Abobado

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Ah, que meninos travessos

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Sandro Vaia

Aloprado, para o Houaiss, é amalucado, adoidado, desatinado. Aloprado, para Lula, é o companheiro de partido que faz umas travessuras, algumas molecagens inconseqüentes, com o objetivo final de favorecer o partido a quem o destino encarregou de representar o bem na eterna luta contra o mal.

Que mal pode haver no ato de juntar dinheiro (sem explicar-lhe a origem, claro) para comprar um dossiê onde supostamente se comprovam atos desabonadores de um adversário político numa campanha eleitoral? Tudo vale a pena, ainda que a grana não seja pequena, se for para o bem do partido do bem.

O então presidente foi condescendente com seus correligionários como um pai que finge puxar a orelha do filho que pisou no rabo do gato. Não condenou o ato em si, mas a maneira aloprada como o executaram, sem tomar cuidado para não se deixarem apanhar. Nenhuma palavra contra o ato em si, mas contra a maneira desastrada de fazê-lo.

Aliás, em uma de suas manifestações mais recentes, o ex-presidente Lula disse que todas as vezes em que o PT se meteu em enrascadas ético-morais-operacionais foi por “falta de unidade”. E em razão disso, fez um apelo não em defesa da ética, mas em defesa da união.

Com união, ninguém se deixa apanhar em flagrante. O partido acima de tudo. Da ética inclusive, se necessário for.

Ao fazer uma exposição nesta semana perante a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro de Ciência e Tecnologia Aloízio Mercadante, que foi acusado pelo seu companheiro de partido Expedito Veloso, em gravação reproduzida pela revista Veja, de ter participado diretamente (como parte interessada, visto que era candidato a governador do Estado, concorrendo com José Serra, que acabaria eleito) da montagem da operação de compra do suposto dossiê, fez o que todos os seus correligionários costumam fazer quando apanhados com a boca na botija: negou tudo.

O ministro recorreu ao passado, quando o STF não encontrou indícios para julgá-lo pela participação na compra do dossiê e solenemente ignorou o fato novo, que era justamente a gravação do “desabafo” do correligionário divulgada pela revista.

E foi além. Tentou dar um tom épico à empreitada. Referindo-se à época da ditadura, disse:

“Naquele período, quem estava dentro de uma organização achava que tinha o direito de fazer o que tivesse de fazer para cumprir seu papel histórico”. Os militantes do PT, segundo ele, achavam que estavam cumprindo uma “missão heróica” no caso do dossiê.

Esqueceu de pequenos detalhes. Primeiro: aquele período, ao qual ele se referiu, já acabou há mais de 20 anos. De lá para cá já houve seis eleições diretas para a Presidência da República. Segundo: comprar ilegalmente com dinheiro ilegal um dossiê falso contra um adversário político está mais perto de um crime eleitoral do que de uma “missão heróica”.

Resumo da versão oficial, que irá para o registro da História e para os anais morais do PT: o dossiê foi apenas um desatino de uns amalucados que achavam estar cumprindo um papel histórico. E não se fala mais nisso.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”.

Opinião do Estadão: A ”missão heroica” dos aloprados

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O ministro petista da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, invocou matreiramente o passado para se defender das acusações do companheiro Expedito Veloso, publicadas pela revista Veja, que reabriram o escândalo dos aloprados – a sórdida tentativa de vincular o candidato tucano ao governo paulista em 2006, José Serra, a um negociante envolvido com a chamada máfia das ambulâncias. A ideia era divulgar um dossiê que comprovaria a suposta vinculação, para tentar impedir a vitória de Serra, que afinal se consumou, sobre o seu adversário do PT, o mesmo Mercadante.

Deu tudo errado, como se sabe – daí o termo pejorativo que o então presidente Lula utilizou para ridicularizar, sem porém condenar, os operadores da armação. Eles foram apanhados pela Polícia Federal com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo para comprar a documentação fajuta. Mercadante nega até hoje que soubesse da tramoia ou a tivesse autorizado – não obstante o seu condutor fosse ninguém menos do que o braço direito do petista na campanha, Hamilton Lacerda, de quem se livrou mais do que depressa. O caso parecia destinado ao abarrotado arquivo morto das baixezas políticas nacionais, quando, no fim da semana atrasada, vieram a público as afirmações incriminadoras sobre Mercadante.

