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Archive for abril 7th, 2014

Vargas não tem escapatória, diz presidente do Conselho de Ética da Câmara

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Deputado corrupto André Vargas (PT-PR) tentou atrasar a abertura do processo de cassação do seu mandato no Conselho de Ética da Câmara

Com a situação cada vez mais grave, o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), tentou protelar a abertura de um processo por quebra do decoro parlamentar no Conselho de Ética. Horas antes de anunciar seu afastamento da Câmara por sessenta dias, o petista telefonou para o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que preside o colegiado, pedindo que só iniciasse os procedimentos regimentais depois de uma conversa entre os dois.

Na tarde desta segunda-feira, três partidos de oposição — PSDB, DEM e PPS — ingressaram com uma representação no Conselho pedindo investigação sobre a estreita relação, revelada por VEJA, de Vargas com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal em uma operação de combate à lavagem de dinheiro. Pelo telefone, o petista fez um apelo a Izar: “Queria conversar com você. Você sabe que eu estou em um momento difícil. Dá para não aceitar o protocolo, e à tarde a gente conversa?”.

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A estratégia proposta por Vargas, no entanto, sequer depende do presidente do Conselho de Ética. Cabe à Mesa Diretora da Câmara, da qual o próprio faz parte, encaminhar o processo ao colegiado. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se comprometeu a remeter o caso nesta terça-feira. “Eu respondi a Vargas que não tenho como segurar o recebimento. A gente vai ter de abrir o processo normalmente, esse é um rito que tem de ser seguido”, disse Izar.

Além de Vargas, a assessoria do deputado procurou o Conselho de Ética em busca de informações sobre os prazos regimentais para a análise do caso, algo que não deveria ser novidade para ele: foi Vargas quem comandou as manobras para atrasar o processo de cassação contra o ex-deputado José Genoino (PT-SP).

“Não tenho dúvidas de que vão usar todos os artifícios para protelar a ação. Mas o André Vargas não tem escapatória. São denúncias gravíssimas”, disse o presidente do Conselho de Ética. O petista pode sofrer desde uma advertência até enfrentar a abertura de um processo de perda de mandato. "Não dá para aliviar. Eu acho que esse é um caso para cassação. Mas depende da análise de todo o processo e da votação do colegiado."

Izar continuou: "É muita malandragem que está sendo descoberta, e o caso está sendo cada vez mais divulgado. As pessoas não têm mais medo. Será que as coisas não servem de exemplo, como o caso do mensalão? Mas, mesmo assim, os fatos não mudam."

Veja Online

Petralha corrupto, André Vargas pede licença de 60 dias do mandato de deputado na Câmara

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O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), entregou nesta segunda-feira (7) à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara carta com pedido de afastamento temporário por 60 dias do mandato de deputado federal. Vargas é alvo de denúncia de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. Parlamentares de oposição pedem investigação da conduta do petista.

Youssef foi preso em março por suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões por meio de lavagem de dinheiro. De acordo com reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", o empréstimo do avião para uma viagem a João Pessoa foi acertado entre Vargas e Youssef por mensagem de celular em 2 de janeiro.

Neste fim de semana, reportagem da revista "Veja" revelou mensagens de celular entre André Vargas e Youssef. Segundo investigações da PF mencionadas pela revista, eles atuavam juntos para fechar um contrato entre uma empresa de fachada e o Ministério da Saúde. De acordo com as investigações, Vargas ajudava Youssef a localizar projetos no governo pelos quais poderia ser desviado dinheiro público.

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Em nota divulgada neste domingo, o deputado admitiu ter amizade com Youssef, mas classificou as denúncias como "ilações".

"O que vemos é um julgamento sumário, antecipado, por parte da imprensa privilegiada com informações vazadas com interesse político, de forma criminosa", disse.

Em relação ao uso do avião providenciado por Youssef, Vargas disse no plenário da Câmara, na última quarta (2), que cometeu um "equívoco" e afirmou ter sido "imprudente" [vídeo no topo do post].

‘Interesse particular’

No pedido de afastamento, André Vargas afirma ter motivos de "interesse particular" para a saída temporária. A carta foi protocolada na Secretaria-Geral da Mesa às 14h08 desta segunda. O afastamento começa a valer imediatamente, sem a necessidade da assinatura do pedido pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Apesar de não perder o cargo de vice-presidente, as atribuições do parlamentar na Mesa Diretora da Casa passam para o 2º vice-presidente, deputado Fábio Faria (PSD-RN). Como o afastamento é de menos de 120 dias, não será convocado um suplente para ocupar a vaga de deputado de André Vargas.

Com o afastamento, Vargas ficará sem receber o salário de deputado, atualmente de R$ 26,7 mil. Ele também perde outros benefícios financeiros, como as verbas de gabinete.

O afastamento não impede que a Câmara abra processo de investigação contra Vargas. A previsão é que nesta segunda partidos de oposição representem contra ele no Conselho de Ética da Casa.

Na última sexta, o secretário-geral da Mesa da Casa, o servidor de carreira Mozart Vianna, deu parecer contrário ao pedido apresentado pelo líder do PSOL, Ivan Valente (SP), para que a Câmara inicie investigação contra Vargas.

Henrique Alves deverá assinar o parecer nesta segunda, confirmando a recomendação. Outro processo de investigação poderá ser aberto após nova representação que deverá ser assinada por PSDB, Democratas e PPS e apresentada ao Conselho de Ética da Câmara.

Portal G1