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Archive for the ‘Enchentes em Santa Catarina’ Category

Enchentes no Rio de Janeiro: Teresópolis e Nova Friburgo confirmam mais mortos; 508 morrem na região serrana

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altCatástrofe no Rio de Janeiro: Chuva que atingiu Nova Friburgo danificou teleférico e soterrou parte de um hotel

Balanços divulgados na noite desta quinta-feira pelas prefeituras de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Sumidouro informam que mais pessoas foram encontradas mortas nas cidade durante as buscas após os temporais que atingiram a região serrana do Rio.

A cidade mais afetada é Nova Friburgo, onde os mortos chegaram a 225. Com isso, o total de mortes – em cinco municípios da região – chega a 508.

A Defesa Civil de Nova Friburgo informou hoje que número de mortos na cidade deve aumentar, uma vez que ainda há pessoas soterradas e são mínimas as chances de encontrar sobreviventes.

A presidente Dilma Rousseff sobrevoou nesta quinta-feira as áreas afetadas e afirmou que momento vivido pelos moradores da região serrana é "dramático" e que as cenas que presenciou são "muito fortes".

O governador Sérgio Cabral (PMDB) voltou a culpar as prefeituras das cidades da região serrana pelo incentivo à moradia em áreas de risco. "Lamentavelmente, o que nós tivemos em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, da década de 1980 pra cá, foi um problema muito semelhante com o que ocorreu na cidade do Rio, que é a desgraça do populismo. Deixar a ocupação pelos mais pobres das áreas de risco", disse. Cabral disse que, apesar de haver mortos que estavam em casas de alto padrão, a maior parte das vítimas são "pessoas humildes".

Os bombeiros afirmam que uma das maiores dificuldades encontradas pelas equipes de regaste na região serrana do Rio é a falta de comunicação, já que os telefones e a internet estão com problemas. Outra dificuldade enfrentada pelas equipes de resgate é em relação aos acessos em algumas partes das cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

Saques e buscas

A Folha conseguiu chegar ao alto de Teresópolis de helicóptero. Corpos aguardavam resgate. Cães cheiravam os sacos. Moradores conferiam se havia a algum parente.

"Pode faltar saco, só temos 50", disse um guarda responsável pelo resgate dos corpos.

Um oficial de bombeiros diz que "dúzias de corpos" estão entre o alto, onde havia mais de 200 casas, e o campo de futebol. Nenhum helicóptero havia pousado no local até 16h. Um oficial disse que a demanda era grande. Voluntários dizem que houve saques de bens deixados em meio aos escombros.

IML

O grande número de corpos no IML (Instituto Médico Legal) de Teresópolis obrigou as equipes de técnicos a adotar o reconhecimento dos mortos por meio de fotografias. Cerca de 50 pessoas estão concentradas em frente ao prédio do IML, em busca de parentes desaparecidos.

As fotos dos rostos dos mortos são mostradas pelos peritos a quem busca informações. Só entram no prédio os parentes que reconheceram vítimas por meio das fotografias. O prédio do IML funciona ao lado de uma delegacia de polícia e tem capacidade para receber apenas seis corpos. Até as 12h de hoje já tinham dado entrada 147 corpos. Outro prédio, em frente à delegacia, teve que ser requisitado para receber corpos. Folha Online

Defensoria Pública de Teresópolis libera lista parcial de mortos

Foto: Rafael Andrade – FolhaPress

Enchentes em Santa Catarina: Deputados aprovam auxílio de R$ 415 às vítimas

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Deputados estaduais votam Auxílio Reação para vítimas das enchentes

Deputados estaduais de Santa Catarina aprovaram nesta tarde o benefício Auxílio Reação, pago às vítimas das enchentes ocorridas no Estado durante o mês de novembro. Editada pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), a medida provisória criou uma bolsa de R$ 415, durante seis meses, às famílias que tiveram as casas atingidas pelas chuvas. O valor será pago com os R$ 28 milhões em doações depositados nas contas criadas pela Defesa Civil.