Ex-diretor do Banco do Brasil, atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do governo do Distrito Federal, Expedito Veloso, em conversas que não sabia estarem sendo gravadas e que considerou “um desabafo”, disse que o hoje ministro participou pessoalmente da decisão de comprar o material que poderia mudar o rumo da eleição estadual, pela desmoralização do favorito Serra. Ainda segundo Veloso, Mercadante até teria se incumbido de obter uma parte da dinheirama junto ao chefe peemedebista Orestes Quércia; em troca, ele ficaria com um naco de um eventual governo petista em São Paulo. O político peemedebista faleceu em dezembro último.

Escaldado pela sina do ministro Antonio Palocci, defenestrado do Planalto por ter tardado a explicar o seu súbito e fabuloso enriquecimento – e, quando o fez, não convenceu -, Mercadante tomou ele próprio a iniciativa de aproveitar uma exposição na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, anteontem, para contestar a versão de Veloso. Foi então que buscou arrimo no passado. De um lado, ao invocar o parecer da Procuradoria-Geral da República, segundo o qual não havia no inquérito dos aloprados “um único elemento” que o ligasse ao esquema, razão por que o Supremo Tribunal Federal mandou arquivar o caso.

De outro lado, para culpar a ditadura pela propensão dos companheiros, passadas duas décadas da redemocratização, a fazer literalmente qualquer negócio para vencer os embates políticos. “Naquele período” – e ele certamente se referia à luta armada contra a ditadura – teorizou o ministro, “quem estava dentro de uma organização (achava que) tinha direito de fazer o que tivesse de fazer” para cumprir o seu “papel histórico”. Assaltar bancos, assassinar adversários, assim como sequestrar embaixadores eram as “missões heroicas”. Já nos tempos do PT funcionando como oposição em pleno regime democrático, a “missão heroica” passou a ser as “caixinhas”, nos governos municipais conquistados pelo partido, para financiar a conquista legal do poder central.

Finalmente, conquistado o poder central, a mesma mentalidade leva os petistas a crer que têm “uma missão heroica para fazer”, em defesa do partido “criminalizado pela imprensa”. Essa – segundo Mercadante – teria sido a gênese do frustrado contra-ataque do dossiê antitucano.

Ou seja, ele recorre a decisões judiciais datadas para se inocentar e constrói uma teoria estapafúrdia para não parecer que está condenando a companheirada. Acredite quem quiser que, no lamaçal do dossiê, ele foi o único a se manter limpo, pela elementar razão de que ignorava o que se passava no centro de sua campanha. Se soubesse, vai sem dizer, enquadraria os heróis aloprados sem pestanejar. Por que então não processa logo o seu acusador, em lugar de remeter a decisão para quando “acabar de apurar tudo o que aconteceu”?

Serra acusa Mercadante e cobra reabertura de investigação sobre aloprados

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Segundo ele, a entrevista concedida à ‘Veja’ pelo petista Expedito Veloso, apontando Mercadante como ‘mentor intelectual’ da tentativa de compra do dossiê contra Serra, respalda a reabertura das investigações

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) cobrou hoje a retomada das investigações do episódio que ficou conhecido como "dossiê dos aloprados" na campanha eleitoral para a prefeitura de São Paulo de 2006. Ele acusou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de coordenar a tentativa de compra de um dossiê contra ele e afirmou que os novos fatos revelados pela revista Veja viabilizam a reabertura do caso.

"Passaram-se cinco anos que um milhão e 700 mil reais foram apreendidos (pela Polícia Federal) e até hoje não se sabe a origem desse dinheiro. O processo foi coordenado pelo então candidato ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, isso todo mundo sabe, inclusive as paredes", afirmou o tucano.

Segundo ele, a entrevista concedida à Veja pelo petista Expedito Veloso, apontando Mercadante como o "mentor intelectual" da tentativa de compra do dossiê contra Serra, respalda a reabertura das investigações. "Agora não só as paredes sabem, como um integrante do PT deu uma entrevista (à revista) falando desse envolvimento do atual ministro da Ciência e Tecnologia no caso", cobrou.

Em entrevista à Veja, Expedito Veloso, um dos petistas envolvidos no caso, afirmou que o ministro era um dos responsáveis por arrecadar parte do R$ 1,7 milhão que seria usado para a compra de informações e acabou apreendido pela Polícia Federal às vésperas da eleição. Ainda segundo Veloso, o dinheiro teria sido arrecadado em parceria com o ex-governador de São Paulo e presidente regional do PMDB, Orestes Quércia, que morreu em dezembro. Estadão Online

Oposição obtém acordo e Aloprado falará à Câmara

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Convite ao ministro será aprovado na quarta-feira, na Comissão de Fiscalização e Controle. Governo cedeu para evitar a repetição dos erros do caso Palocci

Depois da derrubada de um requerimento de convocação do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a oposição conseguiu um acordo com a base aliada: na próxima quarta-feira, a mesma comissão vai aprovar um convite (e não mais uma convocação) para que Mercadante compareça e fale sobre o Dossiê dos Aloprados. PT e PMDB se comprometeram a votar pela aprovação do pedido. Mercadante deve, assim, falar à Câmara sobre o caso.

