Abobado

Florianópolis: Greve no transporte coletivo continua na quarta

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A greve dos motoristas e cobradores de ônibus na Capital, que também atinge a Grande Florianópolis, vai continuar nesta quarta-feira e poderá se arrastar pelos próximos dias.
A negociação entre os trabalhadores, as empresas e a prefeitura é considerada a mais difícil dos últimos anos pelas partes que travam uma típica queda-de-braço.

Para agravar o prejuízo aos usuários, a determinação judicial de frota mínima de ônibus nas ruas não foi cumprida na íntegra, nesta terça-feira, deixando pelo menos 200 mil usuários sem o transporte coletivo.

Na terça-feira à noite, na Câmara de Vereadores, enquanto o trânsito de veículos pequenos ficava ainda mais congestionado nas principais avenidas e nas pontes, o prefeito Dário Berger (PMDB) sinalizava com a notícia ainda mais preocupante para quem depende dos ônibus na Capital: o aumento da tarifa será um dos reflexos inevitáveis para bancar o tão esperado acordo entre os empregados e as empresas.

— A prefeitura nunca encerra as negociações, mas tem limites. É evidente (o aumento da tarifa), que dependerá do acordo entre patrões e empregados. Mas já temos prejuízos imensos além do comercial, psicológicos e de auto-estima da população numa intransigência incomparável — declarou o prefeito após um dia em que houve tentativas de negociação, mas sem reuniões físicas e conjuntas entre as partes. ClicRBS

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  1. De quem é o interesse nesta greve?
    Seria somente dos funcionarios das empresas ou mais só das empresas em aumentarem as tarifas?
    Vejo que todos estão puxando para o mesmo lado.
    A vitima é o povo como sempre. Se a prefeitura quizesse realmente acabar com esta palhaçada ela abriria licitação para outras empresas explorarem o transporte coletivo. Por enquanto estão explorando apenas os usuarios.
    A população tem que unir~se. Se todos paracem de usar os onibus, em poucos dias seria resolvido este absurdo.
    Seria dificil? Sim, mas acabaria com esta ladroagem de uma vez por todas.

    Claudio

    1 jul 09 at 6:19 am

  2. Concordo com Claudio.
    UNIÃO é o que falta na população e
    BOM SENSO é o que falta no prefeito.

    Ladroagem é pouco para se classificar esta situação,
    é covardia, é humilhação, é falta de respeito para com os consumidores (usuários).

    Se fosse outra empresa qualquer, já teria quebrado pois os clientes querem ser bem atendidos e não deixados à deriva.

    Onde está a LEI que nos protege? onde estamos nós pra nos defender? está mais do que na hora de virarmos a mesa e pôr fim a este abuso.

    Abrir CONCORRÊNCIA demora, LICITAÇÃO também, mas quanto antes for feito resolveria o problema, pois uma vez ameaçada as empresas parariam de abusar.

    E também, pode-se considerar, segundo a Lei 8.666, art.24, É DISPENSÁVEL LICITAÇÃO quando: inciso III-nos casos de grave perturbação da ordem (fala sério, não estão perturbando a ordem?) IV-nos casos de calamidade pública (isto não é também uma calamidade?); se ler o artigo 24 na íntegra, acho que se pode encontrar esta situação contemplada com diferentes classificações em vários outros incisos.
    Então, considero, segundo minhas leituras, que seja dispensável a licitação para contratar novas empresas de transporte para prestar serviço à população.

    O TJ que se manifeste junto ao MPT, pow alguém tem que fazer alguma coisa em nosso favor não é mesmo?

    Kynka

    1 jul 09 at 11:01 am

  3. Concordo com ambos os comentários.
    Vocês devem ter reparado que não emito opinião no blog.
    Na verdade eu CANSEI e fui vencido por uma enxurrada de processos movidos contra minha pessoa e que até hoje rendem prejuízos financeiros e morais.
    Não dou mais opinião e me limito apenas a legendar imagens com meu ponto de vista (laconicamente).
    Na questão da greve que se manifesta na Capital (já que esse é o tema do post) sou a favor da CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA PÚBLICA DE TRANSPORTE COLETIVO.
    Não seria a solução definitiva para resolver o problema, já que nesse contexto muitas outras ações devem ser implementadas, mas um grande passo poderia ser dado.
    Já que o usuário hoje paga passagem para sustentar empresas particulares (além do subsídio que é repassado pela municipalidade que também é dinheiro do contribuinte), no caso dessa empresa pública (com uma gestão tipo a que se verifica hoje na Comcap) o cidadão estaria pagando para ele mesmo e com certeza teríamos um transporte de GENTE e não de MASSA com muito mais qualidade.
    Costumo dizer sempre a amigos e a pessoas com quem mantenho contato que o que falta na cidade são pessoas que tenham CULHÃO (perdoem o termo). O cara que é eleito (seja vereador, prefeito, governador…) tem que assumir o ônus e o bônus da função para o qual foi designado pelo voto popular.
    Mas como em Florianópolis tudo é difícil e onde TUDO PODE e NADA PODE, pressinto que iremos continuar reféns dessa gente (políticos, politiqueiros, entidades representativas de empregados e empregadores). Não temos representantes e sim pessoas interessadas sempre no próximo pleito.
    A licitação de que os lúcidos e civilizados comentários tratam está na Câmara Municipal de Florianópolis, mais precisamente na mão do vereador João Amin.

    Agradeço a atenção e a visita.

    Jorge Oliveira

    Abobado

    1 jul 09 at 12:30 pm

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