Em sessão que contou até mesmo com protesto de policiais militares que estavam em greve, a medida provisória foi votada em regime de urgência. A aprovação foi marcada pelas duras críticas de oposicionistas, que queriam estender o pagamento às famílias que permanecem em abrigos.

A bancada do PT protestou duramente ao ter emendas rejeitadas pela base governista. O partido tentava estender o benefício às 5 mil vítimas da enchente que permanecem em abrigos espalhados pelo Estado. Pela medida provisória do governo, só têm direito ao benefício as pessoas que estão alojadas em casas de familiares ou alugaram novas moradias.

"Temos que ajudar também quem está nos abrigos a reconstruir sua vida. Muitos deles foram vítimas de deslizamentos e não têm mais casas e nem mesmo terreno para construir", afirmou a deputada Ana Paula Lima (PT), presidente do Fórum dos Atingidos pela Enchente. "Acredito que o governador deva retornar às cidades atingidas para viabilizar uma nova estratégia de atendimento a essas vítimas".

Os governistas alegam que as vítimas que permanecem nos abrigos teriam a alimentação e assistências custeadas pelo Estado. Notícias Terra

Comentário: Até agora os governos (federal e estadual) não entraram com nenhum centavo para ajudar diretamente as vítimas das enchentes. Fazem festa e estardalhaço achando que estão fazendo algum favor ao liberar o Fundo de Garantia que é dinheiro do trabalhador e agora, para a concessão desse tal Auxílio Reação, vão utilizar o dinheiro que foi doado espontaneamente pela população para ajudar os atingidos pela catástrofe. Cumprimentar com o chapéu alheio é bom pra caramba. Também quero!

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dezembro 30th, 2008 at 4:23 pm

Enchentes em Santa Catarina – Menina acha R$ 20 mil em casaco recebido como doação e avô devolve ao dono

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Casaco seria repassado a outros desabrigados, porque a roupa era muito fina para o estilo de vida da família, disse Daniel Manoel da Silva

A menina Daniele Maria Annater, 5 anos, queria apenas brincar com o casaco de couro e pele antes que ele fosse colocado junto ao monte de roupas que seria repassado a outros desabrigados. A família recebeu o casaco como doação depois de perder tudo na localidade de Alto Baú, em Ilhota, no Vale do Itajaí, mas nem a mãe nem as tias da menina se interessaram pelo peça. Quando vestiu o casaco, Daniele teve uma surpresa. Encontrou R$ 20 mil escondidos na manga.

Assim que pegou o dinheiro, o avô da menina, Daniel Manoel da Silva, 58 anos, foi atrás do doador, que é morador de Concórdia, município no Meio-Oeste catarinense, para devolvê-lo.

— Se o dinheiro fosse entregue nas minhas mãos, teria aceitado com certeza, pois agora precisamos. Mas é uma questão de criação, fui educado assim e estou com a consciência limpa — contou seu Daniel, que foi presenteado com R$ 1 mil pela honestidade.

O agricultor, que plantava cana e fabricava cachaça artesanal, disse que iriam dar o casaco para outras pessoas que também tinham perdido tudo, pois era uma roupa muito fina para o estilo de vida deles.

No último mês, muita coisa mudou na vida da família de seu Daniel. No domingo, 23 de novembro, a casa nova da famíla foi encoberta pela lama e cinco familares morreram soterrados: Luis Paulo Hostim, 17 anos, João Pedro Silva, um ano e oito meses, Joana Maria Annater, sete meses, Nelson Galdino da Silva, 62 anos, e Maria Tatiana Hostim, sete meses.