"Está acordado. Nós aprovaremos o convite", diz o líder tucano na Casa, Duarte Nogueira (SP). De um lado, a oposição sai vitoriosa porque consegue levar o petista à Câmara, o que dificilmente conseguiria fazer em uma disputa no voto. De outro, o governo evita o desgaste de ter um ministro obrigado a dar explicações ao Congresso e tenta dar ao episódio o aspecto de uma prestação de contas voluntária de Mercadante.

Ainda havia dois requerimentos de convocação do ministro aguardando votação, nas comissões de Segurança Pública e de Ciência e Tecnologia. Com o acordo, o PSDB aceitou retirar os pedidos. O acerto mostra o temor do governo de que o caso tivesse o mesmo desfecho que levou à queda de Antonio Palocci: blindado pela base aliada, o então braço-direito de Dilma Rousseff se recusou a comparecer ao Congresso e foi vítima do próprio silêncio.

Na terça-feira, Mercadante foi ao Senado, onde falou à Comissão de Assuntos Econômicos. O assunto em pauta era outro, mas a base aliada trouxe o caso do dossiê à tona para esvaziar os pedidos de convocação da Casa vizinha. Como a oposição não deu sinais de que iria desistir, o governo achou melhor negociar.

Próximos convocados

A oposição ainda deve insistir na tentativa de levar ao Congresso Expedito Veloso, o petista que delatou o envolvimento de Mercadante no esquema, conforme revelou VEJA. Mas a prioridade agora é ouvir explicações da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também alvo de requerimentos de convocação. VEJA mostrou que a petista ajudou a repassar o falso dossiê contra tucanos à imprensa. Os oposicionistas seguirão com as tentativas de convocação da petista, mas já de olho em um possível acordo, como aconteceu com Mercadante e como aconteceria com Palocci se ele tivesse durado mais alguns dias no cargo. A tática é endurecer o jogo e forçar o governo a negociar.

No caso de Ideli, entretanto, a situação é mais difícil: o governo não quer expor a articuladora do governo, recém-nomeada. E dificilmente aceitaria levá-la ao Congresso para falar sobre o Dossiê dos Aloprados. A oposição ainda tem outra aposta: quer ouvir Serys Slhessarenko, a ex-senadora e ex-petista que também foi vítima dos aloprados em seu próprio estado, por obra do hoje senador Blairo Maggi (PR-MT). Serys já deu sinais de que quer falar. E a mágoa da ex-senadora com o PT, de onde foi expulsa, pode pesar contra o governo no depoimento.

Aloprados

Reportagem de VEJA mostrou como Mercadante, ao lado do ex-governador Orestes Quércia, foi o responsável pela compra do falso dossiê contra o tucano José Serra em 2006. A confissão veio de Expedito Veloso, petista que participou do esquema e hoje é secretário no governo do Distrito Federal. Veja Online

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Sem convencer

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Merval Pereira, O Globo

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, não deixou muitas saudades entre seus colegas no Senado com sua maneira arrogante de agir e suas vacilações políticas. Recentemente, em uma solenidade em Brasília, teve um desentendimento com o senador Antonio Carlos Valadares, do PSB de Sergipe, exigindo que lhe cedesse sua cadeira por se tratar de um ministro de Estado. Valadares não cedeu, e comentou depois que faltavam votos para o petista impor sua vontade.

Derrotado pela segunda vez para o governo de São Paulo, Mercadante ganhou de consolação o Ministério da Ciência e Tecnologia, que era um feudo político do PSB, e agora está às voltas com as críticas de um importante aliado do Planalto.

Ontem, no depoimento da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde tentou negar sua participação no episódio do dossiê dos aloprados contra José Serra na eleição de 2006, Mercadante se viu novamente diante de críticas do senador Francisco Dornelles, do PP do Rio.

Ele fez questão de avisar a Mercadante que não apoiaria um pedido de investigação a seu respeito, diferentemente do que fizera Mercadante quando José Sarney e Renan Calheiros, aliados do PMDB, estiveram sob fogo cruzado da oposição e o petista, líder do governo no Senado, piscou.

