciência social". Em resumo, não existe aqui nenhum partido estruturado que defenda ideias de direita. Até segunda ordem, todos os gatos são pardos. Esse fenômeno é curioso porque as teses da direita não são de difícil entendimento, ao contrário, elas têm muito que ver com o que a maioria das pessoas pensa. O que precisa mudar é a forma de abordagem: conquistam-se os homens mais pelas ideias do que pelas baionetas.

Talvez por medo do impressionante avanço comunista durante a guerra fria, nossos melhores pensadores de direita acabaram por se engajar no movimento dos generais. Isso foi fatal para eles: perderam sua moral e sua credibilidade.

Mas o pensamento da direita ainda existe. E está bem vivo tanto na Europa como nos Estados Unidos. A maioria dos governos no Velho Continente é de direita – Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha, Portugal, Espanha. Será que os povos de todos esses países simplesmente não sabem votar? Seríamos nós, aqui, nos rincões da América Latina, os únicos que conhecem a verdade? Deveríamos, então, doutriná-los, mostrar-lhes qual é, de fato, o "caminho justo"?

Na verdade, o "caminho justo" boa parte deles já conhece. E quer distância dele. São os povos da Europa do Leste, os quais, depois da 2.ª Guerra Mundial, foram obrigados a ser felizes à maneira da União Soviética. Angela Merkel, que cresceu do lado de lá, hoje é a chanceler dos alemães. E chegou a esse posto por defender ideias conservadoras.

Afinal, o que é a direita? Ela se divide em duas vertentes: a conservadora e a liberal. E embora ambas pensem de forma semelhante, não é sempre que estão de acordo. Sobre os liberais trataremos em outro artigo. Façamos uma breve descrição do pensamento conservador.

O primeiro autor a retratar o conservadorismo foi o irlandês Edmund Burke, no final do século 18. Seu livro Reflexões sobre a Revolução na França e sobre o Comportamento de Certas Comunidades em Londres Relativo a esse Acontecimento foi uma resposta aos excessos cometidos pela Revolução Francesa. Segundo Burke, todas as reformas necessárias poderiam ter sido implantadas sem derramamento de sangue, ou a execução de seu rei.

E o que é o pensamento conservador? Em primeiro lugar, o conservador entende que os pensadores atuais são meros anões nos ombros de gigantes do passado. Eles acreditam enxergar mais longe, mas isso se dá unicamente em função da estatura de seus antecessores. No que tange a ideias, tudo o que existe já foi pensado ou implantado no passado. A única que medrou foi a da democracia liberal – conceito que foi mais bem desenvolvido por Karl Popper na sua obra Sociedade Aberta e os Seus Inimigos.

Os conservadores, por entenderem – como Platão – que a prudência é a maior da virtudes, levam muito a sério o que denominam "teste do tempo". A ideia subjacente disso é a de que o passar dos anos é o grande algoz das falsas ideias. Elas surgem, empolgam e algum tempo depois desaparecem ou caem em desuso. Se isso é válido até para as ciências, que dirá, então, da sociedade?

O conservador entende que, apesar do gigantesco avanço tecnológico dos tempos recentes, praticamente em nada se evoluiu em termos de moral ou de política. Apesar do conforto material ser muito maior, será que tivemos algum avanço em termos de felicidade? Provavelmente, não. O homem é até mais infeliz porque foi desentranhado de seu hábitat natural. E esse hábitat era harmonioso, uma vez que fora o resultado de séculos e séculos de arranjos sociais, todos eles decorrentes de tentativas e erros através da História.

Nunca é recomendável se atirar com ímpeto nas novas concepções de mundo. Primeiro, porque os radicais, apesar de ridicularizarem os nossos usos e costumes e questionarem as nossas instituições, nunca se mostraram capazes de construir algo melhor do que o que antes existia. As mudanças devem sempre existir, mas na forma de aperfeiçoamentos, jamais de ruptura. As pessoas têm de entender que o "novo" não é necessariamente melhor que o "velho".

Outra forte razão para não dar ouvidos aos radicais é que, após tantos séculos de civilização, é, no mínimo, improvável que nós, modernos, venhamos a descobrir algo de realmente novo em termos de moral, política ou arranjos sociais. Nenhuma ideia é plenamente nova. Tudo já foi pensado e idealizado. E se não foi implantado, é porque se mostrou inviável. Os conservadores, defendendo a ideia de que o livre-arbítrio existe, jamais culpariam a sociedade, em geral, por o malfeitor ser o que é. Todas as pessoas são dotadas de consciência, ninguém há de se compadecer dos malfeitores.

O conservador, por fim, entende que a ordem moral é um valor permanente no universo. Se uma sociedade se pautar por um forte sentido de certo e errado, por uma ordem moral duradoura e por convicções pessoais sobre honra e justiça, ela prosperará. Mas se, por outro lado, não passar de uma malta de indivíduos ignorantes das normas e convenções, voltados exclusivamente para a imediata satisfação de seus apetites primários, essa sociedade, por melhor que seja o seu governo, desaparecerá.

*Jornalista, foi deputado, secretário e ministro de Estado.