Isabel Cristina da Silva, filha de Daniel, que foi contratada como modelo

Pai de modelo

Apesar da tristeza pela perda da casa e dos parentes, seu Daniel foi presenteado com a contratação de sua filha por uma agência de modelo de São Paulo. O book de Isabel Cristina da Silva, de 17 anos, foi descoberto na lama pelo jornalista Caco Barcellos, quando ele esteve na região do Morro do Baú para mostrar a tragédia que se abateu sobre o Vale do Itajaí. ClicRBS

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dezembro 17th, 2008 at 12:05 am

Enchentes em Santa Catarina – Defesa Civil contabiliza danos provocados pelas últimas chuvas

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Detalhe da barreira que caiu próximo ao condomínio Nova Cidade, em Palhoça, Grande Florianópolis

As chuvas de segunda-feira (15) e da madrugada desta terça-feira (16) trouxeram mais prejuízos em, pelo menos, seis municípios de Santa Catarina. Conforme registro no Departamento Estadual de Defesa Civil (Dedc), a cidade mais afetada é Palhoça, onde mais de dez bairros enfrentam alagamentos. De acordo com relatório divulgado pela Defesa Civil no início da noite desta terça-feira, só a cidade de Joinville já soma 20 mil desalojados.

Em Palhoça, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil atendeu ocorrências de alagamentos de ruas e casas nos bairros Frei Damião, Ponte de Imaruí, Pedra Branca, Eldorado, Centro, Rio Grande e Brejarú. Nos bairros Passa Vinte, Jardim das Palmeiras e Bela Vista foram registrados deslizamentos. No Passa Vinte, 32 apartamentos de um condomínio residencial foram evacuados, por medida de segurança. Entre as pessoas que deixaram os apartamentos, cerca de seis famílias foram alojadas em um abrigo no bairro Bela Vista, no Centro Educacional Dom Jaime Câmara, antiga Fucabem. As famílias abrigadas em salões de festa continuam no local. A Defesa Civil municipal ainda não repassou o número de pessoas que foram retiradas de suas residências.

No município de São José, a chuva provocou alagamentos nos bairros Sertão do Imaruim, Forquilhinha, Picadas do Sul e Flor de Nápolis. As pessoas que tiveram que deixar suas casas devido aos riscos de deslizamentos ou alagamentos já retornaram no fim da tarde desta terça-feira (16). Não há desabrigados no município.

Pelo menos oito bairros foram afetados pelas chuvas fortes em Joinville, onde, conforme informações repassadas ao Dedc pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar Ambiental, há 20 mil pessoas desalojadas, 120 desabrigadas e cerca de 250 mil afetadas. No município foram 7 mil residências danificadas e 3 totalmente destruídas. Defesa Civil/SC

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dezembro 16th, 2008 at 8:34 pm

Enchentes em Santa Catarina – Defesa Civil alerta para novos deslizamentos

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Florianópolis – Parte do barranco cedeu no Morro da Caixa, próximo à via expressa

Para as próximas 12 horas, a Epagri/Ciram mantém a previsão de tempo instável com céu encoberto e chuva persistente ao longo do dia, na região Leste do estado.  

A chuva poderá ser de intensidade moderada a forte em alguns momentos. O acumulado deve variar entre 40 e 60 mm, entre a Grande Florianópolis e o Vale do Itajaí; e de 50 a 80 mm na região próxima a Joinville, podendo provocar mais problemas de alagamentos e deslizamentos.  

De acordo com os meteorologistas da Epagri/Ciram, o total de chuva acumulada nas últimas 12 horas, que foi de 179mm,  já superou a média mensal de 172mm, no município de São José.

Diante das previsões, o Departamento de Defesa Civil (DEDC) recomenda a atenção da população devido aos riscos de deslizamento e mais alagamentos. Para garantir a segurança das pessoas, especialmente nas áreas de encostas e morros, a Defesa Civil solicita que qualquer sinal de deslizamento, como inclinação de árvores, movimentação do solo ou rachaduras, seja imediatamente comunicado à Defesa Civil do município, através do 199. No caso de alagamento, a população deve evitar o contato com a água, já que pode estar contaminada e provocar doenças. Também é aconselhável não dirigir em lugares alagados. 