Na votação para salvar Renan Calheiros da cassação no plenário do Senado, ele se absteve e deu o sinal para que sua bancada seguisse o caminho que aparentemente era o mais fácil para cumprir as determinações do Planalto e não sujar as mãos publicamente.

Não ganhou o reconhecimento de Renan Calheiros, e perdeu credibilidade diante dos seus eleitores.

De outra vez, quando tentou uma manobra mais coerente com seu discurso e anunciou sua renúncia "irrevogável" em protesto contra a defesa do senador José Sarney pelo governo, a direção nacional de seu partido passou por cima dele como um trator, desautorizando-o publicamente, seguindo orientação pessoal do então presidente Lula.

Diante da reação pessoal de Lula, e depois de uma conversa de 5 horas com o então presidente, Mercadante deu o dito por não dito e revogou a irrevogabilidade de seu ato.

A versão de Mercadante, de que fora uma conversa "amiga e franca, relembrando momentos históricos dos últimos 30 anos", segundo versão mais crua vazada por fontes do próprio partido fora, na verdade, um "puxão de orelhas" do presidente Lula em seu pupilo, a quem teria dito: "Não dá para vacilar diante do primeiro embate. As alianças têm duas mãos".

O episódio dos aloprados na eleição de 2006, em que um grupo de petistas comprou dossiês contra José Serra, então seu adversário ao governo de São Paulo, e Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência, já marcara sua vida política, pois seu principal assessor era o comandante da operação ilegal que ele alega até hoje ter sido montada à revelia.

Pois, como disse o senador Dornelles, "nada como um dia depois do outro". Mercadante, segundo revelação do burocrata petista Expedito Veloso, foi um dos líderes dos aloprados.

Quem se der ao trabalho de ouvir a gravação da conversa de Expedito com amigos petistas no site da revista "Veja", que divulgou a informação, verá que não há dúvida de que toda a operação partiu da necessidade de Mercadante de criar um fato político que levasse a disputa com Serra para o segundo turno, ocasião em que Orestes Quércia, que também financiou o dossiê, o apoiaria em troca de "um naco" do governo.

Expedito Veloso, hoje um assessor graduado do governo petista de Brasília, é didático na sua conversa gravada, e culpa Mercadante pelo fracasso da operação.

Segundo ele, se Mercadante não tivesse mentido dizendo que o dinheiro já estava todo arrecadado, Valdebran Padilha, um dos aloprados que foi a São Paulo juntamente com Hamilton Lacerda para comprar o dossiê, não teria sido preso.

Os aloprados, no entanto, tiveram que ficar quatro dias em São Paulo, e não duas horas como previsto, esperando que o dinheiro chegasse, e essa movimentação teria chamado a atenção da Polícia Federal.

Embora Mercadante afirme que a participação de Lacerda, seu braço direito na campanha, acontecera à sua revelia, Expedito, na conversa gravada, explica o raciocínio político por trás da compra do dossiê, ficando claro que a manobra correspondia a uma estratégia petista para beneficiar Mercadante.

Tanto é verdade que, na gravação, Expedito revela um "trabalho" anterior dos aloprados petistas, a divulgação de dossiês contra a ex-senadora petista Serys Slhessarenko e o tucano Antero Paes de Barros pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil, hoje secretário de Educação Especial do MEC, cujo sucesso os levou a arquitetar o plano contra Serra.

E explica a ligação: "O Valdebran (Padilha) foi coordenador financeiro do Abicalil".

O petista já tentara desqualificar a gravação obtida pela "Veja", alegando que Expedito emitira nota negando tudo.

O que Expedito diz na nota é que nunca revelou nenhum nome em seus depoimentos, o que pode ser verdade. Ele só citou Mercadante e os demais envolvidos na tramoia em conversas informais, que foram gravadas e cujo conteúdo ele confirmou ser verdadeiro.

Outra revelação, a de que a atual ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti, então líder do PT no Senado, participou de reuniões sobre o dossiê e ajudou a divulgá-lo extraoficialmente para alguns jornais, é desmentida pela metade.

Ideli admite que participou de reuniões no gabinete de Mercadante, com a presença de diversos dos aloprados, mas alega que o assunto era outro.

Com o governo dominando tão amplamente a Câmara e o Senado, dificilmente o assunto vai render. Resta a reabertura do processo pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, diante das novas evidências.

