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Archive for outubro 22nd, 2014

Contra baixaria petralha, Aécio leva Marina e viúva de Campos à TV

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Candidato do PSDB pede que eleitor ‘não tenha medo do PT’ em referência à onda de boatos sobre o fim de programas sociais se ele for eleito

Bombardeado desde o último final de semana por ataques pessoais feitos pelo PT, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez um longo depoimento em seu programa eleitoral na TV apontando "a onda de calúnias" propaladas contra ele na reta final da eleição. O tucano exibiu mensagens de apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto numa tragédia aérea em agosto.

Marina afirmou que foi vítima na primeira etapa da eleição dos ataques feitos pela campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff que agora se repetem contra o tucano. "Eduardo Campos e eu fomos vítimas da mesma estratégia destrutiva que agora é usada contra Aécio", disse. "Não se deixem intimidar pela campanha que a candidata Dilma está fazendo", completou. Na sequência, Renata Campos também deixou mensagem afirmando que Aécio "não representa um partido, mas um conjunto de forças que se juntaram no segundo turno".

Aécio lembrou a artilharia desferida pelo PT a Eduardo Campos e afirmou que "as mesmas pessoas que chamaram Eduardo Campos de playboy agora dizem o mesmo sobre ele". Foi um recado direto ao ex-presidente Lula, que tem capitaneado a onda de baixarias em comícios pelo país — algo lamentável para um ex-presidente da República. Além de chamar o tucano de "playboy", Lula tem dito que o tucano é violento com mulheres: "Fui acusado de comportamento criminoso, de ser desrespeitoso com as mulheres, uma ofensa à minha esposa e à minha filha".

O tucano ainda citou o terrorismo eleitoral feito pelo PT, que desde o início da campanha espalha o discurso do medo, segundo o qual programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida serão encerrados se o PT deixar o poder e bancos públicos serão privatizados. "Não podemos ter medo do PT. Eu não tenho medo do PT", disse.

Veja Online

Aécio: Lula ‘apequena sua biografia’ ao promover baixaria

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Candidato do PSDB tem sido atacado diariamente pelo ex-presidente, que assumiu o papel de capitanear a baixaria na reta final da campanha

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira o papel desempenhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final das eleições deste ano. Desde o último final de semana, Lula tornou-se protagonista da baixaria promovida contra o PSDB.

“O Lula não está disputando a eleição, eu o ignoro. Mas lamento apenas que um ex-presidente da República se permita cumprir um papel tão inexpressivo como o que ele vem cumprindo no final dessa campanha eleitoral”, disse Aécio, numa rara menção ao petista. “É triste para sua própria biografia. Só quem perde com isso é ele, que apequena sua biografia com ataques torpes e absurdos”, completou.

Embora não seja candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano, Lula tem feito ataques pessoais a Aécio, a quem chamou de "filhinho de papai" e insinuou que agride mulheres. "A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo", afirmou Lula em Belo Horizonte no último sábado. O ex-presidente também comparou o tucano a Fernando Collor de Melo, candidato que em 1989 que protagonizou baixarias contra o próprio petista e, ironicamente, hoje é seu aliado. Nesta terça, o petista chegou ao ponto de comparar tucanos a nazistas.

Para minimizar o terrorismo eleitoral disseminado pelo PT, Aécio Neves reiterou nesta quarta o compromisso de manter programas sociais, como o Bolsa Família, fortalecer o papel dos bancos públicos, acabar com o aparelhamento da máquina estatal e discutir um mecanismo para acabar com o fator previdenciário. “Nessa reta finalíssima da campanha é hora de reiterarmos alguns compromissos: o primeiro deles é o compromisso de garantir a continuidade dos programas sociais em andamento, em especial do Bolsa Família. O segundo, o compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, com a sua profissionalização e com a valorização dos servidores de carreira. Falo isso, em especial, aos servidores da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, do BNDES e de empresas públicas, como os Correios, a Petrobras e a Eletrobras”, disse. “Quero reiterar meu compromisso com os aposentados brasileiros. Vamos rever o fator previdenciário e encontrar uma forma de não impactar e punir os aposentados brasileiros.”

Mais uma vez, Aécio Neves disse ser o “candidato de amplo sentimento de mudança” e afirmou que, diante de todos os ataques, “deixa que as pessoas respondam nas urnas todas essas infâmias”. “A verdade vai vencer a mentira e as propostas vão vencer os ataques. Tenho certeza que o Brasil novo, renovado nos seus valores e nas suas práticas vai vencer o Brasil velho e antigo que é representado hoje por este governo”, declarou. “Essa campanha vai ficar marcada na história do Brasil como a campanha da infâmia por parte dos nossos adversários.”

Comício

À noite, Aécio participou de um comício na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, e voltou a afirmar que pretende ser eleito para vai “libertar” o Brasil do governo do PT. Ele criticou as ofensas que vem recebendo de adversários e pediu que seus eleitores “convençam” os indecisos em prol do PSDB e “virem o voto contrário”. Apesar de não ter conseguido vencer em Minas no primeiro turno, o candidato disse que, na reta final da campanha, “a maior vitória vai ser em Minas, minha casa, minha causa e minha vida”.

“Neste próximo domingo estaremos escolhendo o país no qual queremos viver, se no Brasil honrado, que respeita sua história e que constrói seu futuro, ou nesse país da vergonha, da mentira, do achincalhe e das ofensas em que se transformou a campanha adversária”, discursou. “Estamos a poucos dias da liberação do Brasil, [do fim] de um governo que se apropriou de um Estado nacional em benefício de um pequeno grupo e em detrimento dos interesses maiores de nossa gente”, concluiu, ao lado de políticos e de artistas como Milton Gonçalves, César Menotti e Fabiano e Fagner.

Veja Online

Escândalo da Petrobras – Doleiro afirma que ‘testa de ferro’ mentiu e quer fazer acareação

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Defesa de Alberto Youssef afirma que dono do Labogen, Leonardo Meirelles, está mentindo ao dizer que ele ‘trabalhou’ para tucanos. A roubalheira na Petrobras é coisa dos petralhas imundos

A defesa de Alberto Youssef informou que vai apresentar ainda nesta quarta feira, 22, à Justiça Federal em Curitiba (PR) um pedido de impugnação do depoimento de Leonardo Meirelles — suposto testa de ferro do doleiro nas indústrias farmacêuticas Labogen. Em depoimento na segunda feira, 20, Meirelles afirmou que ele mantinha negócios com o PSDB e com ex-presidente nacional do partido senador Sérgio Guerra (PE), morto em março.

O criminalista Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois — o doleiro e Meirelles são réus em um dos processos da Operação Lava Jato, sobre superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

“Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, afirmou o criminalista Antônio Figueiredo Basto. “Estamos pedindo uma impugnação do depoimento do Leonardo e uma acareação entre eles.”

Meirelles é apontado como laranja de Youssef no laboratório Labogen, indústria de remédios que estava falida e que o doleiro usou para tentar conquistar um contrato milionário com o Ministério da Saúde, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, para fornecimento de medicamentos. Segundo o Ministério, o contrato não chegou a ser assinado.

O negócio teria sido intermediado, segundo a PF, pelo deputado federal André Vargas (sem partido-PR), que foi flagrado usando um jato pago pelo doleiro.

Meirelles afirmou à Justiça Federal, em audiência da segunda feira, 20, que Youssef trabalhava também com o PSDB, além dos partidos PT, PMDB e PP.

Ele disse ter ouvido o doleiro citar o nome de Guerra em uma conversa telefônica e ainda citou “um outro parlamentar” tucano da mesma região do doleiro.

Estadão Online