“É importante que a população fique atenta e que no caso de risco atenda às recomendações da Defesa Civil. Muitas pessoas morreram soterradas porque não obedeceram as determinações técnicas e permaneceram em regiões de risco”, ressalta Alves. Defesa Civil/SC

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dezembro 16th, 2008 at 11:29 am

Enchentes em Santa Catarina – Após furtos, empresa distribuirá donativos

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Donativos chegam à Central de Distribuição da Vila Germânica – Blumenau

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau vai contratar uma empresa de logística para distribuir donativos às vítimas das enchentes. A medida foi tomada após a divulgação de imagens pela RBS TV em que voluntários e integrantes do Exército apareceriam furtando roupas e mantimentos em um centro de triagem que funciona no Parque Vila Germânica, em Blumenau.

Nas imagens, divulgadas na noite de ontem, mulheres que trabalhavam como voluntárias no centro escolhiam peças de roupas que supostamente levariam para casa. Uma delas saiu do pavilhão com um carrinho de supermercado cheio.

A gravação também mostra soldados que descarregavam um caminhão de donativos pegando roupas, tênis e experimentando chapéus. De acordo com as imagens, eles colocaram tudo dentro das bolsas saíram com duas mochilas cheias. Conforme a reportagem, eles pertencem ao 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau.

De acordo com Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, que abrange as cidades de Blumenau, Gaspar, Pomerode, Luiz Alves e Ilhota, um Boletim de Ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade por furto. Além do boletim, outra medida tomada foi a transferência da central de donativos para outro local.

Apesar da contratação de mão de obra especializada para fazer a distribuição dos donativos, o trabalho voluntário ainda é aceito, informou a secretaria. Os casos registrados foram tratados como "isolados" e serão investigados. A empresa de logística deverá iniciar o trabalho ainda nesta semana, por tempo indeterminado.

De acordo com a reportagem exibida pela RBS TV, o comandante do 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau afirmou que os soldados envolvidos serão investigados por uma sindicância, que tem 20 dias para ser concluída. Redação Terra

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dezembro 15th, 2008 at 5:58 pm

Enchentes em Santa Catarina – RBS TV flagra furto de donativos em Blumenau

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[vimeo 2533213]

Uma reportagem veiculada pela RBS TV na noite deste domingo mostrou voluntários e soldados do Exército que trabalham na Vila Germânica, em Blumenau, no Vale do Itajaí, furtando roupas e mantimentos doados para às vítimas da enchente que atingiu Santa Catarina. As imagens mostraram pessoas saindo com o carro cheio de donativos.

Os furtos ocorreram no Pavilhão 1 do Parque Vila Germânica, que é administrado pelo governo catarinense. O local funciona como uma central de triagem de produtos doados do Brasil inteiro.
Havia duas maneiras de levar o material destinado aos flagelados das cheias. A primeira ocorria logo que os caminhões chegavam com os donativos. Os soldados descarregavam os produtos e empurravam para um monte. Outro grupo experimentava o material e, se servisse, colocava dentro de mochilas. Em seguida, saíam normalmente com mochilas cheias.

O grupo aparece pegando roupas, tênis e outros objetos. Cada um sai com pelo menos duas mochilas cheias. O outro grupo que furtava os donativos eram os voluntários e os conhecidos deles. Eles chegavam de carro e selecionavam o que agradava. Diário Catarinense

Comentário: A falta de controle, a desorganização e a desonestidade de pessoas descompromissadas com a solidariedade dão margem a esse tipo de atitude. O que se verifica nessa matéria da RBS é a pontinha de um grande iceberg. Não mudou nada em relação às enchentes anteriores que assolaram o Estado de Santa Catarina. Por diversas oportunidades tenho utilizado o chat da CBN/Diário (programa Notícias na Manhã apresentado por Mário Motta) sugerindo que a Defesa Civil coloque em seu site um relatório de todas as doações feitas em dinheiro, a forma de aplicação desses recursos, quem pagou, quem recebeu, o que foi adquirido, os comprovantes fiscais, enfim, tudo o necessário para que a grande parte desses recursos fruto de doações cheguem aos seus reais destinatários. Olho bem aberto com relação aos nossos “despretensiosos” políticos. Esses são os verdadeiros “urubus” do dinheiro e das ações voltadas ao auxílio das pessoas que atravessam tão difíceis tempos!