Delírio: Mercadante diz que aloprados cometeram crime para “destruir a corrupção”

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=70l7qROxnjI]

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visitou hoje (28) o plenário da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Questionado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) sobre quais foram as motivações de Hamilton Lacerda, seu coordenador de campanha em 2006, ao negociar a compra de um falso dossiê contra o tucano José Serra, o ministro declarou:

[Hamilton Lacerda] fez , porque essa militância acha que assim que destrói a corrupção. O sentimento era que o governo do PT estava sendo criminalizado pela imprensa. O governo do PT era sanguessuga. (…) Que a mídia não divulgava o que estava acontecendo e que eles tinham uma missão heroica pra fazer.

A fala de Mercadante está registrada no vídeo acima, além de um breve resumo sobre o penúltimo escândalo do governo Dilma, incluindo as declarações do ‘aloprado’ que acusou o ministro de patrocinar o crime.

Do site Implicante

Dossiê dos Aloprados: Aloizio Mercadante sai pela tangente

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Ministro foi convidado a falar sobre economia, mas escândalo dominou o debate. Apesar da pressão da oposição, ele esquivou-se de perguntas difíceis

Apesar de repetir à exaustão sua disposição em explicar as denúncias em que foi recentemente envolvido, o ministro da Ciência e da Tecnologia, Aloizio Mercadante, esquivou-se das perguntas difíceis em seu depoimento ao Senado, que terminou às 14h30 após quatro horas. Depois de o próprio Mercadante ter colocado o caso do Dossiê dos Aloprados em debate, a oposição resolveu partir para a ofensiva. O senador Alvaro Dias (PSDB) questionou se o ministro pretendia processar o delator do escândalo, Expedito Veloso, por calúnia, já que negava todas as acusações feitas pelo ex-diretor do Banco do Brasil.

Em gravação obtida por VEJA, Expedito diz que Mercadante era o principal arrecadador do dinheiro que pagaria um falso dossiê contra José Serra nas eleições de 2006. O ministro tentou ignorar a pergunta, mas, diante da insistência de Alvaro Dias, respondeu sem responder: "Eu nunca fiz contra a imprensa em toda a minha vida – contra a imprensa ou contra quem me caluniou ou me trouxe prejuízo. Mas posso fazer. Vou aguardar, vou verificar os desdobramentos." Mercadante insinuou que poderia tomar medidas judiciais contra quem o acusou de envolvimento na elaboração do dossiê.

Todo o esforço de Mercadante foi para esgotar o assunto no Senado e evitar uma convocação para falar na Câmara, onde enfrentaria um ambiente menos amistoso. Alvaro Dias tentou negociar: propôs que o ministro se comprometesse a ir à Câmara, a uma audiência específica sobre o caso do dossiê. Em troca, o  tucano abriria mão de apresentar requerimentos de convocação da ministra Ideli Salvati, da ex-senadora Serys Slhessarenko e do petista Expedito Veloso, todos ligados ao caso. Mercadante não topou e Dias apresentou os requerimentos. "Querem que eu vá à Câmara para continuar alimentando o assunto", irritou-se o ministro.

Mercadante insistiu que não há novidades sobre o episódio. “Esses telefonemas que foram obtidos estão no inquérito, não são um fato novo”. O ministro tentou se esquivar das acusações feitas por Expedito Veloso e tratar Orestes Quércia como único alvo da denúncia. Sem responder diretamente à pergunta de Alvaro Dias, voltou a negar ligação com o episódio: “Não teve dinheiro da minha campanha, porque eu jamais autorizaria uma ação dessa natureza.”

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) desqualificou a tática do petista de atribuir as novas revelações sobre o caso ao jogo político: "Não há ilação nenhuma. Há uma declaração, um fato", afirmou Aloysio. O tucano perguntou se Mercadante não tivera a curiosidade de saber a origem do dinheiro apreendido com os petistas em São Paulo. O ministro respondeu pela metade: afirmou que sua campanha não tinha 1,7 milhão de reais para comprar o dossiê e que, ao saber que Hamilton Lacerda procurara jornalistas para vender o material contra José Serra, demitiu o assessor. Novamente, o ministro não se comprometeu a falar na Câmara dos Deputados: "Não quero me transformar em um objeto de luta política."

O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) perguntou se o petista havia se interessado em esclarecer a fraude. Curiosamente, Mercadante disse ter sido prejudicado pela revelação do episódio, mas não procurou saber a origem do dinheiro "Eu imagino que quem participou saiba. Eu não participei e não sei", afirmou. Ele fez questão de isentar a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de participação no episódio. “A Ideli não tem qualquer responsabilidade nisso, jamais apareceu nas investigações anteriores. É uma tentativa de atingi-la simplesmente porque ela virou ministra de estado”, disse em entrevista coletiva após a audiência.

