Abobado

Archive for junho 16th, 2009

Menos um: TSE cassa mandato de Expedito Júnior

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Expedito: Um caco a menos no Senado. Vem mais um suplente pra mamar nas tetas da viúva. E viva o Vitório!

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitaram por unanimidade mais um recurso do senador Expedito Júnior (PR-RO) para permanecer no mandato. Ele, que foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, sofria processo por abuso de poder econômico e compra de votos. Com a decisão, Expedito perde o mandato assim que o Senado ler a decisão do TSE em plenário. Assume em seu lugar o empresário Acir Gurgacz (PDT-RO), segundo colocado nas eleições de 2006.

A decisão do TRE, mantida pelo TSE, ocorreu após Gurgacz entrar com um recurso na Justiça Eleitoral. De acordo com a denúncia, Expedito, juntamente com seus aliados, teria depositado R$ 100 na conta de vigilantes da empresa Rocha Segurança e Vigilância, que pertence ao seu irmão Irineu Gonçalves Ferreira. Os vigilantes teriam firmado o compromisso de buscar mais votos para o candidato junto a familiares e amigos. Há provas dos depósitos no dia 29 de setembro de 2006 nas contas dos funcionários, às vésperas das eleições, que ocorreu no dia 1º de outubro.  Congresso em Foco

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Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

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junho 16th, 2009 at 11:41 pm

A zona do senado: “A crise não é minha”, diz Sarney sobre atos secretos

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Sarney na tribuna Senado: Cacarejou um monte e não disse porra nenhuma. Pede pra sair antes que seja tarde

Pressionado pela opinião pública, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), subiu hoje à tribuna da Casa para falar dos escândalos que atingem a instituição desde que ele assumiu o cargo, no começo deste ano. Cobrado a responder, Sarney disse que a crise não era dele.

“A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa.”

O último escândalo envolve os mais de 500 atos secretos publicados ao longo dos últimos 14 anos no Senado e que foram usados para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas ao comando da Casa.

Sarney teve duas sobrinhas nomeadas por ato secreto: Maria do Carmo de Castro Macieira e Vera Portela Macieira Borges. Maria do Carmo foi nomeada para um cargo no então gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA). Vera lotada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande. Ele também teve um neto nomeado e exonerado do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) por ato secreto.

Sarney disse que não sabia que Cafeteira tinha empregado seu neto. “Porque pedi ao senador Delcídio que uma sobrinha da minha mulher, que é do Ministério da Agricultura, fosse designada para o gabinete dele? Que um neto meu foi nomeado para o gabinete do senador Cafeteira. Eu não pedi e não sabia. Ele próprio disse que não me falou, porque se dissesse talvez não tivesse concordado.” Folha Online

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Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

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junho 16th, 2009 at 6:01 pm

A zona do Senado: Osmar Dias manda Ideli enfiar projeto onde achar melhor

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Ideli: Depois de levar um pau do Osmar Dias, a simpatia em pessoa foi pra mesa da comissão pedir paz

Agora, as 11h56m, na Comissão de Assuntos Econômicos, ao discutir projeto que determina que a União participe do financiamento das univerdades estaduais, o senador Osmar Dias (PDT/PR), ao perceber que Ideli Salvatti (PT/SC) iria pedir vistas, argumentando que o texto original feria dispositivo constitucional, mandou que ela enfiasse o projeto onde achasse melhor.

Tudo começou, na verdade, quando Osmar Dias estava discutindo o projeto e Ideli [atravessando o galinheiro] entendeu que o senador estava tratando os professores como “coitados”, termo este que não usado.

Ideli, como sempre, foi inoportuna ao querer falar pela boca dos outros. No caso do senador Osmar Dias, se deu muito mal e o nobre parlamentar não retirou as palavras que proferiu, ignorando os apelos da bisca no sentido de reconsiderar o que havia dito.

O projeto, de autoria do senador Osmar Dias, muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para estabelecer a participação da União no financiamento de universidades estaduais. O objetivo é aumentar a oferta de vagas e melhorar a qualidade dos cursos dessas instituições.

Ao final, prevaleceu proposta do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), para que o apoio federal a universidades estaduais ficasse como uma autorização e não como uma determinação.

O bate boca não demorou muito, mas serviu mais uma vez para demonstrar o quanto estamos mal representados. Quem tem Raimundo Colombo (DEM), Neuto de Conto (PMDB) e Ideli Salvatti no Senado não precisa de inimigo em qualquer lugar do mundo.

Tamos bem pra caramba!

Foto da Agência Senado (editada)

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junho 16th, 2009 at 12:15 pm

Quem julgará o Senado?

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Congresso: Num país sem lei os representantes do povo atuam como verdadeiras rapinas do dinheiro público

Ricardo Noblat

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) tem razão quando alega que ninguém aqui fora acreditará no resultado de qualquer investigação sobre os desmandos ocorridos no Senado se ela for conduzida por senadores – ou pior: por funcionários do Senado.

Por exemplo: pode passar de mil o número de atos secretos produzidos nos últimos anos. Eles serviram para tudo – nomear apadrinhados de senadores e de diretores, aumentar salários, criar cargos, contratar empresas, proteger servidores envolvidos em maracutaias, etc e tal.

É possível que os senadores desconhecessem tais atos?

A se dar crédito ao que disse o ex-diretor-geral Agaciel Maia, todos os atos secretos foram assinados pelos membros da direção do Senado e aprovados em votação no plenário. Se senadores aprovaram o que desconheciam nem por isso são menos responsáveis (ou irresponsáveis).

E o que dizer do pagamento de horas extras a milhares de servidores durante o recesso do Senado em  janeiro último? Quantos senadores forçaram seus assessores a devolver o que não tinham direito? Blog do Noblat

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