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dezembro 15th, 2008 at 11:21 am

‘Nação Catarina’ – A música da solidariedade

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População do Morro do Baú Baixo recebe donativos – Luiz Alves, 28/11/2008

Bruno Marlos me envia letra e música de uma canção composta por ele que faz uma homenagem à terra e ao povo de Santa Catarina cruelmente atingidos pelas enchentes do mês de novembro.

A música é linda, de uma pureza e simplicidade raras. Nela a gente sente bater forte o coração de todos os catarinenses.

Bruno Marlos, que não conheço pessoalmente, deixa para vocês o seu presente, a sua solidariedade.

Nação Catarina

Parecia mesmo uma menina
Colhendo migalhas
Como quem colhe um pomar

A água veio numa grande madrugada
Hoje não restou mais nada
Nem ao menos o seu lar

Força de gigante
Olhar de gente grande
Querendo me ensinar
Que do fim, se chega ao começo
Isso foi só um tropeço
Que te fez levantar

Tratando de juntar os pedaços
Riscou no barro uns poucos traços
Começou a sorrir

Contagiados por aquela menina
De nome Catarina
Nunca hão de desistir

Força de gigante
Olhar de gente grande
Querendo me ensinar
Que do fim, se chega ao começo
Isso foi só um tropeço
Que te fez levantar

Clique aqui para ouvir ou baixar a música

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dezembro 5th, 2008 at 6:52 pm

Florianópolis – Deinfra vai fazer desvio na SC-401

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Florianópolis, SC-401 – Homens trabalhando na detonação de pedras que obstruem a estrada

O Departamento Estadual de Infra-estrutura (Deinfra) irá fazer um desvio na SC-401, rodovia que liga a região central de Florianópolis às praias do Norte da Ilha. A estrada está bloqueada no km 14 por causa da queda de uma grande barreira. A informação é do responsável pela desobstrução da rodovia, o engenheiro Cléo Quaresma, superintendente do Deinfra na Grande Florianópolis.

Hoje o tráfego é desviado pelo Caminho dos Açores, cortando a área urbana do distrito de Santo Antônio de Lisboa. A construção do novo desvio, ao lado da pista da SC-401, tem o objetivo de liberar o trânsito de veículos a construção de um muro de contenção da encosta que desmoronou.

— Provavelmente ,para passar a temporada, nós teremos que conviver com esse desvio. As soluções para o corte que deslizou vão demandar muito tempo de implantação e são complexas — disse Quaresma.

Por enquanto, os veículos podem dar uma grande volta pelo bairro Rio Vermelho ou passar pelo Caminho dos Açores, no bairro Santo Antônio de Lisboa. A travessia leva até duas horas em horários de pico, gerando revolta dos motoristas e usuários do transporte coletivo.

A liberação da pista está prevista inicialmente para o dia 14 de dezembro. Com o desvio, que consistirá em uma mudança no traçado da SC-401, há a possibilidade de que o tráfego seja liberado antes do prazo, segundo o engenheiro.

Cléo Quaresma acredita que o caminho alternativo vai resolver o problema de congestionamentos na região e garantir a segurança dos motoristas caso aconteçam novos deslizamentos na área em que ocorreu o primeiro.

— O desvio vai fazer com que o usuário da rodovia trafegue com mais segurança nesse trecho e provavelmente não vai impedir que as obras de contenção da encosta venham a ser construídas no decorrer dos meses de janeiro e fevereiro. O projeto que vai definir como será o desvio ainda está sendo estudado.