Aécio Neves: ‘Não terei tolerância diante dos erros do governo’

leave a comment

Aécio Neves na tribuna: ‘Ao contrário do que alguns nos querem fazer crer, o país não nasceu ontem’

Em seu primeiro pronunciamento em Plenário, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu uma atuação construtiva da oposição, mas ressaltou que o governo não deve esperar uma postura tolerante de sua parte. Ele disse que atuará tanto no “enfrentamento do debate” quanto na busca de “oportunidades de convergência”.

Não confundo agressividade com firmeza, não confundo adversário com inimigo. Os que ainda não me conhecem bem e acham que vão encontrar em mim tolerância diante dos erros praticados pelo governo também vão se decepcionar. Não confundo o direito à defesa e ao contraditório com complacência e compadrio – disse.

O aguardado discurso de Aécio começou com a apresentação das linhas gerais que ele pretende seguir em sua atuação no Senado. O parlamentar lembrou a participação do grupo que representa na luta pelas eleições diretas e em momentos importantes dos governos de José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique, os quais, em sua opinião, não tiveram qualquer colaboração positiva dos partidos então na oposição.

Apesar de ser oposição ao governo do PT, Aécio reconheceu que a estabilidade conquistada pelo país é resultado do trabalho dos governos de Fernando Henrique, Itamar e Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao contrário do que alguns nos querem fazer crer o país não nasceu ontem. Ele é fruto dos erros e dos erros e acertos de várias gerações de brasileiros, de diferentes governos e líderes e também de diversas circunstâncias históricas e econômicas.

Aécio disse que o exercício da oposição deve ser organizado em torno de três valores: coragem, responsabilidade e ética. Também apresentou uma lista de sugestões ao governo de Dilma Rousseff, como a redução de tributos em setores estratégicos, a exemplo das áreas de saneamento e energia elétrica.

O pronunciamento foi acompanhado pelos senadores e por convidados como José Serra, candidato do PSDB à presidência nas últimas eleições. Agência Senado

Para ler a íntegra do discurso, clique aqui. Ouça a íntegra do pronunciamento clicando na seta.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/13204703″ params=”show_comments=false&auto_play=false&color=1100ff” width=”100%” height=”81″ ]

Tocantins – TSE confirma cassação do governador e manda que se afaste logo do cargo

leave a comment

Lula sempre em boa companhia: Marcelo Miranda, neo-aloprado do PMDB, o partido que transformou o país numa zona

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje recursos contra a decisão da Corte, de junho deste ano, que cassou o mandato do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e de seu vice, Paulo Sidnei (PPS), por abuso de poder político durante a campanha eleitoral em 2006. Eles são acusados de distribuir a possíveis eleitores recursos, brindes, prêmios, casas, óculos, cestas básicas e consultas médicas, por meio do programa social do estado Governo Mais Perto de Você, sem autorização legislativa e previsão orçamentária. A acusação aceita pelo TSE foi feita pelo ex-governador Siqueira Campos (PSDB), segundo colocado na eleição. Miranda e Paulo Sidnei devem deixar os cargos imediatamente.

O novo governador do Tocantins será conhecido por meio de eleição indireta a ser realizada pela Assembleia Legislativa do estado, por faltar menos de dois anos de mandato. O presidente da Assembleia tocantinense assumirá imediatamente o cargo até que ocorra a nova eleição. Miranda tinha sido autorizado pelo TSE a se manter no cargo até que fossem esgotados todos os recursos. Ele ainda pode recorrer da decisão do TSE ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas terá que fazê-lo fora do cargo. Agência Brasil

Foto: Ricardo Stuckert – Secom/PR

Leia mais aqui.

Written by Abobado

setembro 8th, 2009 at 9:42 pm

Opinião do Estadão: A escala lulista de valores

leave a comment

Lula e Sarney: Não dá nojo, não cria um abuso na gente ver uma imagem desta? Tamos bem pra caramba!

O presidente Lula é um político que não tem princípios. Tem fins. Dele só se poderia esperar, portanto, que saísse em defesa do presidente do Senado, José Sarney, engolfado pela onda de escândalos na instituição que comanda pela terceira vez. É notório que Lula deve a alma, como se diz, a Sarney, seu aliado firme desde a campanha de 2002, e conta com ele e a sua patota para adquirir em 2010 a adesão do PMDB à candidatura da ministra Dilma Rousseff – a “sacerdotisa do serviço público”, como o senador a endeusou em um comício. Além disso, desde que alcançou o Planalto, Lula tem demonstrado uma coerência impecável: sempre que se viu obrigado a escolher entre a ética e a conveniência, jamais desapontou os que apostavam que ficaria com esta em detrimento daquela. Ainda há pouco, quando rebentou na Câmara a história da farra das passagens aéreas, Lula deu de ombros. “Sempre foi assim”, desdenhou, como que repetindo o comentário, no auge da crise do mensalão, em 2005, de que o caixa 2 é “usado sistematicamente” por todos os partidos.

Leia mais aqui.