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) admitiu ter combinado com Mercadante a estratégia de trazer o caso do dossiê ao Senado – o que esvaziaria a convocação do ministro na Câmara: "O ministro disse : ‘Pergunta porque eu quero falar’, declarou o Lindberg.

Explicações

O ministro começou a ser inquirido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado às 11h10. Antes das perguntas, ele falou por trinta minutos sobre o cenário econômico nacional, tema original do convite para a comissão. Ao final da apresentação, no entanto, citou o caso dos aloprados. "Não temo esse debate, acho fundamental que tudo seja esclarecido. Estou inteiramente  à disposição dos senadores para fazer essa discussão”, disse Mercadante.

O primeiro a perguntar foi o senador Lindberg Farias (PT-RJ), que levantou a bola para que o ministro falasse sobre "fatos novos" a respeito do escândalos dos aloprados, sobre a relação dele com o ex-governador Orestes Quércia e sobre o envolvimento da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no esquema do falso dossiê. O diálogo foi uma clara demonstração da atuação ensaiada dos governistas para esgotar no Senado o assunto.

Mercadante respondeu dizendo que foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e culpou seu ex-assessor Hamilton Lacerda pelo vazamento do falso dossiê. Segundo o ministro, Hamilton entregou os documentos a jornalistas sem comunicá-lo. O petista negou ter agido em parceria com Quércia contra José Serra na campanha de 2006. "Jamais tive com Quércia uma conversa pessoal de qualquer natureza e muito menos na campanha eleitoral, em que ele era meu adversário", disse Mercadante.

O ministro afirmou que a então líder do governo no Senado, Ideli Salvatti, não participou de reunião com ele e com envolvidos na elaboração do dossiê. O petista disse que se encontrou com os aloprados em setembro de 2006 para discutir uma possível defesa contra acusações que o envolveriam no esquema da Máfia das Ambulâncias.

Quinze senadores inscreveram-se para falar – a ampla maioria é da base aliada. O líder do PSDB, Alvaro Dias, que havia dito ao site de VEJA que sua bancada só falaria sobre dossiê se a base aliada trouxesse o assunto à pauta, apontou a existência de uma manobra governista para esgotar o assunto no Senado: “Há especulações dando conta que essa reunião foi uma estratégia para esvaziar as ações da oposição na Câmara, especialmente na Comissão de Segurança Pública."

Estratégia governista

Foi a primeira vez que Mercadante falou perante o Congresso desde que VEJA revelou seu protagonismo no esquema do Dossiê dos Aloprados, há duas semanas. Mercadante foi convidado a se apresentar perante a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. Reportagem da edição de VEJA da semana passada mostrou o papel do titular da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na montagem de um falso dossiê contra o então candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, em 2006. Antes de a farsa ser consumada, ela foi descoberta. Petistas foram presos com 1,7 milhões de reais que seriam usados para pagar os falsários.

Um dos aloprados, Expedito Veloso, revelou detalhes do caso em conversas gravadas. Expedito garantiu que o verdadeiro mentor, o principal beneficiário e um dos arrecadadores de dinheiro para montar toda a farsa foi Mercadante. "O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e a autorização do senador", disse o delator. "Ele era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo.”

Nesta semana, VEJA denuncia o envolvimento da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no esquema, que ficou conhecido como Dossiê dos Aloprados. Em setembro de 2006, dias antes da prisão dos petistas, Ideli participou de uma reunião no gabinete de Mercadante com três aloprados para ajustar os detalhes da fraude contra José Serra. Após o encontro começou o trabalho para divulgar o dossiê falso. Ideli ficou com uma cópia do documento, fez contato com jornalistas, exibiu os papeis e disse que aquilo era apenas parte do que tinha contra Serra. Veja Online

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Redução de danos

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Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, comparece hoje ao Senado para falar sobre as acusações de que teria sido o mentor do chamado "dossiê dos aloprados" meio que por sua conta e risco.

Não há uma estratégia montada a partir do Palácio do Planalto nem, em princípio, disposição da bancada do PT de se comportar como tropa de choque. Os senadores estão prontos a defendê-lo, mas avisam que não será suficiente Mercadante recorrer a evasivas nem alegar que o ônus da prova é de quem acusa ou que a história é requentada.