— Nós estamos estudando ainda uma maneira de viabilizá-lo com rapidez, conforme determinação do doutor Romualdo (Romualdo França, secretário da Infra-estrutura), mas ainda não temos uma solução. A limpeza está num ritmo bom, estamos com quatro escavadeiras e quem sabe até o fim da semana temos um novo posicionamento. Isso vai depender do que nós acharmos de rocha pelo caminho.

De acordo com o engenheiro, não há falta de máquinas ou de pessoal para os trabalhos. Entre as dificuldades para a liberação da pista estão o desmonte de rocha, que está misturada com terra e lama, e a proximidade do ponto de deslizamento com residências e uma adutora da Casan. ClicRBS

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dezembro 5th, 2008 at 12:04 pm

Enchentes em Santa Catarina – Tragédia não poderia ter sido evitada, diz secretário

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Blumenau, Vale do Itajaí, 26/11/2008

As fortes chuvas e os inúmeros desabamentos que assolaram o estado de Santa Catarina não foram previstos e, por isso, não poderiam ter sido evitados, segundo o secretário de Planejamento Urbano de Blumenau, Walfredo Balistieri. Ele admite, no entanto, que os casos mais graves ocorreram em regiões que sofreram a ação do homem. “O fenômeno é muito maior do que apenas a regularização fundiária. É uma somatória de problemas”, resumiu.

Ao contrário do que disse o engenheiro Juliano Gonçalves, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (AEAMVI), o secretário afirma que não recebeu nenhuma comunicação a respeito do volume de chuvas que atingiria a cidade e nem documentos que tratassem dos riscos de desabamentos. “Acho que está havendo uma confusão entre ocupação de área irregular com a catástrofe, com a quantidade incalculável de chuvas”, alegou. “Acho que ele está invertendo algumas situações”, ponderou.

Segundo Balistieri, todos os geólogos e meteorologistas consultados pela prefeitura, o que inclui profissionais das regiões Sul e do Sudeste do país, afirmaram que não era possível prever tamanho índice pluviométrico para a região. “Se ele [Gonçalves] tivesse essas informações, isso nos ajudaria muito”, ponderou.

Outro argumento utilizado pelo secretário para justificar sua posição é que os desabamentos aconteceram também em áreas que não sofreram intervenções do homem. Segundo ele, verdadeiras barreiras desabaram no parque nacional que fica ao sul da cidade e que não tem qualquer intervenção do homem. 

Moradias irregulares

Em entrevista concedida pelo telefone ao G1, o secretário afirmou que dos 300 mil habitantes de Blumenau, cerca de 60 mil vivem em situação de área irregular, invasão ou área de risco.

Segundo ele, ações para minimizar o problema já estavam no programa de governo da prefeitura antes mesmo do desastre. Prova disso, segundo ele, é a criação da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação e também diversos estudos realizados pela atual administração para essas áreas.

Mas, para ele, este não é um problema que pode ser resolvido em “apenas um ou dois anos”. Segundo Balistieri, a regularização fundiária é um problema que existe há quase 50 anos na cidade e que levará um certo tempo para ser solucionado. “É um trabalho muito grande, que envolve orçamento muito alto”, justificou.

Entidades avisaram autoridades sobre riscos em Blumenau

Edição de junho e outubro do jornal da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí, que alertava para o risco de catástrofe

O engenheiro Juliano Gonçalves, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (AEAMVI), disse ao G1 que 90% da catástrofe causada pelas enchentes em Santa Catarina poderia ter sido evitada se as autoridades tivessem ouvido os alertas das entidades técnicas. Segundo ele, alertas de riscos foram feitos – e ignorados – ao longo de todo o ano.

Gonçalves afirmou que inúmeros seminários sobre o tema foram realizados e contaram com a participação de representantes do governo local. Portal G1

Indicação de leitura: Valmir Martins

Clique aqui para ter acesso ao Jornal da AEAMVI completo

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dezembro 4th, 2008 at 5:08 pm