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Archive for abril 30th, 2010

Florianópolis: O carteiraço continua – Mosquito é preso após se recusar a assinar citação em ação movida por desembargadora

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Carteiraço em Florianópolis: Somente numa província metida a besta ainda se vê absurdos tão grandes

Transcrevo abaixo post publicado no site Tijoladas do Mosquito no dia de ontem (29/10/2010). O teor é bem claro e mostra a agilidade da nossa justiça quando a coisa aperta para um de seus membros.

Fui vítima hoje a tarde de uma armação, uma armadilha. Coisa de organização criminosa. Montada dentro do Fórum da Capital com a participação da desembargadora Rejane Andersen e seus advogados.

A “dotora”, pega no flagrante por policiais honestos, resolveu partir para cima do bloqueiro Mosquito, que teve a coragem de publicar o vídeo de sua ação criminosa.

Resolveu entrar na 1ª Vara Cível da Capital no dia 27 de Abril de 2010 (terça-feira última) com uma Ação (cominatória/ordinária) contra o blogueiro Amilton Alexandre e o Google. Em menos de 48 horas saiu a decisão da justiça, assinada pela Dra. Haidée Denise Grin (exatamente hoje à  tarde – 29/04/2010).

Durante a tarde começou por parte da justiça catarinense a caça ao criminoso blogueiro.

Estava trabalhando no Café Cultura (Praça XV, centro de Florianópolis), quando toca meu celular. Do outro lado da linha uma pessoa dizendo se chamar Serginho. Dizia que me conhecia do gabinete do vereador João Amin e que gostaria de me apresentar documentos de denúncias de corrupção.

Disse-lhe que não lembrava de ter conhecido nenhum Serginho lá, mais não teria problema em encontrá-lo. Ainda brinquei perguntando se não era nenhum oficial de justiça. Quase acertei. Isso foi às 16h07 (telefone gravado no meu celular 3223–8516. O tal Serginho disse que estava na Av. Rio Branco e ia ao meu encontro.

Às 16h21 nova ligação, agora do telefone 3223-8240.  O tal Serginho dizendo estar próxima a Farmácia Catarinense perguntou onde era o café. Disse que era defronte ao Banco do Brasil.

Cinco minutos depois entra na Café Cultura uma oficial de justiça (mais tarde soube o nome dela – Adriana Beatriz Fonseca Silveira), com uma citação.

Nem deixei ela falar. Disse que não ia assinar a citação e que estava sendo vítima de uma armadilha. Disse que a justiça tem meios legais de citar um cidadão. Ela então fala para os clientes do café que é oficial de justiça, informa que estou sendo citado, mesmo sem ter assinado o termo. Ato contínuo, muito puto, joguei a citação na oficial e recebo voz de prisão, com pedido da mesma para que fosse algemado. Protestei e fui levado a Central de Polícia por policiais que estavam de serviço na Praça XV.

Enquanto aguardava meu depoimento na delegacia a oficial de justiça fazia o seu relato, acompanhada de um senhor de terno. Achei estranha a presença desse senhor.

Dei meu depoimento a antes de ir embora, perguntei quem era o dito cujo que acompanhou o depoimento da oficial de Justiça.

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