"Estamos plenamente solidários, mas ele vai precisar ser consistente, contundente e, sobretudo, convincente na demonstração cabal das razões que o fizeram passar incólume por uma CPI e pelo crivo do Supremo", diz o senador Walter Pinheiro, um dos defensores da tese originalmente levantada por Lindberg Farias, de que a melhor maneira de enfrentar o problema é falar o quanto antes sobre ele.

De preferência na Casa da qual Mercadante fez parte nos últimos oito anos e em ambiente menos acirrado que a Câmara, de onde surgiu o movimento para a reabertura das investigações na Procuradoria-Geral da República e no próprio Congresso.

A ideia de aproveitar um convite feito pela Comissão de Assuntos Econômicos para expor seus planos à frente da pasta e enfrentar logo os questionamentos a respeito da existência de gravações que comprovariam a participação de Mercadante na montagem de um dossiê contra seu então adversário na eleição ao governo de São Paulo (2006), José Serra, é uma óbvia tentativa do PT de esvaziar o movimento dos deputados da oposição.

Antes que o caso ressurja reforçado por fatos novos, ganhe pernas próprias, repita o desastre da estratégia de esconde-esconde recentemente adotada com Antônio Palocci e evolua para caminhos não desejados.

Por exemplo, para a convocação da ex-senadora Serys Slhessarenko e de outros personagens como o ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso, o dono das gravações, ou mesmo de integrantes do grupo preso num hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão para a compra do dossiê.

A preocupação maior, na realidade, é com Serys que, no dizer de um senador petista, está "com a faca nos dentes".

Não sem razão. O mesmo Expedito Veloso, cujas conversas gravadas apontam a responsabilidade de Mercadante no dossiê contra Serra, contou a ela que o ex-deputado Carlos Abicalil, também do PT, engendrou a montagem de um dossiê envolvendo a então senadora em fraudes do Ministério da Saúde e acabou com as pretensões dela de se eleger a governadora de Mato Grosso.

Além disso, Serys foi alvo de um processo de expulsão que acabou lhe rendendo suspensão de um ano do PT, por ter feito propaganda partidária na eleição de 2010 sem incluir o nome de Abicalil como candidato ao Senado.

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Delcídio Amaral, não recebeu recado algum do Palácio do Planalto sobre a audiência de hoje e do ministro Mercadante ouviu apenas o desejo de comparecer para se explicar e encerrar o episódio.

O líder do PSDB no senado, Álvaro Dias, no entanto, já avisa que a oposição detectou a manobra, não se satisfaz com o depoimento de Mercadante e vai insistir na Câmara em chamar Serys Slhessarenko, Expedito Veloso e a ministra Ideli Salvatti, agora incluída na história como a pessoa que à época, no Senado, ficaria encarregada de dar publicidade ao dossiê dos ditos "aloprados".

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Foto original: Agência Senado

Caso dos Aloprados: As confissões de Expedito Veloso – agora em áudio

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As gravações em que o aloprado revela os bastidores da montagem do dossiê que seria usado contra José Serra na campanha de 2006

Há duas semanas, VEJA publicou as confissões de Expedito Veloso, um dos envolvidos no escândalo dos aloprados – a tentativa de petistas comprarem um dossiê forjado para prejudicar o tucano José Serra nas eleições para o governo paulista de 2006. Em gravações obtidas pela revista, o ex-diretor do Banco do Brasil esclarece quem foram os patrocinadores de uma das mais sórdidas patranhas políticas do Brasil recente.

Veloso fez parte do grupo que que negociou o falso documento com uma dupla de empresários corruptos, os irmãos Darci e Luiz Antônio Vedoin. Esse grupo era encabeçado pelo então senador Aloizio Mercadante – que se aliou nessa empreitada, de maneira surpreendente, com o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, morto em 2010.

Convidado a falar numa comissão do Senado nesta terça-feira, Aloizio Mercadante deve tratar do escândalo oficialmente pela primeira vez.  Nesta segunda-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, negou mais uma vez qualquer envolvimento com o episódio.

Durante um almoço com empresários em São Paulo, ele afirmou: “Eu vi uma nota que o Expedito publicou. Ele disse que nunca citou nomes, nunca falou de dinheiro, não tem nenhuma informação sobre isso, que a responsabilidade é dos jornalistas e da revista. Expedito nunca foi meu assessor, assim como Quércia nunca foi meu aliado”.

Saiba quem é quem no escândalo do dossiê:


Expedito Veloso – ex-diretor do Banco do Brasil, analisou os documentos que seriam usados na fraude. Depois, arrependido pelo fato de o esquema não ter poupado colegas do partido, revelou detalhes do caso em conversas gravadas.