Foto de 11/05/2009 – José Cruz – Agência Brasil

Written by Abobado

junho 19th, 2009 at 9:16 am

Cinco partidos se unem ao desgoverno para aprovar o voto em lista fechada para 2010

leave a comment

Voto obrigatório: Nenhum sistema de eleição será justo enquanto tivermos a obrigação de votar

Jorge Serrão

Interessada em manter os privilégios, o esquema de venda de legendas e a conseqüente corrupção, usando os partidos políticos como balcões de negociatas, a oligarquia política brasileira arma seu golpe institucional – com a colaboração do chefão Lula da Silva. Até outubro, PT, PMDB, DEM, PPS e PC do B querem aprovar o voto em lista fechada (já para a eleição de 2010).

Pela proposta, o eleitor passa a votar numa sigla e não mais no candidato. Trata-se de um golpe dentro do já falido modelo representativo tupiniquim. Os deputados vão assumir a vaga conforme uma hierarquia previamente elaborada pelo partido ou pela coligação. A mudança não requer mudança constitucional. Dependerá apenas de maioria simples do Congresso para aprovação.

Os oportunistas também pretendem aprovar o financiamento público de campanha. Seria criado um fundo com recursos equivalentes a R$ 7 por eleitor para cobrir as despesas do primeiro turno, e R$ 2, por eleitor, para o segundo turno. Tomando por base o eleitorado de dezembro de 2008, os valores chegariam a R$ 913.197.656 (no primeiro turno) e R$ 260,9 milhões (no segundo). Alerta Total

Leia mais aqui.

Written by Abobado

maio 6th, 2009 at 9:04 am

Opinião no Estadão: Sobre conspirações e motivações

leave a comment

Pedro Simon afirma: O PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais e quem ganha mais

Eugênio Bucci

Ao declarar à revista Veja, duas semanas atrás, que boa parte de seu partido, o PMDB, “quer mesmo é corrupção”, Jarbas Vasconcelos abriu a mais nova temporada de questionamentos em relação aos (muitos) políticos que se refestelam no fisiologismo, no clientelismo, no tráfico de influência, na promiscuidade entre Estado e interesses pessoais e, finalmente, no esporte radical do enriquecimento ilícito. Contrariando as previsões dos que preferiam abafar o escândalo, as declarações do senador sobreviveram ao carnaval e continuam na ordem do dia, o que é bom.

Na segunda-feira, outro quadro histórico da mesma sigla, Pedro Simon, veio somar forças com Jarbas Vasconcelos. “O PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais e quem ganha mais”, afirmou Simon a Amália Goulart, do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Inconformado com os “métodos de condução do atual comando do partido”, não tergiversou: “O PMDB fez de tudo para agradar a Fernando Henrique e conseguiu ‘carguinhos’. Agora faz a mesma coisa com Lula.”

Leia mais aqui.

Eugênio Bucci, jornalista, é professor da ECA-USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade

Written by Abobado

fevereiro 26th, 2009 at 12:52 pm

Opinião do Estadão: A síndrome do presidente

leave a comment

Lula na reunião com os novos prefeitos em Brasília em 10/02/2009: O circo não morreu (Foto: Ricardo Stuckert)

Mais o presidente Lula parece ficar fora de si, mais autêntico ele se revela. Nos seus furiosos destampatórios, quando perde a “postura” – como reconheceu, alterado, a certa altura do seu discurso de 50 minutos para alguns milhares de prefeitos e acompanhantes reunidos em um centro de convenções de Brasília na terça-feira – é que ele expõe as suas “metamorfoses”. Os 84% de aprovação popular deixaram-no totalmente despreocupado com a possibilidade de ser prejudicado por alguma bobagem que fale ou mesmo por alguma das patranhas a que costuma recorrer em seus discursos cotidianos. Aos 63 anos, duas vezes titular da República, Lula ainda conserva, entalada, uma profunda compulsão de desforra da ordem social que o fez comer o pão que o diabo amassou, antes que conseguisse dar a volta por cima como nenhum outro brasileiro que tivesse passado pelas mesmas adversidades.

Leia mais aqui.

Written by Abobado

fevereiro 12th, 2009 at 7:55 am

ACM Neto é escolhido por aclamação para a 2ª vice da Câmara

leave a comment

ACM Neto: Esse é galo de briga. Deus queira que continue lutando e criticando as sacanagens no governo e na Câmara

Por aclamação, a bancada do DEM na Câmara escolheu o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) para a segunda vice-presidência da Casa, em substituição ao deputado Edmar Moreira (DEM-MG). O vice-presidente exerce também a função de corregedor da Câmara. A cúpula do DEM articulava um nome que tivesse aceitação e respeito na Casa.

O nome do deputado Vic Pires Franco (DEM-PA), que perdeu a disputa no plenário, na semana passada, para Edmar Moreira, foi considerado arriscado. Assim como outros nomes na Câmara, o temor é que no voto secreto, deputados que elegeram Edmar Moreira resolvessem fazer um ato de desagravo ao parlamentar e não aprovassem o nome indicado pelo DEM.

A escolha de ACM Neto pelo DEM deve por fim à proposta de separar a corregedoria da segunda vice-presidência. O DEM não aceita essa divisão. Estadão Online

Written by Abobado

fevereiro 10th, 2009 at 2:13 pm