Hamilton Lacerda – um dos coordenadores da campanha de Aloizio Mercadante. Foi filmado no hotel onde estava o dinheiro que serviria para pagar o dossiê e procurou a revista IstoÉ para tentar divulgar o material.


Gedimar Passos – policial federal aposentado. Foi preso em flagrante em um hotel de São Paulo com 700.000 reais em dinheiro vivo. Era o encarregado de pagar pelo dossiê. Integrava a campanha à reeleição do presidente Lula em 2006.


Valdebran Padilha – tesoureiro informal do PT em Mato Grosso. Foi por intermédio dele que o comitê paulista negociou com os empresários mato-grossenses Darci e Luiz Antônio Vedoin. Foi preso em 2006 com Gedimar Passos. Era ele quem deveria receber o pagamento pelo dossiê. A polícia apreendeu com ele 1 milhão de reais.


Darci e Luiz Antônio Vedoin– empresários e líderes da máfia dos sanguessugas, vendiam ambulâncias superfaturadas. Ofereceram ao PT o falso dossiê para tentar incriminar o PSDB e cobraram 1,7 milhão de reais para falsificar documentos e conceder uma entrevista na qual acusariam José Serra de envolvimento com as fraudes no Ministério da Saúde.

Da Veja Online

Em nota, aloprada diz que é ‘falaciosa’ tentativa de envolvê-la em escândalo

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Ideli Salvatti, a alopradíssima: Ela diz que a matéria da revista Veja é falaciosa. A revista não a acusa de ter participado do esquema (em que Mercadante tá atolado até o cabelo que não tem), e sim que ficou incumbida da tarefa de divulgar o falso dossiê contra Serra. E isso a jararaca não desmente. Entre a palavra da Ideli e a da Veja, fico com a segunda, é claro!

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, divulgou nota na tarde desta segunda-feira (27) em que afirma que é "falaciosa" a tentativa de envolvê-la no escândalo que ficou conhecido como dossiê dos "aloprados". A ministra nega que tenha participado da confecção de dossiês políticos durante a campanha eleitoral de 2006.

O escândalo envolveu a compra por petistas de um suposto dossiê, em 2006, contra o ex-governador de São Paulo, José Serra. Reportagem da revista "Veja" da semana passada aponta Mercadante como um dos "mentores" do caso que resultou na prisão em flagrante, em 15 de setembro de 2006, de militantes do PT.

Nesta semana, em nova reportagem a revista afirma que, em 4 de setembro de 2006, a então senadora petista Ideli Salvatti participou das negociações para a compra do dossiê falso contra o ex-governador tucano José Serra Segundo a revista, Ideli ficou com a tarefa, após essa reunião, de divulgar o falso dossiê que mostraria ligações de Serra com empresários envolvidos em fraudes na saúde.

"Nunca elaborei nem participei da confecção de dossiês políticos. Conforme declarou o ministro Aloísio Mercadante é falaciosa a tentativa de me envolver na participação da elaboração do suposto dossiê citado pela revista Veja", afirmou a ministra, em nota.

Na nota, Ideli afirma que não participou de reuniões que tivessem como tema a elaboração de materiais contra o candidato José Serra. Segundo ela, a reunião foi apenas de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado.

"Não participei de reuniões que tivessem como tema a elaboração de material contra o candidato ao Governo do Estado de São Paulo, José Serra, no ano de 2006. Na condição de Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado fui chamada ao gabinete do então Líder do Governo, Aloísio Mercadante, para uma reunião em setembro do mesmo ano para tratar de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado"

De acordo com Ideli, durante a reunião, ela teria expressado que "o Conselho de Ética não seria o fórum adequado para debater tal assunto". "Por fim, destaco que minha atuação partidária é absolutamente alheia ao contexto político em que estaria envolvida a divulgação do suposto dossiê detalhado na reportagem da revista Veja".

Mais cedo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e Ideli Salvatti prestem esclarecimentos ao Congresso sobre o suposto envolvimento no escândalo dos "aloprados".

Sem citar os nomes de ambos, Sarney disse que “cada um” deve se explicar “naquilo que for acusado”. “Acho que a melhor formula é de cada um [Mercadante e Ideli] se explicar naquilo que for acusado. Não acho que deva haver restrição de nenhuma maneira para que a pessoa possa explicar. Se agiu corretamente, não há o porquê de não fornecer as explicações que o Congresso pede”, argumentou Sarney. Portal G1